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O Natal sempre foi uma época mágica para mim e para a minha família. É um momento de reunir todo mundo e reviver aquelas tradições que fazem a festa ser única. E, uma das mais esperadas – e que sempre traz uma sensação de nostalgia – é a preparação das hallacas.

Para nós, venezuelanos, as hallacas são muito mais do que um prato natalino delicioso. Elas representam família, união, amor e aquele pedacinho de casa que carregamos conosco, onde quer que estejamos.

Agora, como imigrantes, as hallacas, se tornaram ainda mais significativas. Neste Natal, não seria a mesma coisa sem envolver nossos amigos nesse processo. Convidamos João Rodrigues, Fernanda Bueno, Rodrigo Lara e Jhon Michell para nos ajudar.

Foi lindo ver como, ao participar da preparação, todos foram se conectando com a nossa cultura e com o verdadeiro significado dessa tradição. Jhon, que também é venezuelano, teve a oportunidade de reviver lembranças da sua infância e destacar em modo piada, que a hierarquia na linha de produção das hallacas sempre obedece à sabedoria dos mais velhos. As crianças ficam responsáveis por lavar as folhas de bananeira, enquanto a avó cuida do mais importante: o preparo do guiso, o coração da hallaca

Cada um tem sua tarefa

Como bem lembrou Jhon, na preparação da hallaca cada persona tem uma tarefa. Para fazer a experiência divertida nesta vez, cada pessoa do grupo passou pelas diferentes etapas entre risadas, frios, cervejas e vinhos.

O processo começa ao estender delicadamente uma porção da massa de milho sobre uma folha de bananeira. A massa recebe um toque especial, temperada com caldo de frango e pigmentada com páprica, resultando em um sabor delicioso.

Clique para ver

Sobre essa camada de massa, é adicionado o recheio (guizo), que é o verdadeiro coração da hallaca. Ele é cuidadosamente preparado com uma mistura de carne de boi e porco, vinho tinto, rapadura de açúcar, cheiro-verde, alcaparras, páprica, cebola, cebolinha, pimenta, cominho e pimentão. Cada ingrediente é escolhido com carinho, para garantir que o sabor seja harmonioso e irresistível.

Esse processo é feito com muito amor e antecedência, para que os sabores possam se misturar e amadurecer, criando uma combinação perfeita que vai encantar todos os paladares.

Diego Payema no corte dos vegetais para o guizo

Quando tudo está pronto, a mistura é habilidosamente envolvida nas folhas de bananeira, criando aquele formato tradicional que todos reconhecem. E, para garantir que tudo fique no lugar durante o cozimento, as hallacas são amarradas com barbante, prontinhas para serem mergulhadas em uma grande panela com água fervente.

O aroma que se espalha pela casa enquanto elas cozinham é indescritível – é o cheiro da tradição, da união e do amor que preenche cada pedaço dessa receita.

Andrés ensinando João a amarrar a hallaca

E, claro, as hallacas também representam a generosidade. Tradicionalmente, fazemos muitas para poder dividir com os amigos e a família, e até com os vizinhos. Isso reflete o espírito de Natal para nós: o amor, a amizade e a ideia de dar sem esperar nada em troca.

Andrés Payema, Rodrigo Lara, João Rodrigues, Fernanda Bueno e Jhon Michell

Se você tiver a oportunidade de provar uma hallaca, saiba que vai saborear uma comida deliciosa e vivenciar o resultado de uma tradição que atravessa gerações. É como dar um abraço apertado, mesmo que sem palavras.

E, no final das contas, é isso que o Natal é sobre: união, carinho e a troca de momentos inesquecíveis.

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Feliz Natal !

