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O mês de julho está chegando e, com ele, as tão aguardadas férias escolares. Para quem estiver em Ubatuba (SP) ou planejando uma viagem à cidade, uma dica imperdível de passeio que une educação, lazer e conscientização é o Museu da Vida Marinha.

Instalado em um espaço dedicado à preservação e à divulgação da biodiversidade dos oceanos, o museu preparou uma programação especial para toda a família ao longo do mês.

Mais do que um espaço de exposição, o Museu é um verdadeiro mergulho na vida marinha e no papel vital que os oceanos desempenham para o equilíbrio do planeta.

Criado a partir de uma iniciativa do Aquário de Ubatuba em parceria com o Instituto Argonauta, o local se consolidou como uma referência nacional em educação ambiental desde que ganhou sede própria em 2021, na Praia do Perequê-Açu.

Diversão se transforma em aprendizado

Durante as férias de julho, o Museu promove oficinas temáticas, gincanas e jogos interativos, com atividades em dois períodos: das 10h30 às 12h e das 15h às 17h. De forma lúdica e acessível, os visitantes aprendem sobre a importância dos oceanos e os desafios enfrentados pela vida marinha.

O acervo impressiona: réplicas de animais marinhos pré-históricos, esqueletos reais de baleias – como a imponente Jubarte –, além de exemplares taxidermizados de aves, répteis e mamíferos marinhos. É como viajar no tempo e conhecer as profundezas do oceano sem sair da terra firme.

“O Museu é um convite à descoberta e à conscientização. Pensamos em uma programação especial para que as famílias possam aprender e se encantar juntas, aproveitando as férias de uma forma educativa e divertida”, explica Catherina Monteiro, bióloga responsável pelo espaço.

“É por meio do conhecimento e do encantamento que construímos uma cultura de respeito e proteção ao ambiente marinho”, reforça Hugo Gallo Neto, presidente do Instituto Argonauta e diretor do Aquário de Ubatuba.

Um oceano inteiro de conhecimento

Além das exposições e atividades, os visitantes podem conhecer de perto os projetos do Instituto Argonauta voltados à pesquisa, monitoramento de resíduos, resgate de animais marinhos e educação ambiental. Ciência e conservação caminhando lado a lado, de forma acessível e inspiradora.

Outro destaque é a política de acesso inclusiva: moradores de Ubatuba têm entrada gratuita mediante cadastro com comprovante de residência, documento com foto e algum documento emitido no município.

Crianças até 6 anos e pessoas acima de 60 anos também não pagam. Estudantes, professores e universitários têm direito à meia-entrada.

Neste julho, transforme as férias em uma jornada de descobertas, respeito e amor pela vida marinha. Em Ubatuba, além das belezas naturais, há um oceano inteiro de conhecimento esperando por você e sua família.

Com informação da assessoria

Foto: Instituto Argonauta

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Plástico não é o único culpado da poluição marinha https://www.focandonopositivo.com.br/plastico-nao-e-o-unico-culpado-da-poluicao-marinha/ https://www.focandonopositivo.com.br/plastico-nao-e-o-unico-culpado-da-poluicao-marinha/#respond Sun, 28 May 2023 23:11:50 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=4137 Desde sua criação, o plástico revolucionou a indústria e se tornou um material fundamental no dia a dia das pessoas. No entanto, seu uso excessivo e descarte inadequado tem causado discussões, com o material frequentemente apontado como o grande vilão da poluição marinha. Existem diversos fatores envolvidos na poluição dos oceanos, e é importante entender […]

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Desde sua criação, o plástico revolucionou a indústria e se tornou um material fundamental no dia a dia das pessoas. No entanto, seu uso excessivo e descarte inadequado tem causado discussões, com o material frequentemente apontado como o grande vilão da poluição marinha.

Existem diversos fatores envolvidos na poluição dos oceanos, e é importante entender que o plástico não é o único culpado. De acordo com Rica Mello, líder da Câmara de Descartáveis e fundador do projeto Plástico Amigo, existem outras razões para a poluição encontrada nos oceanos.

“A cultura de descarte inadequada e a falta de responsabilidade na produção e consumo de plástico persistem na sociedade, causando consequências inimagináveis no meio ambiente. O verdadeiro vilão nessa história é a falta de consciência e incentivos para uma produção e consumo mais responsáveis”, relata.

