Arquivos reciclagem - Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/tag/reciclagem/ A coragem de enxergar diferente Tue, 20 May 2025 21:15:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://www.focandonopositivo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/cropped-focando-no-positive_lente-32x32.png Arquivos reciclagem - Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/tag/reciclagem/ 32 32 195204525 Sustentabilidade guia escolhas de 67% dos brasileiros, diz pesquisa https://www.focandonopositivo.com.br/sustentabilidade-guia-escolhas-de-67-dos-brasileiros-diz-pesquisa/ https://www.focandonopositivo.com.br/sustentabilidade-guia-escolhas-de-67-dos-brasileiros-diz-pesquisa/#respond Tue, 13 May 2025 01:01:03 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=6929 A consciência ambiental do consumidor brasileiro está mais forte do que nunca — e isso está mudando o jeito de comprar. Uma nova pesquisa da Ilumeo revela que 75% dos brasileiros já conhecem o selo Eureciclo, um dos principais indicadores de responsabilidade ambiental nas embalagens. O estudo também aponta uma virada no comportamento de consumo: […]

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A consciência ambiental do consumidor brasileiro está mais forte do que nunca — e isso está mudando o jeito de comprar. Uma nova pesquisa da Ilumeo revela que 75% dos brasileiros já conhecem o selo Eureciclo, um dos principais indicadores de responsabilidade ambiental nas embalagens.

O estudo também aponta uma virada no comportamento de consumo: selos sustentáveis já estão entre os quatro fatores mais decisivos na hora da compra, superando inclusive a tradicional recomendação de amigos.

Em outras palavras, marcas com propósito ambiental estão ganhando espaço e a confiança dos brasileiros. O estudo destaca que 86% dos entrevistados consideram essencial que produtos tenham certificação ambiental, e 85% acreditam que os selos são fundamentais para garantir processos de reciclagem eficazes. 

“Os resultados reforçam que o selo eureciclo não é apenas um indicativo de compensação ambiental das embalagens, mas um verdadeiro símbolo de confiança e responsabilidade ecológica para os consumidores. Para as marcas, significa uma ponte para um público cada vez mais exigente e preocupado com o meio ambiente”, afirma Camila Bós Vidal, head de marketing da eureciclo.

Marcos Matos, CEO da empresa, reforça o impacto econômico e social dessa certificação: “Ao aderir ao selo eureciclo, as empresas investem para direcionar o equivalente aos seus resíduos gerados para reciclagem, remunerando as organizações de catadores e operadores, gerando impacto socioambiental positivo em toda a cadeia”.

Ele enfatiza ainda que a transparência e a comunicação sobre esses processos são essenciais para engajar ainda mais consumidores nessa causa.

Sustentabilidade em ascensão

A pesquisa analisou os hábitos sustentáveis dos brasileiros, mostrando que92% da população considera fundamental preservar o meio ambiente e que 67% já optam por produtos com selos de responsabilidade ambiental.

Além disso, 78% dos entrevistados afirmam reduzir a quantidade de lixo gerado e separar seus resíduos para reciclagem.

O estudo revela ainda que o interesse por consumo consciente está cada vez mais presente em todas as classes sociais, especialmente entre os brasileiros com maior poder aquisitivo e nível de instrução. A classe A lidera esse movimento, impulsionando uma tendência de consumo verde que ganha força no mercado nacional.

Com esses dados, fica evidente que a sustentabilidade está no centro das decisões dos consumidores e das estratégias das empresas.

Um compromisso com a reciclagem

Empresas que estampam o selo eureciclo em suas embalagens demonstram um compromisso real com a reciclagem.

Através desse modelo, as marcas investem na reciclagem de volumes equivalentes aos das suas embalagens, promovendo um impacto ambiental positivo e gerando benefícios sociais para trabalhadores do setor.

 

Esse investimento contribui diretamente para a estruturação e o desenvolvimento de cooperativas e centrais de triagem de resíduos, fundamentais para o fortalecimento do setor no Brasil.

