No dia 11 de abril, às 11h, em Curitiba/Brasil, darei um passo que muda minha história: o lançamento do meu primeiro livro de ficção científica, “LIA: A Emoção Codificada”. Não é apenas um lançamento — é em português, minha primeira obra publicada nesse idioma e nesse país que hoje também é meu lar escolhido por amor e coragem.
Para uma jornalista com mais de 20 anos dedicados a escrever histórias da vida real, este momento é mais que especial: é uma verdadeira virada de chave, um recomeço empolgante que celebra resiliência, criatividade e a força de reinventar-se.
Num momento difícil da minha jornada migratória, recomeçando em Curitiba, entre vazio e depressão, encontrei oportunidades para me reencontrar. Participei do curso “Um dia por vez”, que unia escrita e dança em narrativas migratórias. Lá conheci o Instituto Autênticas Brasil, que acolhe e apoia mulheres migrantes e refugiadas. Pouco depois, comecei como voluntária na área de comunicação e foi ali que nasceram meus primeiros sonhos como escritora de ficção científica.
Na sala das Autêntica´s, encontrei apoio emocional e a mão amiga da presidenta do instituto, Luisis Muscarneri e de otras mulheres que me acolheram quando eu mais precisei. Nesse lugar guiada pelo professor Ángel Avilez comecei a me descobrir como escritora “MAPA” e voltei a acreditar em meu talento.
Candidatei-me ao curso da Fundação Cultural de Curitiba “Escreva seu livro em 5 meses”, com o autor Paulo Pera, e fui aceita. Criamos disciplina, escrevendo todos os dias, e de mais de 80 alunos, apenas 7 concluímos e realizamos o pitch editorial.
Eu levei meu projeto muito a sério, mergulhei no mercado editorial brasileiro e assumi o processo de publicação como autora independente.
LIA: A Emoção Codificada
Deixe-me revelar um pouco da minha obra, “LIA: A Emoção Codificada”, um universo onde emoção e tecnologia se entrelaçam para contar uma história de genialidade, amor, café, vinho, irmãos, amizade, resiliência e futuro.
Num tempo em que a inteligência artificial dita silenciosamente os ritmos da sociedade, surge LIA: um holograma hiper-realista capaz de sentir e expressar emoções. Criada por Matheus Alves, engenheiro de software brilhante, brasileiro e de origem humilde, mas marcado pela solidão e pela dificuldade em se conectar com pessoas reais, LIA nasce como resposta à sua incapacidade de amar.
O apego de Matheus à criação transforma-se em vício, revelando tanto sua genialidade quanto suas fragilidades mais íntimas. O vínculo entre criador e holograma ultrapassa fronteiras, levantando questões éticas e existenciais sobre até onde a IA pode recriar o afeto humano.
Após enfrentar sabotagens corporativas, conflitos intensos e dolorosas perdas pessoais e profissionais, Matheus encontra em Sheila Chang — artista e barista — um refúgio inesperado. Com seu jeito acolhedor, seus espetáculos de análise sensorial e as conversas sobre o projeto social Ma.Mo.Ca – Mães Movidas a Café, que oferece formação profissional a mulheres em situação de vulnerabilidade, Sheila desperta nele algo que nenhuma inteligência artificial jamais conseguiu: a experiência genuína do amor verdadeiro.
Matheus se apaixona por uma mulher de carne e osso e, nesse encontro genuíno, compreende que LIA precisa de um propósito maior. Ao lado de seu mentor, o professor Fram, da Dra. Ángela e de uma equipe de especialistas, ele transforma o código da criação em SynapseKare: um holograma terapêutico e assistente de saúde capaz de sentir, demonstrar empatia e oferecer um atendimento verdadeiramente humanizado.
O destino de Matheus e Sheila, os segredos que unem amor e tecnologia, você só vai descobrir mergulhando nas páginas de LIA: A Emoção Codificada, já disponível na Amazon.com.
Sobre mim
Sou Dulce Rodriguez Nunez, jornalista que transformou os desafios da migração em oportunidade de reinvenção. Ao longo de mais de duas décadas dedicadas a contar histórias da vida real, publiquei mais de 4.000 trabalhos entre reportagens, crônicas e notícias, sempre com olhar atento às transformações sociais e humanas.
Minha trajetória é marcada pela resiliência e pela coragem de transformar experiências pessoais em narrativas universais. Movida pela paixão de compreender como a tecnologia redefine o comportamento humano, foquei nas complexidades da inteligência artificial e em seu impacto profundo sobre a sociedade contemporânea.
Em minha primeira obra escrita em português, “LIA: A Emoção Codificada”, uno o rigor jornalístico à sensibilidade literária para criar uma narrativa que mistura ficção científica e emoção humana. O livro explora os limites da IA, a essência da emoção e a força transformadora do amor, convidando leitores a refletirem sobre o futuro da humanidade em um mundo cada vez mais conectado — mas paradoxalmente carente de abraços.
Nascida na Venezuela e brasileira por decisão e por amor, encontrei na literatura meu espaço de expressão e pertencimento. Hoje, cada página que escrevo é também um testemunho de perseverança, criatividade e da capacidade empreendedora de recomeçar e florescer em novos territórios.