Vídeo: Jhon Michel

Fotos: @dulce_rodriguez_jornalista

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Nobel da Paz 2025 vai para María Corina Machado por sua luta pela democracia na Venezuela https://www.focandonopositivo.com.br/nobel-da-paz-2025-vai-para-maria-corina-machado-por-sua-luta-pela-democracia-na-venezuela/ https://www.focandonopositivo.com.br/nobel-da-paz-2025-vai-para-maria-corina-machado-por-sua-luta-pela-democracia-na-venezuela/#respond Fri, 10 Oct 2025 14:45:01 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=7188 Líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado é a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz 2025, anunciou o Comitê Norueguês do Nobel, em Oslo, nesta sexta-feira (10). A líder opositora venezuelana foi reconhecida “por seus esforços persistentes em favor da restauração pacífica da democracia e dos direitos humanos na Venezuela” Maria Corina vive escondida na Venezuela desde que contestou amplamente […]

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Líder da oposição na VenezuelaMaría Corina Machado é a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz 2025, anunciou o Comitê Norueguês do Nobel, em Oslo, nesta sexta-feira (10).

A líder opositora venezuelana foi reconhecida “por seus esforços persistentes em favor da restauração pacífica da democracia e dos direitos humanos na Venezuela

Maria Corina vive escondida na Venezuela desde que contestou amplamente o resultado das eleições presidenciais ocorridas em julho de 2024, marcadas pela falta de transparência e que deram a reeleição ao presidente Nicolás Maduro. O resultado não é reconhecido internacionalmente.

A líder opositora foi impedida de concorrer nessa eleição. Desde o pleito, o regime Maduro aumentou a repressão sobre ela e outros nomes da oposição, como o candidato Edmundo González.

‘Uma das vozes mais corajosas da América Latina’

Segundo o Comitê Norueguês, María Corina Machado foi laureada por representar “um dos exemplos mais extraordinários de coragem civil na América Latina nos últimos tempos”.

O texto do comitê descreve a opositora como uma figura unificadora em um cenário político antes fragmentado, capaz de reunir grupos rivais em torno da defesa de eleições livres e da restauração do Estado de Direito.

“A democracia é uma condição prévia para a paz duradoura. Quando líderes autoritários tomam o poder, é essencial reconhecer os defensores da liberdade que se erguem e resistem”, destacou o comunicado.

Machado é fundadora do movimento Súmate, criado há mais de 20 anos para fiscalizar eleições e promover o voto livre no país. Ela se tornou símbolo da resistência ao regime de Nicolás Maduro, enfrentando perseguições, bloqueio de candidatura e ameaças à própria vida — mas, mesmo assim, decidiu permanecer na Venezuela.

“Ela manteve-se no país, mesmo sob grave risco, inspirando milhões de pessoas”, diz o comitê.

Democracia sob repressão

A entidade lembrou que a Venezuela, antes considerada uma democracia estável, mergulhou em uma crise humanitária e econômica sob um regime “brutal e autoritário”.

Segundo o texto, o país enfrenta pobreza extrema, êxodo de mais de 8 milhões de pessoas e repressão sistemática à oposição, com fraudes eleitorais, prisões e censura à imprensa.

Em 2024, Machado foi impedida de disputar as eleições presidenciais, mas apoiou Edmundo González Urrutia, candidato da oposição unificada.

Centenas de milhares de voluntários se mobilizaram como observadores para proteger os votos, mesmo sob risco de detenção e tortura. O comitê destacou que “os esforços da oposição foram inovadores, corajosos, pacíficos e democráticos”.

Os instrumentos da democracia são também os da paz’

O Comitê Norueguês afirmou que Machado cumpre os três critérios estabelecidos por Alfred Nobel para o prêmio: promover fraternidade entre nações, reduzir a militarização e trabalhar pela paz.

“Ela demonstrou que as ferramentas da democracia também são as ferramentas da paz. María Corina Machado personifica a esperança de um futuro em que os direitos fundamentais dos cidadãos sejam protegidos e suas vozes ouvidas”, concluiu o comunicado.

Quem é María Corina Machado

Nascida em 1967, na Venezuela, María Corina Machado é uma das principais vozes da oposição democrática ao regime de Nicolás Maduro. Engenheira de formação, com estudos em finanças, ela iniciou a carreira no setor privado antes de se dedicar à política e à defesa dos direitos civis.

Em 2023, anunciou sua candidatura à Presidência da República, mas teve a inscrição barrada pelo regime. Nas eleições de 2024, apoiou o opositor Edmundo González Urrutia, cuja vitória foi negada pelo governo, apesar das evidências apresentadas pela oposição.