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A empresa mais sustentável do mundo, o que faz? https://www.focandonopositivo.com.br/a-empresa-mais-sustentavel-do-mundo-o-que-faz/ https://www.focandonopositivo.com.br/a-empresa-mais-sustentavel-do-mundo-o-que-faz/#respond Thu, 01 Feb 2024 14:47:50 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=5733  O ranking Global 100, que elenca as empresas de capital aberto mais sustentáveis do mundo já revelou o resultado. Sims Limited , líder global na reciclagem de metais e no fornecimento de soluções circulares para tecnologia, emergiu como a empresa mais sustentável de 2024. Esta é a décima e mais bem colocada inclusão da empresa […]

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 O ranking Global 100, que elenca as empresas de capital aberto mais sustentáveis do mundo já revelou o resultado.

Sims Limited , líder global na reciclagem de metais e no fornecimento de soluções circulares para tecnologia, emergiu como a empresa mais sustentável de 2024. Esta é a décima e mais bem colocada inclusão da empresa na lista.

A Sims Limited desempenha um papel vital ao ajudar a aumentar a circularidade e a descarbonização, fornecendo materiais reciclados e produtos reaproveitados.

Fundada na Austrália em 1917, a Sims Limited tem mais de 4.000 funcionários e opera em mais de 280 instalações em 14 países em todo o mundo.

“Estamos muito orgulhosos de ter liderado a classificação no Global 100 de 2024. Este reconhecimento reflete o nosso compromisso com o nosso próprio desempenho de sustentabilidade, bem como o nosso papel em ajudar a construir um futuro mais verde através do fornecimento de metais e materiais mais circulares a nível mundial”, disse Stephen Mikkelsen, CEO e Diretor Geral da Sims Limited.

Reciclagem de 8 milhões de toneladas de metais

O papel vital que a Sims Limited desempenha no apoio à descarbonização global reflecte-se na reciclagem de aproximadamente 8 milhões de toneladas de metais ferrosos e não ferrosos durante o ano de 2023.

O feito ajudou os seus clientes a evitar cerca de 11,6 milhões de toneladas de CO 2 -e ao usando materiais reciclados em vez de matérias-primas.

A Sims Limited teve um bom desempenho em relação às suas metas internas de sustentabilidade no ano fiscal de 2023, incluindo progressos importantes em relação às suas metas climáticas, ao alcançar 100% de eletricidade renovável em todos os seus negócios operados na América do Norte.

Este também foi o ano mais seguro já registrado, pelo terceiro ano consecutivo, o que destaca ainda mais a liderança em sustentabilidade da Sims Limited.

Segundo o CEO, “O propósito é criar um mundo sem resíduos para preservar o nosso planeta, está integrado na nossa estratégia de negócios e é a lente através da qual consideramos todos os aspectos do nosso negócio. Fornecer produtos de forma segura e sustentável, que ajudem os nossos clientes a descarbonizar e a serem mais circulares, é a forma como avançamos na nossa estratégia.”

 Índice Global 100

O índice Global 100 é uma classificação anual das 100 empresas mais sustentáveis ​​do mundo feita pela Corporate Knights, uma B Corp independente de mídia e pesquisa.

Todas as empresas de capital aberto com mais de US$ 1 bilhão em receitas são avaliadas através de 25 indicadores-chave de desempenho que cobrem a gestão de recursos, gestão de funcionários, gestão financeira, receita sustentável e investimento sustentável e desempenho de fornecedores.

O Global 100 classifica empresas em 38 grupos industriais, incluindo bancos, serviços públicos, mineração, petróleo e gás e manufatura, com base em 25 métricas. Aplica ponderações diferentes a determinadas métricas, dada a natureza de cada setor.

A única companhia brasileira na lista, ocupando a 6ª posição na classificação geral foi o Banco do Brasil, líder na categoria bancos.

