Arquivos vinhos - Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/tag/vinhos/ A coragem de enxergar diferente Wed, 18 Dec 2024 14:08:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://www.focandonopositivo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/cropped-focando-no-positive_lente-32x32.png Arquivos vinhos - Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/tag/vinhos/ 32 32 195204525 Ferreirinha: a mulher que transformou Porto com seus vinhos https://www.focandonopositivo.com.br/ferreirinha-a-mulher-que-transformou-porto-com-seus-vinhos/ https://www.focandonopositivo.com.br/ferreirinha-a-mulher-que-transformou-porto-com-seus-vinhos/#respond Thu, 05 Dec 2024 14:25:46 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=6545 Visitar as Caves Ferreira, na margem do rio do Douro, no Porto, Portugal é embarcar numa máquina do tempo direto para o século XVIII. É como se Vila Nova de Gaia guardasse, em suas adegas, histórias que desafiaram o poderio masculino e elevaram o Douro ao patamar de excelência mundial no universo dos vinhos. Nós, […]

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Visitar as Caves Ferreira, na margem do rio do Douro, no Porto, Portugal é embarcar numa máquina do tempo direto para o século XVIII. É como se Vila Nova de Gaia guardasse, em suas adegas, histórias que desafiaram o poderio masculino e elevaram o Douro ao patamar de excelência mundial no universo dos vinhos.

Nós, da equipe Focando no Positivo, fizemos questão de conhecer a história e saímos de lá completamente inspirados. Afinal, estamos falando da única grande casa de Vinho do Porto que permaneceu em mãos portuguesas desde 1751. Mais do que isso, estamos falando de Dona Antónia Adelaide Ferreira, a lendária Ferreirinha.

Logo na entrada das caves, a atmosfera é mágica. Os corredores de pedra e os barris de vinho antigos exalam um charme inconfundível.

Cada detalhe parece contar um pouco da trajetória dessa mulher que, em um mundo dominado por homens, virou o jogo com determinação, visão e um toque de inovação.

A história por trás das caves

Quando Dona Antónia assumiu os negócios familiares aos 33 anos, viúva e já mãe, não foi só um ato de sobrevivência, mas uma revolução. Herdando uma fortuna considerável, ela decidiu investir de forma audaciosa. Não bastava gerir os vinhedos e a produção; ela queria transformar a região do Douro em uma potência econômica e social.

E ela conseguiu. Combateu pragas como a filoxera, que devastava vinhas e sonhos, aplicando técnicas inovadoras de cultivo e produção. Expandiu as propriedades, comprando terras de produtores desesperados, e ainda criou empregos para centenas de famílias, garantindo o sustento de muitos durante os tempos difíceis.

A Ferreirinha foi além. Seu coração generoso construiu hospitais e instituições sociais, mostrando que sucesso empresarial e compromisso humano podem, sim, andar lado a lado. Uma de suas máximas era clara: “Cada um na sua terra deverá fazer tudo o que seja para bem da Humanidade.”

A experiência nas caves

Explorar os corredores das Caves Ferreira é testemunhar a grandiosidade de sua visão. É impossível não se impressionar ao saber que colheitas históricas, como as de 1815 e 1847, ainda repousam lá, como um tributo eterno ao legado de Dona Antónia.

Nosso guia, Hugo Rodriguez,  nos contou que Ferreirinha era admirada e temida. Generosa com os humildes, mas firme com os poderosos. Sua coragem e valores fizeram dela um ícone do Portugal

A equipe do Focando no Positivo teve o privilégio de mergulhar na história e nos sabores da icônica Cave Ferreira, um lugar onde tradição e excelência se encontram.

Nossa experiência na Cave Ferreira começou na Casa Dona Antónia Adelaide Ferreira, que carrega o legado de liderança e visão da mulher que revolucionou a produção vinícola do Douro e consolidou a reputação do Vinho do Porto no mundo.

Em seguida, percorremos o imponente armazém onde centenas de pipas e balseiros descansam, guardando segredos de um envelhecimento paciente que resulta em vinhos de qualidade inigualável.