Segundo o Comitê Norueguês do Nobel, Machado recebe o Prêmio Nobel da Paz de 2025 “por seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.

“María Corina Machado mantém acesa a chama da democracia em meio à escuridão crescente”, afirma o texto oficial da premiação.

Com informação do G1

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Hallaca venezuelana: você já experimentou uma? https://www.focandonopositivo.com.br/hallaca-venezuelana-voce-ja-experimentou-uma/ https://www.focandonopositivo.com.br/hallaca-venezuelana-voce-ja-experimentou-uma/#respond Mon, 12 Dec 2022 17:54:27 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=3132 Natal na Venezuela é uma festa culinária. A mediados de novembro as mulheres batem perna em supermercados e feiras, na procura dos ingredientes, para comparar preços e qualidades dos produtos. Para nós venezuelanos dezembro tem aquele cheirinho especial de “Hallaca”. Ela é a estrela das festas de Natal e o Réveillon. Além da árvore, do […]

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Natal na Venezuela é uma festa culinária. A mediados de novembro as mulheres batem perna em supermercados e feiras, na procura dos ingredientes, para comparar preços e qualidades dos produtos.

Para nós venezuelanos dezembro tem aquele cheirinho especial de “Hallaca”. Ela é a estrela das festas de Natal e o Réveillon. Além da árvore, do Papai Noel e do presépio, em todos os lares, seja humilde ou chique, está presente. É o pratô típico destas comemorações.

A hallaca é tipo uma pamonha porque seu corpo é uma massa de milho. Mas, a massa é temperadinha com caldo de frango e pigmentada com pápicra.

Depois vem o recheio: uma mistura dos deuses! Carne de boi e porco, vinho tinto, rapadura de açúcar, cheiro-verde, alcaparras, páprica, cebola, cebolinha, pimenta, cominho e pimentão.

Bom, essa é a receita que rola na minha família. É daquelas que tem um sabor especial!

Logo após o preparo da massa, é hora de rechear. Além disso, adicionamos azeitonas, passas e cebola para dar um toque especial.

Em seguida, a mistura é envolvida em uma forma retangular, com folhas de bananeira, e cuidadosamente amarrada com barbante para, então, ser fervida em uma enorme panela com água

A mágica do preparo

O ritual de preparo é o momento mais marcante da Hallaca e é isso que mais nos faz sentir saudades, especialmente nós, imigrantes que estamos distantes da família.

A tradição sempre ditou que a família se reunisse para prepará-la, cada um assumindo uma parte do processo de forma natural.

Dentre os costumes da Venezuela está a preparação da hallaca no Natal. Foto: Internet

Entre uma etapa e outra da preparação, rola um bate-papo animado, risadas e, é claro, um vinho ou cerveja para acompanhar. É pura animação, uma verdadeira celebração gastronômica. E enquanto as gargalhadas ecoam, a Gaita, essa música típica de Natal no meu país, dá o tom. Às vezes, até rolam umas danças e cantorias no meio do processo.

É simplesmente incrível! É um encontro cheio de alegria, onde a vibe do Natal está no ar, porque todos na família se juntam e colocam a mão na massa.

A avó, que é tipo a mestra dessa arte, junto com as filhas e netas, se reúnem para preparar essa maravilha. Alguns cortam as carnes e os vegetais, outros cuidam das folhas de bananeira, lavando e secando, e ainda tem os especialistas em amarrar.

É uma verdadeira festa culinária com a energia contagiante da família reunida.

É uma tradição que passa de mãe para filhos e que lembramos a vida toda. Foto: Internet

Apesar de ser um trabalho principalmente liderado pelas mulheres, atualmente os homens também entram de cabeça.

Com meus filhos, já fizemos a incrível jornada de preparar Hallacas cinco vezes no Brasil. Depois de toda essa experiência, ficamos cansados, porém radiantes!

É simplesmente indescritível a alegria que sentimos. Poder manter viva nossa tradição natalina longe de casa é incrível!

É como um pedacinho do nosso lar e das nossas raízes que trazemos para perto, ajudando a aplacar a saudade. É um verdadeiro banquete de emoções.