Com informação e fotos da Sims Limited

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Recicla, Galera: concientização e renda no Festival de Parintins https://www.focandonopositivo.com.br/recicla-galera-concientizacao-e-renda-no-festival-de-parintins/ https://www.focandonopositivo.com.br/recicla-galera-concientizacao-e-renda-no-festival-de-parintins/#respond Sun, 02 Jul 2023 00:33:41 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=4511 A segunda edição do projeto “Recicla, Galera” está trazendo uma nova perspectiva para o 56º Festival Folclórico de Parintins, combinando música, diversão, consciência ambiental e geração de renda. O projeto tem como objetivo promover um festival mais sustentável, incentivando os moradores locais e os turistas a dar destinação correta aos resíduos recicláveis gerados durante e […]

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A segunda edição do projeto “Recicla, Galera” está trazendo uma nova perspectiva para o 56º Festival Folclórico de Parintins, combinando música, diversão, consciência ambiental e geração de renda.

O projeto tem como objetivo promover um festival mais sustentável, incentivando os moradores locais e os turistas a dar destinação correta aos resíduos recicláveis gerados durante e após o festival. Uma das metas é destinar cinco toneladas de resíduos para a reciclagem.

Como funciona?

Localizado na Praça da Liberdade, o Espaço Sustentável “Recicla, Galera” concentra atividades ambientais e uma equipe que fornece orientações sobre a separação correta dos resíduos e a importância da reciclagem.

Além de conscientizar e engajar os participantes sobre a gestão dos resíduos, os visitantes são convidados a vivenciar experiências dos espaços temáticos, de exposições e instagramáveis.

O Espaço Sustentável “Recicla, Galera” funciona como central de coleta, destinação e triagem dos resíduos.

O visitante não apenas aprende sobre a destinação correta dos resíduos recicláveis, mas também se diverte e ganha brindes. As atividades são realizadas por agentes da Sema e por universitários voluntários da Fametro, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), que são parceiros da iniciativa.

O artesão Diego Castro esteve no Espaço. Ele produz móveis com materiais recicláveis e reafirma a importância da iniciativa, para ampliar o engajamento da população à causa. “Esse espaço diversifica o quão importante é o momento não só de se divertir, mas também fazer aquela interação com a natureza, e fazer a reciclagem, não só de latinha ou de plástico, mas também de diversos materiais que nós podemos reutilizar como recursos para que nós possamos gerar emprego e renda não somente aqui na cidade, mas em todo lugar”, ressaltou.

O local começou a funcionar na segunda-feira (26/06) e, por meio de diversas atividades interativas e informativas, demonstra como pequenas ações individuais podem ter um impacto significativo no meio ambiente.

Causa ambiental

O projeto “Recicla, Galera” promovido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), e Coca-Cola Brasil, concentra as ações de sustentabilidade tornando-se um dos pilares do Festival de Parintins, ao lado da Cultura e do Turismo.

“A gente sabe do desafio que é para Parintins fazer a gestão de resíduos sólidos, com o aumento do número de pessoas na cidade durante o período. O que nós queremos é entregar um Festival que abrace a causa ambiental tanto nas suas toadas e alegorias como também, e principalmente, na prática do dia a dia da festa, tendo os brincantes, os moradores, catadores e tricicleiros como protagonistas”, destacou o secretário de estado de Meio Ambiente, Eduardo Taveira.

Renda

Os resíduos recicláveis, quando corretamente destinados, podem gerar renda para a população e impactos positivos para o meio ambiente.

Em três dias de funcionamento já foram coletadas mais de 2,4 toneladas de materiais recicláveis – entre plásticos, papel, papelão, vidro e metais. Os materiais foram coletados dos Ecopontos do “Recicla, Galera”.

As estruturas funcionam como Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) e estão espalhadas por toda a cidade. Acesse o mapa com a localização ecopontos no link

Disputa de reciclagem

O local estará aberto até a noite do dia 2 de julho e conta com outras ações que fazem parte do projeto. Uma delas é a pesagem dos resíduos da disputa entre os itens 19 dos bois.

