Arquivos seca - Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/tag/seca/ A coragem de enxergar diferente Mon, 30 Oct 2023 20:56:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://www.focandonopositivo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/cropped-focando-no-positive_lente-32x32.png Arquivos seca - Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/tag/seca/ 32 32 195204525 Amazônia: Nasce tecnologia para monitorar rios na Seca https://www.focandonopositivo.com.br/amazonia-nasce-tecnologia-para-monitorar-rios-na-seca/ https://www.focandonopositivo.com.br/amazonia-nasce-tecnologia-para-monitorar-rios-na-seca/#respond Fri, 27 Oct 2023 16:04:04 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=5293 A Amazônia vive uma das piores secas de sua história, e que ainda poderá se aprofundar. Nesta semana, o Rio Negro chegou ao seu menor nível já registrado – o mais baixo em 120 anos, marco superado dia após dias. A seca histórica de 2023 agora afeta todas as 62 cidades do Amazonas. Segundo a Defesa […]

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A Amazônia vive uma das piores secas de sua história, e que ainda poderá se aprofundar. Nesta semana, o Rio Negro chegou ao seu menor nível já registrado – o mais baixo em 120 anos, marco superado dia após dias.

A seca histórica de 2023 agora afeta todas as 62 cidades do Amazonas. Segundo a Defesa Civil do Estado, a estiagem atinge diretamente mais de 600 mil pessoas.

Das 62 cidades que compõem o Amazonas, 60 estão em emergência, incluindo Manaus a capital. 

Na quinta-feira (26), Apuí e Presidente Figueiredo, as únicas que permaneciam com o status de “normalidade” até então, decretaram situação de alerta e entraram para a lista de municípios afetados pela seca.

Foto: reprodução do vídeo Seca do Rio negro muda cenário na orla de Manaus, veja antes e depois por Thiago Oliver/G1

Diversas comunidades indígenas e ribeirinhas se encontram sem água potável e impossibilitadas de transitar pelos rios, que estão secando, enquanto animais como botos ameaçados de extinção morrem às centenas

O cenário tem levado a diversas medidas emergenciais para atender às populações afetadas, mas também à criação de recursos para facilitar o monitoramento do nível de rios no país.

Foto: reprodução do vídeo Seca do Rio negro muda cenário na orla de Manaus, veja antes e depois por Thiago Oliver/G1

Afinal, se o atual cenário de mudanças climáticas seguir se intensificando – e tudo indica que irá –, novas crises semelhantes poderão acontecer no futuro.

Cota Rio

Defesa Civil do Amazonas lançou um aplicativo, chamado Cota Rio, que mostra as informações do monitoramento contínuo da profundidade dos rios do estado.

O Cota Rio pode operar de modo off-line, o que significa que os registros podem ser realizados em qualquer ponto, mesmo em locais sem acesso à internet.

“Este aplicativo possibilitará o registro de dados sobre os níveis dos rios em tempo real em toda a extensão das calhas fluviais do Amazonas, o que representa um avanço significativo na nossa capacidade de monitoramento. Contaremos com informações em tempo real, graças à colaboração com o Sindflu, o Sindarma e todos os órgãos ligados à navegação no nosso estado” detalhou o secretário de Defesa Civil, coronel Máximo.

No mesmo app, o público recebe alertas emitidos pela equipe da Defesa Civil Estadual. “Esses alertas são cruciais para manter a população informada sobre eventos meteorológicos severos ou outras situações de risco”, diz o órgão.

O Cota Rio se destaca como uma solução valiosa para a preparação e resposta a possíveis desastres que ocorrem no estado do Amazonas, principalmente em relação a fenômenos de estiagem e enchentes.

Ao fornecer dados em tempo real sobre os níveis dos rios, o aplicativo capacita os aquaviários e as autoridades a tomar medidas preventivas e coordenadas, protegendo as comunidades ribeirinhas e contribuindo para a segurança do Estado.

SGB

O Serviço Geológico do Brasil (SGB), por exemplo, criou nesta semana uma página na internet que reúne os dados de monitoramento hidrológico da região amazônica. O espaço centraliza informações de vários programas já existentes e irá disponibilizar boletins periódicos de monitoramento das águas, com previsões sobre níveis dos rios, vazões e dados de chuva.