A hallaca já está pronta para comer. Foto: Dulce Maria Rodriguez

Origem na colonização

Mas saiba que a história das hallacas começa na época da colonização espanhola. Os índios, que se tornaram escravos, pegavam as sobras da comida dos espanhóis, misturavam com uma massa, que na época era de trigo, e envolviam em folha de bananeira. E assim foi evoluindo, contam as avós.

Na hora de comer, basta cortar o barbante e abrir as folhas de bananeira.

Geralmente a hallaca é acompanhada com salada de galinha, porco e pão de presunto.

Prato típico de Natal na Venezuela. Foto: Internet

Nós venezuelanos somos apaixonados por combinar sabores salgados e doces, e nas nossas comidas, é justamente esse contraste que torna a Hallaca tão deliciosa para o nosso paladar.

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Músicos venezuelanos batem o recorde Guinness de maior orquestra do mundo https://www.focandonopositivo.com.br/musicos-venezuelanos-batem-o-recorde-guinness-de-maior-orquestra-do-mundo/ https://www.focandonopositivo.com.br/musicos-venezuelanos-batem-o-recorde-guinness-de-maior-orquestra-do-mundo/#respond Wed, 17 Nov 2021 23:36:01 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=1195 Uma energia especial emanou na praça de honra da Academia Militar da Venezuela, localizada em Caracas, no sábado 13/11. Enfim havia chegado para O Sistema, 47 anos depois de sua fundação, a oportunidade de bater o novo recorde Guinness de “maior orquestra do mundo” e foi conseguido. O evento, realizado como uma nova homenagem ao […]

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Uma energia especial emanou na praça de honra da Academia Militar da Venezuela, localizada em Caracas, no sábado 13/11. Enfim havia chegado para O Sistema, 47 anos depois de sua fundação, a oportunidade de bater o novo recorde Guinness de “maior orquestra do mundo” e foi conseguido.

O evento, realizado como uma nova homenagem ao seu fundador o falecido músico José Antônio Abreu, reuniu 12.000 crianças, jovens e adultos, músicos de todos os cantos dos 24 estados do país, para fazer história com a interpretação da Marcha Eslava de Tchaikovsky.

No sábado 20/11 O Sistema divulgou em seu Instagram o feito. “8.573 músicos venezuelanos, batemos o recorde, conquistamos o título de maior orquestra do mundo”.

O anterior recorde, foi registrado em 2019 em São Petersburgo, Rússia, por uma orquestra de 8.097 músicos.

O que é O Sistema?

O Sistema Nacional de Orquestras e Corais Juvenis e Infantis da Venezuela, também conhecido como “O Sistema”, constitui um programa estatal fundado em 1975 pelo falecido maestro José Antonio Abreu, sob a presidência de Carlos Andrés Pérez, que deu acesso à educação musical para milhares de crianças das classes populares.

Atualmente, O Sistema possui 443 núcleos e 1.704 módulos que atendem a mais de 1.012.077 meninas, meninos, adolescentes e jovens em sua maioria de estratos sociais de baixa renda, que são assimilados ao estudo da música.

 Eles gostam de aprender arte, executam repertórios de música erudita e popular, e foram inseridos em um sistema de formação pessoal e coletivo no qual são instilados valores sociais, morais e espirituais.  

O Sistema fundado em 1975 pelo falecido maestro José Antonio Abreu, sob a presidência de Carlos Andrés Pérez, deu acesso à educação musical para milhares de crianças das classes populares

O corpo docente é composto por 5.021 professores, distribuídos nos 24 estados da Venezuela, formando uma complexa e sistemática rede nacional de orquestras e corais juvenis e infantis.

O Sistema serviu de inspiração para vários projetos em dezenas de países, é berço de grandes nomes, como Gustavo Dudamel, diretor musical da Ópera de Paris e da Filarmônica de Los Angeles.

 “Esta experiência venezuelana causou um grande impacto cultural e social, especialmente em países que buscam reduzir seus níveis de pobreza, analfabetismo, marginalização e exclusão em sua população infanto-juvenil, bem como naquelas nações que historicamente cultivam as artes musicais”, divulgou O Sistema.