Reutilizaçã e reciclagem

Segundo o especialista, para lidar com o consumo do plástico é necessário adotar uma abordagem de reutilização e reciclagem. “A reutilização é incentivada com a produção e utilização de produtos duráveis e de segunda mão, além da adoção de sistemas de logística reversa. A reciclagem, por sua vez, pode ser incentivada com educação e campanhas de conscientização, incluindo incentivos financeiros e políticas públicas que promovam esse ato”, declara.

Pequenas ações realizadas por governos e organizações podem fazer com que a reciclagem se torne mais comum no cotidiano das pessoas. “É possível alcançar esse efeito com pequenos atos, como a instalação de lixeiras de coleta seletiva em locais públicos, a criação de incentivos fiscais para empresas que adotem práticas sustentáveis, além, é claro, da promoção de campanhas de conscientização sobre o consumo responsável. Existem diversos movimentos que podem ser realizados nesse sentido”, revela.

Pesca ilegal representam 85% do lixo marinho

Rica Mello aponta, ainda, que grande parte da poluição encontrada nos oceanos é causada pela pesca industrial, que deixa uma enorme quantidade de redes de nylon e outros apetrechos nos mares.

Itens relacionados à pesca representam aproximadamente 85% do lixo marinho, de acordo com dados levantados pelo Greenpeace.

No Brasil, mais de 400.000 toneladas de vida marinha foram descartadas entre 2000 e 2018 apenas nos Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo, avalia a ONG Oceana. A redução nas capturas do arrasto é sentida desde os anos 1980, empurrando a frota mar adentro em busca de cardumes; divulgou o jornal El País.

A chacina preocupa sobretudo quem mais depende dos recursos para sobreviver. Quase 113.000 famílias habitam 44 reservas extrativistas, áreas de proteção ambiental e outros territórios tradicionais nos 9.200 km de litoral brasileiro. Pesca, arrasto de praia, coleta de mariscos e de caranguejos predominam nas reservas.

Conter os arrastões pode beneficiar inclusive áreas protegidas, ameaçadas pela pesca excessiva, poluição e outras pressões humanas. Tais impactos reduziram em até 60% a vida marinha nas bordas em relação ao interior desses espaços, em vários pontos do globo, revela um estudo publicado em julho na revista Nature.

Mas as redes ameaçam formações ainda mais especiais, alerta a doutora em Biologia Beatrice Padovani, professora na Universidade Federal de Pernambuco.

“O arrasto sempre impacta o piso marinho. Fundos moles, de areia ou lama, se recuperam mais rápido, enquanto fundos duros, de esponjas e corais, podem levar décadas ou até centenas de anos, ou não se recuperar jamais”.

Fonte: jornal El País

Os estragos emitem tanto carbono quanto todos os voos comerciais realizados no mundo, mostra estudo publicado em março na Nature.

Os sedimentos marinhos são grandes depósitos do gás, que amplia o efeito estufa, aumentando a temperatura média planetária. China, Rússia, Itália, Reino Unido, Dinamarca, França, Holanda, Noruega, Croácia e Espanha respondem pela maioria do carbono liberado pelo arrasto de fundo.

Cegueira

Há cerca de 5.225 barcos de arrasto registrados no Brasil. Sete em cada dez (por volta de 3.700) atuam no Sul e Sudeste. Arrastões também são intensos no litoral da Amazônia.

A pesca se concentra no país todo em menores profundidades, mostra um sistema oficial de rastreamento por satélite. Essas áreas são habitadas por crias de muitas espécies.

Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação contam que apenas 2.400 (9,4%) dos 25.618 barcos pesqueiros cadastrados pelo Governo são monitorados por satélites.

Segundo o jornal El País, desde 2014, o Governo concedeu 13,8 milhões de reais em subsídios para compra de combustível à frota.

Apenas 632 barcos de maior porte são acompanhados eletronicamente, ou 12% dos arrasteiros. A movimentação dos demais é desconhecida.

O programa brasileiro que acompanha pesqueiros por satélites não é público e nem está integrado a iniciativas mundiais de monitoramento, como o Global Fishing Watch.

A cegueira facilita pescarias ilegais. Um relatório de 2019 da fiscalização ambiental federal traz 1.039 infrações ligadas a pescarias de espinhel, emalhe, linhas, potes, redes de cerco e de arrasto. O levantamento não discrimina os crimes dos arrastões.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) alegou não ter capacidade para extrair em tempo hábil de seus registros os delitos da pesca de arrasto na última década, como solicitado pela reportagem. Afirmou, ainda via Lei de Acesso à Informação, que divulgar os dados comprometeria o combate à criminalidade.

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