“Nosso objetivo, ao consolidar as informações em uma única página, é permitir que gestores públicos, agentes de defesa civil e a população em geral possam ter acesso aos dados e elaborar estratégias assertivas para o enfrentamento dos efeitos da seca”, destaca a diretora de Hidrologia e Gestão Territorial do SGB, Alice Castilho.

Fotos: Mylena Matos

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Ajuda humanitária alivia ribeirinhos na seca no Amazonas https://www.focandonopositivo.com.br/ajuda-humanitaria-alivia-ribeirinhos-na-seca-no-amazonas/ https://www.focandonopositivo.com.br/ajuda-humanitaria-alivia-ribeirinhos-na-seca-no-amazonas/#respond Sat, 07 Oct 2023 15:35:15 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=5178 A imponência do Rio Negro, um dos principais cursos d’água da região amazônica, atinge agora números que marcam a história. Nesta sexta-feira (06/10), o rio alcançou o surpreendente nível de 14,79 metros, sinalizando uma seca de magnitude raramente vista. As consequências dessa estiagem, são sentidas profundamente, afetando mais de 200 mil famílias no estado do […]

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A imponência do Rio Negro, um dos principais cursos d’água da região amazônica, atinge agora números que marcam a história. Nesta sexta-feira (06/10), o rio alcançou o surpreendente nível de 14,79 metros, sinalizando uma seca de magnitude raramente vista.

As consequências dessa estiagem, são sentidas profundamente, afetando mais de 200 mil famílias no estado do Amazonas que habitam às margens dos rios e dependem diretamente dos recursos hídricos para sua sobrevivência e sustento, de acordo com dados da Defesa Civil.

Quando as águas se retraem devido à estação seca, essas comunidades enfrentam inúmeras dificuldades, como a escassez de água potável, a redução da disponibilidade de alimentos provenientes da pesca e da agricultura, e a limitação do acesso a serviços básicos.

Diante dessa situação crítica, uma força-tarefa humanitária foi mobilizada para levar as mais afetadas comunidades ribeirinhas, alívio e assistência em suas lutas contra a vazante sem precedentes.

A maior seca da história foi atingida em 2010, quando o Rio Negro marcou, no dia 24 de outubro, 13,63 metros.

Solidaridade

A situação atual tem sido particularmente desafiadora. Para acessar essas comunidades mais distantes neste período é necessário enfrentar muitas dificuldades em um longo percurso de estrada, lama em áreas que antes eram tomadas pelos rios, e águas extremamente baixas, com alguns locais chegando a apenas 20 centímetros de altura.

A Prefeitura de Manaus levou ajuda humanitária a mais de 3,5 mil famílias em três dias de operação. As ações de auxílio incluíram a entrega de mantimentos, kits de higiene e água potável, visando aliviar as dificuldades enfrentadas por essas comunidades.

A entrega de suprimentos aconteceu na comunidade São Sebastião do rio Cuieiras, beneficiando quase 1,2 mil famílias em 14 comunidades ribeirinhas.

Também foram beneficiadas nesta sexta-feira, 6/10, à comunidade São Francisco de Caramuri, localizada na divisa entre os municípios de Manaus e Rio Preto da Eva, levando ajuda humanitária para 184 famílias que moram nas  comunidades Nova Via, Monte Horebe, Nova Esperança do Igarapé do Thiago, São Francisco e Santa Luzia do Tiririca.

A logística para entrega dos mantimentos está sendo feita pela Semacc, e as secretarias municipais de Assistência Social e Cidadania (Semasc); de Educação (Semed); de Saúde(Semsa), de Infraestrutura (Seminf), de Limpeza Urbana (Semulsp); de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), com o apoio da concessionária Águas de Manaus.

O drama vivido por essas pessoas é mitigado com esses itens e os ribeirinhos conseguem ter esperança de que terão ajuda para passar por este período.

Falta mais

No entanto, falta mais. A ausência de assistência adequada e suficiente agrava ainda mais a situação, deixando muitas famílias  ribeirinhas vulneráveis a condições precárias de vida e saúde.

Nesse contexto, é crucial que medidas de ajuda humanitária sejam implementadas a uma escala maior de forma eficaz e oportuna, visando aliviar o sofrimento dessas comunidades e proporcionar-lhes as condições necessárias para enfrentar os desafios da estiagem.

Seja parte da solução

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) está arrecadando alimentos, roupas, itens de higiene, materiais de construção e recursos financeiros para vítimas do deslizamento de terra no município de Beruri, no Amazonas.  