O virtuosismo musical e a alegria reinou entre todos os integrantes dessa macro orquestra

Uma execução brilhante e cheia de esperança

Naquele sábado 13/11 os seis diretores convidados convergiram para o grande palco para enfrentar o desafio.

Eles foram Naileth Castro, do Amazonas; Enluis Montes Olivar, da Portuguesa; Diego Luzardo, de Miranda; Urielis Arroyo, de La Victoria (Aragua); e com eles María Gabriela Hernández e Andrés David Ascanio Abreu representando o Distrito Capital, divulgou El Sistema.

Esses jovens músicos são exemplo e orgulho da Venezuela. Seus currículos são repletos de realizações e de grandes responsabilidades. Eles mostraram que a idade não é uma limitação na música.

Na praça de honra da Academia Militar 12 mil músicos dispostos em grandes fileiras de estantes musicais seguiam as indicações de afinação de seus instrumentos, antes do início do concerto.

O evento reuniu crianças, jovens e adultos, músicos de todos os cantos dos 24 estados do país, para fazer história com a interpretação da Marcha Eslava de Tchaikovsky

A Venezuela bate o recorde da Rússia?

Durante os 12 minutos de duração da Marcha de Tchaikovsky, 260 auditores da empresa KPMG observaram se cada músico respeitava as regras para o novo recorde, como se não compartilhavam instrumentos e que todos tocassem por, pelo menos, cinco minutos.

O diretor Diego Alfonso Luzardo Antúnez começou seus estudos musicais aos 4 anos de idade

Depois da empolgação de terem passado na primeira prova os músicos continuaram com o repertório: Te Deum de Marc-Antoine Charpentier; Merengue do dedo indicador de Carlos Medrano; Venezuela de Herrero e Armenteros; Aleluia de Handel; e Alma Llanera de Pedro Elías Gutiérrez; encerrando com as notas emocionantes do Hino Nacional da Venezuela.

Antes de receberem os aplausos finais, os músicos ofereceram um bis, cantando Alma Llanera novamente, enquanto o céu se vestia de cores com uma chuva de fogos de artifício.

O dia do Recorde Mundial do Guinness foi histórico e representa uma nova oportunidade para praticar a missão de proteger as crianças e os jovens que fazem parte do Sistema Nacional de Orquestras e Corais Juvenis e Infantis da Venezuela, cujo órgão dirigente é a Fundação Musical Simón Bolívar.

Antes de receberem os aplausos finais, os músicos ofereceram um bis, cantando Alma Llanera

O que é um título Guinness World Recorde?

Cada título de recorde deve atender a todos os critérios a seguir. Eles devem ser:

*Mensurável – Pode ser medido objetivamente? Qual é a unidade de medida? Não aceitam aplicativos com base em variáveis subjetivas. Por exemplo – beleza, bondade, lealdade.

*Quebrável – O recorde pode ser quebrado? Os títulos devem estar abertos a serem desafiados.

*Padronizável – O recorde pode ser repetido por outra pessoa? É possível criar um conjunto de parâmetros e condições que todos os desafiantes possam seguir?

*Verificável – O pedido pode ser comprovado? Haverá provas precisas disponíveis para provar que ocorreu?

*Baseado em uma variável – O recorde é baseado em um superlativo e medido em uma unidade de medida?

*O melhor do mundo – Alguém mais fez melhor? Se a sugestão de recorde é nova, então O Guinness World Records definirá um requisito mínimo desafiador para se vencer

O Guinness World Recordes avalia todos os novos títulos de recorde contra valores de integridade, respeito, inclusão e paixão

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Julio Mayora conquistou medalha de prata nas Olimpíadas de Tóquio e levantou a Venezuela https://www.focandonopositivo.com.br/julio-mayora-conquistou-medalha-de-prata-nas-olimpiadas-de-toquio-e-levantou-a-venezuela/ https://www.focandonopositivo.com.br/julio-mayora-conquistou-medalha-de-prata-nas-olimpiadas-de-toquio-e-levantou-a-venezuela/#comments Wed, 28 Jul 2021 19:48:00 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=526 “A meta é chegar ao pódio nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020”, declarou o levantador de peso Julio Mayora, por telefone de sua casa no estado de Vargas, em agosto de 2019, para o jornal Correo del Orinoco, após quebrar o recorde dos Jogos Pan-americanos na categoria de 73 quilos com 349 no total (153 […]