O Museu Vintage foi outra parada especial, repleto de memórias que contam a evolução da marca e do Vinho do Porto ao longo dos séculos. O passeio pelo jardim trouxe um momento de pausa em meio à beleza e serenidade, preparando nossos sentidos para o clímax da visita: a prova de três  vinhos.

Degustamos as nuances de um Branco, a intensidade do Ruby e a complexidade do Tawny, cada um representando um capítulo único na rica história da vinícola.

Por que a Ferreirinha ainda inspira

Se hoje o Douro é reconhecido mundialmente, muito se deve a essa mulher. Ela consolidou a reputação do Vinho do Porto e criou um exemplo de liderança feminina que ainda ecoa. Quando saímos das caves, a sensação era clara: o Douro não seria o mesmo sem Dona Antónia.

A visita às Caves Ferreira  é uma aula viva de como visão, resiliência e generosidade podem transformar realidades. E a Ferreirinha, com certeza, continua inspirando e mostrando que, mesmo em tempos difíceis, é possível ser positiva, inovadora e inesquecível.

As Caves Ferreira estão localizadas na margem do Rio Douro, no centro histórico de Vila Nova de Gaia, Porto

Fotos e vídeo: @dulce_rodriguez_jornalista

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Caminho do vinho: turismo rural, renda e tradições https://www.focandonopositivo.com.br/caminho-do-vinho-turismo-rural-renda-e-tradicoes/ https://www.focandonopositivo.com.br/caminho-do-vinho-turismo-rural-renda-e-tradicoes/#respond Sun, 14 Jan 2024 22:51:06 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=5647 O turismo rural, além de proporcionar novas fontes de renda aos produtores rurais, tem um propósito implícito de valor inestimável: o resgate das tradições culturais locais. No cenário pitoresco do Caminho do Vinho em São José dos Pinhais, Paraná, essa missão ganha vida, narrando a saga de famílias italianas que, desde inícios do século XX, […]

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O turismo rural, além de proporcionar novas fontes de renda aos produtores rurais, tem um propósito implícito de valor inestimável: o resgate das tradições culturais locais.

No cenário pitoresco do Caminho do Vinho em São José dos Pinhais, Paraná, essa missão ganha vida, narrando a saga de famílias italianas que, desde inícios do século XX, desembarcaram em terras brasileiras e moldaram o cotidiano da região com árduo trabalho de adaptação e preservação de suas tradições.

A guia de turismo e sommelier, Rosana, descendente ítalo-polaca, compartilha a história de seus antepassados, enfatizando que “não se tinha nada”. Construir, plantar e criar animais eram não apenas meios de subsistência, mas rituais que permeavam o dia a dia, transmitindo-se de geração em geração.

Hoje, descendentes desses guerreiros italianos dedicam-se apaixonadamente à preservação da tradição da produção artesanal de vinho, comidas típicas, artesanato e folclore.

O Bus tour

O roteiro de turismo rural, conhecido como Caminho do Vinho, foi identificado como uma jóia turística em 1998, durante o Plano de Desenvolvimento Turístico de São José dos Pinhais.

A partir do emblemático Shopping Estação, os visitantes embarcam em um ônibus temático, guiados pela Rosana apaixonada pelo turismo rural e vinhos. O trajeto, repleto de paisagens exuberantes, cria o pano de fundo para a imersão na história de italianos e poloneses na região.

O Caminho do Vinho, Colônia Mergulhão, abriga atualmente 34 propriedades rurais envolvidas em diversas atividades, desde vinícolas até restaurantes, chácaras de eventos, minhocário, pesque-pague, pousadas e artesanato.

Essas propriedades preservam edificações típicas da colonização italiana, consideradas de valor histórico e ainda utilizadas como residências de famílias tradicionais, como Bortolan, Hungaro, Daldin, Juliatto e Pissaia.

Cada parada ao longo do caminho revela uma faceta única da cultura italiana.

Politano

Na vinícola Politano, a tradição da produção de vinhos é compartilhada com detalhes, desde as parreiras que produzem uvas até o processo produtivo, com degustação incluída.