O deslizamento aconteceu na noite do último sábado, 30 de setembro, na comunidade de Nossa Senhora de Nazaré do Arumã, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Piagaçu-Purus (a 173 quilômetros de Manaus), onde a FAS realiza alguns projetos socioambientais.  

A tragédia destruiu cerca de 40 casas, um posto de telessaúde apoiado pela FAS, o gerador de energia e outras construções comunitárias. Há registros de uma pessoa morta, além de feridos e desaparecidos. Com o desabamento de grande parte da comunidade, mais de 200 pessoas estão desabrigadas. 

Doações

As doações podem ser entregues na portaria da sede da FAS, situada na Rua Álvaro Braga, 351, bairro Parque Dez de Novembro, na zona Centro-Sul de Manaus.

Já valores em dinheiro podem ser enviados para a chave PIX 002.444.472-33, de Kely Regina Soares, moradora e líder comunitária do Arumã, em Beruri (AM).

Deslizamento de terra no município de Beruri, no Amazonas

Fotos: Secom da Prefeitura de Manaus

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Manaus 353 anos: conheça a cidade através dos olhos de uma imigrante venezuelana https://www.focandonopositivo.com.br/manaus-353-anos-conheca-a-cidade-atraves-dos-olhos-de-uma-imigrante-venezuelana/ https://www.focandonopositivo.com.br/manaus-353-anos-conheca-a-cidade-atraves-dos-olhos-de-uma-imigrante-venezuelana/#respond Mon, 24 Oct 2022 21:28:19 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=2829 Manaus comemora 353 anos nesta segunda-feira (24). Como forma de celebrar a data, uma imigrante venezuelana que por sinal é a criadora de Focando no positivo, narra como é a cidade a traves das vivencias delas para que você conheça mais sobre a capital do Amazonas, seu povo, culinária e costumes, confira: Quando cheguei em […]

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Manaus comemora 353 anos nesta segunda-feira (24). Como forma de celebrar a data, uma imigrante venezuelana que por sinal é a criadora de Focando no positivo, narra como é a cidade a traves das vivencias delas para que você conheça mais sobre a capital do Amazonas, seu povo, culinária e costumes, confira:

Quando cheguei em Manaus há 5 anos o primeiro que me impactou foi seu clima. Era agosto e faziam 42º, com sensação térmica de 48°, me sentia sufocada e o suor pingava pelo meu corpo sem me movimentar. As ruas ardiam, era fogo que nem o deserto.

Depois descobri que as pessoas são acolhedoras, alegres e positivas. Sempre perguntam: Todo bem? E eu não tinha como responder que não. O jeito deles é relaxado e brincalhão. Parece que ninguém está com problemas. 

No trabalho fazem o que se pode o mínimo indispensável, nada de estresse com a perfeição, tempo de entrega ou pontualidade nos agendamentos, o normal é chegar uma hora depois do combinado, principalmente se tiver muitas pessoas envolvidas no evento.

A solidariedade é outra das caraterísticas dos manauaras. Em todos os escritórios, organismos públicos e mesmo em casas de família, sempre vão te oferecer água, biscoitos, torradas ou café que se produz no Brasil em grandes quantidades. 

É comum se conhecer alguém, bater um papo, falar “a gente se vê, vamos combinar, tá?”, e nem trocar telefone. 

Rua Bernardo Ramos a primeira rua de Manaus

O clima também define seu jeito de vestir e penteado. Chinelos e bermudas de diferentes cores, modelos e tecidos estão em moda para qualquer ocasião.

Comum também é sair de roupas de esportes, mas sem a intenção de praticar esporte. Os homens costumam vestir a camiseta da equipe de futebol pela que torcem, chinelos e bermudas, quase sempre!.

As mulheres vão de short ou vestido e chinelos. Não adianta fazer a escova no cabelo, porque ao sair de casa o cabelo fica molhado.  Pois é! ainda isso fica difícil para mim que estava acostumada a morar em uma cidade de 24º, minha Caracas, a capital da Venezuela.

O pôr do sol em Manaus é lindo. Se mistura o vermelho com o amarelo e resulta em uma obra de arte.

Tanta coisa para se fazer na Ponta Negra, mas confesso que o meu favorito é ir no fim de tarde ver o por do sol maravilhoso de Manaus! Super recomendo!