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“A meta é chegar ao pódio nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020”, declarou o levantador de peso Julio Mayora, por telefone de sua casa no estado de Vargas, em agosto de 2019, para o jornal Correo del Orinoco, após quebrar o recorde dos Jogos Pan-americanos na categoria de 73 quilos com 349 no total (153 no arranco e 194 no arremesso)

E depois de dois anos, Mayora cumpriu sua meta. Na madrugada desta quarta-feira 28/7 ele fez história ao conquistar em Tóquio a primeira medalha de prata para Venezuela nestes Jogos Olímpicos.

Ele venceu a prova do levantamento de peso na categoria 73kg. O atleta, de 24 anos, teve um ótimo desempenho em seus levantamentos de 150kg, 154kg e 156kg. E com isso, ele se posicionou como um dos favoritos. 

Em cada um dos seus levantamentos esteve concentrado e com boa atitude

Herói nacional

No bairro Santa Eduviges de Catia La Mar, seus vizinhos acordaram cedo, como todos os dias, mas desta vez para um compromisso especial. Todos queriam assistir seu filho lá nos Jogos Olímpicos.

Num telão bem ali na rua, de onde ele é, todos assistiram com atenção a atuação de Júlio

Quando foi sua vez de fazer seu levantamento limpo e brusco, ela manteve sua personalidade e capacidade: Mayora levantou 186 kg, depois completou o levantamento de 190 kg. Durante sua última arrancada, ele não conseguiu levantar 199 quilos.

O atleta venezuelano ficou atrás apenas do competidor da China, Zhiyong Shi, que desde o início da competição fez a diferença. Atualmente o atleta asiático é o dono do recorde mundial

Julio venceu a prova do levantamento de peso na categoria 73kg

Todo o país aplaudiu e festejou o triunfo do Guaireño, natural de Catia La Mar, casado com Isaura Hernández e pai da Juliailys. O atleta virou herói nacional e motivo para a população comemorar.

Familiares e amigos comemoraram a vitória. Foto: O Pitazo

Desde novo

Julio disse ao Correio del Orinoco que amava o mundo do levantamento de peso desde os nove anos: “Eu costumava dizer à minha mãe e à minha família que eu poderia me destacar neste esporte. Mas, foi aos treze anos que Oswaldo Tovar, meu treinador de toda a vida, me observou na Escola do Barrio Aeroporto e me guiou até aquele mundo”.

“Nessa idade também praticava boxe, mas depois de dois meses cansei de levar socos na cara e eles iam me desfigurar (risos). Também joguei futebol aos 15 anos. Ele era bom na defesa e no ataque. No entanto, não tive a chance de ser guiado para uma prática mais organizada. Hoje continuo praticando como hobby”, lembrou o atleta.

E quase desde os 13 anos, Mayora treina Halterofilismo pelo menos três dias por semana, quase sempre no Ginásio Vertical do IND de Caracas, quando está na Venezuela.

Nas horas vagas, dedica-se à família. Reúne-se com sues amigos para comemorar suas conquistas, mas sim bebida alcoólica, destacou “porque vícios fazem mal aos atletas”. Ele não sai muito, porque prefere dividir com a família, já que às vezes passa o tempo fora por causa de competições e concentrações.

O jovem conquistou a medalha de número 18 no total para a Venezuela na história das olimpíadas

Na história

Esta medalha adiciona cinco medalhas de prata para a Venezuela na história das Olimpíadas. Começando com Pedro Gamarro (Boxe, peso meio-médio Montreal 1976), Bernardo Piñango (Boxe, peso galo, Moscou 1980), Yulimar Rojas (salto triplo, Rio 2016), Yoel Finol (Boxe, peso mosca, Rio 2016) E agora Julio Mayora no levantamento de peso.

O jovem conquistou a medalha de número 18 no total para a Venezuela em todas as categorias.

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