Rosana disse que David Pissaia começou sua produção de vinhos na Colônia Mergulhão só para conhecidos, em 1958. Passando a tradição de produzir vinhos a Dirceu que assinou a seus filhos Diogo e Rochelle, ela cursou enologia em Bento Gonçalves-RS e vem acrescentando ainda mais experiência aos rótulos da família.

Na propriedade conseguimos ver parreiras que ainda produzem uvas. Explicou que a região hoje não é muito propícia ao plantio por problemas como clima e a praga filoxera. Por isso a maioria da uva para seus vinhos vem de Bituruna PR e Caxias do Sul RS.

A capacidade da vinícola é de 35 mil litros de vinhos, Bordo e Niágara no vinho de mesa e a linha Ipê de vinhos finos em menor escala.

Além disso, apresentou a Salumeria Politano. Disse que são a primeira agroindústria familiar de embutidos a adquirir o registro em São José dos Pinhais PR.

Ao longo do tempo, Dirceu Pissaia inovou o produto e criou o salame de pernil temperado com vinho nas versões tradicional, com azeitona, queijo e pimenta calabresa. Entre as linguiças, destaca-se a com tempero acentuado no alho.

Os visitantes nos deliciamos com os diferentes tipos de salame.

Os Juliatto

Seguidamente passamos a conhecer a vinícola da família Juliatto que há mais de 100 anos, produz vinhos na Colônia Mergulhão. Vinda da região de Veneto, na Itália, os irmãos Paulo, Luciano e Ernesto Juliatto continuaram com a tradição e passaram para seus filhos, que, hoje administram a vinícola.

Os vinhos dos Irmãos Juliatto, que ficam na casa 3797, são produzidos com uvas da Serra Gaúcha.

A vinícola tem um grande barril de vinho e uma carroça, parada obrigatória dos turistas para registrar com fotos a passagem pelo Caminho do Vinho.

Os Vinhos do Italiano

Outra parada foi nos Vinhos do Italiano. Vindo da Sicilia, na Itália, Mario Belino passou a tradição de produzir vinhos e a administração da vinícola para seus três filhos, que estão à frente das quatro lojas da família.

Há 20 anos, a família produz vinhos com a uva produzida no Parreiral Bellino, dentro de uma fazenda em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. 

Vô Vito

Desde 1877, compartilha a arte da produção caseira de vinhos tinto e branco, proporcionando uma experiência autêntica.

A vinícola produz vinhos tinto (Bordô) e vinhos branco (Niágara), nas opções seco e suave.  Além dos vinhos, o espaço oferece produtos coloniais, como queijos, salames e doces em conserva.

Morangos

Para quem busca o contato com a natureza, produtos naturais e saudáveis, está: Só Morangos Colha e Pague.

Na entrada do plantio a pessoa recebe uma caixinha para fazer a colheita dos morangos. Cada adulto deve colher pelo menos 700 gramas de morango e pode experimentar até 2 morangos. Já as crianças de zero a 4 anos podem acompanhar adultos de forma gratuita e crianças de 5 a 9 anos devem colher pelo menos 300 gramas de morango.

O cliente também pode comprar caixinhas de 1kg ou 500 gramas de morango direto na loja.

O empreendimento vende geleias de morango, suspiro e espetinho de morango com chocolate e outros derivados da fruta.

Também existe a possibilidade de degustar morangos à vontade, por um preço fixo.

De outubro a março os clientes podem fazer colheita de terça a domingo.

De abril a setembro, devido ao clima, pode abrir aos fins de semana, dependendo da quantidade de morangos na estufa.

Nesse roteiro encantador, o turismo rural não é apenas uma jornada, mas uma celebração vibrante da cultura italiana, onde cada parada é uma oportunidade de se perder na riqueza histórica e culinária que permeia essas terras abençoadas.

O Caminho do Vinho não é apenas um trajeto; é uma viagem ao coração da tradição italiana, uma experiência que enche os sentidos e alimenta a alma.

Fotos: Dulce Maria Rodriguez e Caminho do vinho

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