Ponta negra

Enchente e seca

Todo ano, com o degelo nos Andes e a estação das chuvas na região Amazônica, o nível do rio sobe vários metros, alcançando sua máxima entre os meses de junho e julho. O pico coincide com o “verão amazônico”. O nível do rio abaixa até meados de novembro, quando novamente inicia o ciclo da cheia. 

Esses ciclos afeitam a vida das populações ribeirinhas e dos mais pobres. Na cheia, quando os rios sobem até 15 metros acima do nível normal, as casas ficam alagadas e a taxa de captura de peixe (principal alimento deles) é 73% menor em relação ao período de seca, além disso perdem suas casas e plantações.

Na cidade Manaus, a vida acontece sobre pontes de madeira e um fedor insuportável.

Na seca, se prejudica a navegação e abastecimento de itens básicos. Onde passava o rio pode se observar muita terra e lama. Para a população amazonense até é normal.

Eu fico muito preocupada e me preguntando como podem viver assim, perdendo tudo cada ano. Acho que tem que haver algum jeito para que possam se preparar para esses eventos, tanto de cheia quanto de seca, para que  conviver com eles não seja tão sofrido.

Culinária

Dito isso, tenho que fazer destaque da culinária manauara porque acho muito gostosa e principalmente saudável. É uma das caraterísticas da região que me apaixonam. O tambaqui de banda, a costela de pirarucu, caldeirada de peixe e tacacá, são meus pratos preferidos. Tenho que admitir que adoro peixe.

Em Manaus, não tem o conceito de refeição com entrada, prato principal e sobremesa separados. Em geral se faz um prato com todo: arroz, feijão, carne, farofa e macarrão. Daí, eles acabam comendo uma mistura de tudo.

Tambaqui de banda
Açai

Não tem como não gostar das frutas que são antioxidantes e fartas em vitaminas para manter o sistema imunológico ótimo.

Foi amor à primeira vista com o açaí, cupuaçu, tucumã, taperebá, graviola e buriti. Sobre o abacaxi tenho que admitir que realmente é o mais doce do mundo.  

Não posso deixar de mencionar o Guaraná que ganhou recentemente a denominação de origem.

Costela de pirarucu
Castanhas

Também amo as castanhas, importantes para mim por conterem grandes quantidades de gorduras insaturadas e poli-insaturadas com ação antioxidante.

Dessa forma, além de diminuírem meu colesterol ruim, elas atuam na prevenção da hipertensão, que às vezes me atrapalha

Esporte, religião e música

Outras coisas que chamaram a minha atenção são que todo mundo torce para um time, de perto ou de longe. O futebol é quase religião e cada time uma capela. As bandeiras das equipes de outros estados são vendidas nas principais ruas nos dias de jogo.

Sempre tem um pastor ou padre falando na televisão ou na rádio. Os templos parecem com clubes sociais e todas as pessoas pertencem a uma religião. Tem no mínimo três igrejas ou templos por rua, mas o centro está lotado de indigentes, precisando de ajuda.

O Teatro Amazonas e algumas casas do centro da cidade são verdadeiras joias arquitetônicas, porém os manauaras nem ligam para isso. No que diz respeito com a música, tem a incrível Orquestra Filarmónica e Amazonas Jazz Band, que antes da pandemia ofereciam concertos semanais de graça, mas, infelizmente muitas cadeiras ficavam sem ninguém.

Eu me confesso apreciadora destas orquestras e dou meus parabéns pela qualidade da sua música. Elas apresentam a música clássica, com arranjos contemporâneos e dando destaque a novos compositores. Porém observo que em qualquer lugar tem música ao vivo e os bares estão cheios de bandas de cover, acho que o pessoal do Amazonas prefere a música sertaneja, funk e forro.

A floresta

A floresta amazônica, a maior floresta tropical do mundo é também o maior banco de diversidade biológica do planeta, além de um patrimônio mineral não mensurado. Orgulho dos manauaras.

O desafio dos povos que habitam a Amazônia  é integrar desenvolvimento econômico com proteção de seus recursos naturais.  Para isso, muitas inciativas estão sendo desenvolvidas, entre as quais a criação de áreas protegidas (Unidades de Conservação, Terras Indígenas e Terras Quilombolas) e o combate ao desmatamento, mas, posso lhe dizer que ainda tem um longo caminho pela frente.

Aqui termina

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