O bumbá da galera que mais destinar corretamente materiais para reciclagem durante os três dias de festa receberá um prêmio de R$ 20 mil para investir em ações de sustentabilidade na agremiação, além do título de Campeão Sustentável do 56º Festival Folclórico de Parintins.

Mudança de comportamento

 A iniciativa do Espaço Sustentável vai além da coleta de resíduos durante o festival. Ela busca inspirar mudanças de comportamento, conscientizando a população sobre a importância da reciclagem e incentivando práticas sustentáveis também fora do evento.

Para a Coca-Cola Brasil, patrocinadora oficial do festival há 27 anos, o “Recicla, Galera” reforça o compromisso da empresa em criar iniciativas que gerem impacto nas comunidades em que atua.

Além de coletar resíduos durante o festival, a iniciativa do Espaço Sustentável busca inspirar mudanças de comportamento, conscientizando a população sobre a importância da reciclagem e incentivando práticas sustentáveis também fora do evento.

“O projeto é uma iniciativa de impacto positivo para a cidade de Parintins. Juntos, por meio do engajamento da população e da promoção da reciclagem, estamos contribuindo ativamente para a preservação ambiental, a redução dos resíduos e o aprimoramento da qualidade de vida na comunidade. Estamos comprometidos em refrescar o mundo e fazer a diferença, além de criar um futuro sustentável, deixando um impacto duradouro e positivo para o festival e para a cidade”, reforça Victor Bicca, diretor de Relações Governamentais da Coca-Cola Brasil.

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Descubra o tijolo sustentável feito de resíduos de construção https://www.focandonopositivo.com.br/descubra-o-tijolo-sustentavel-feito-de-residuos-de-construcao/ https://www.focandonopositivo.com.br/descubra-o-tijolo-sustentavel-feito-de-residuos-de-construcao/#respond Tue, 13 Jun 2023 16:52:04 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=4292 Você já deve ter ouvido que a indústria da construção civil é considerada uma das mais agressivas ao meio ambiente. Parte deste impacto ambiental se deve aos resíduos de obras e demolições, na maioria, não-degradáveis ou de difícil degradação. Segundo dados da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon), o […]

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Você já deve ter ouvido que a indústria da construção civil é considerada uma das mais agressivas ao meio ambiente. Parte deste impacto ambiental se deve aos resíduos de obras e demolições, na maioria, não-degradáveis ou de difícil degradação.

Segundo dados da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon), o Brasil gera aproximadamente 84 milhões de m³ desses resíduos.

Pelo próprio padrão construtivo brasileiro, o maior percentual de descarte é o de argamassa (63%), seguido de concreto e blocos (29%). Ainda mais preocupante que o lixo doméstico, este resíduo da construção civil representa um grande volume para os aterros sanitários.

Um material difícil de ser compactado e degradado, que contribui para esgotar rapidamente o espaço disponível.

O tijolo K-Briq

Quer solução mais óbvia para os resíduos de construção do que aproveitá-los para criar novos materiais?

Batizado de K-Briq, o tijolo sustentável da startup escocesa Kenoteq  e desenvolvido pela brasileira Gabriela Medero, na Universidade Heriot-Watt de Edimburgo, na Escócia, possui 90% de sua matéria-prima reciclada.

A criação rendeu à profissional um lugar na lista Top 50 Women in Engineering (WE50).

O K-Briq é desenvolvido pela professora de engenharia Gabriela Medero na Universidade Heriot-Watt de Edimburgo

Outro bônus é que a peça não é queimada, evitando a emissão de gases poluentes, outro impacto preocupante do setor.

Segundo relatório publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente em 2020, a construção civil e sua indústria são responsáveis por 38% das emissões de dióxido de carbono (CO₂).

“Este é o primeiro tijolo do mundo feito com 90% de resíduos de construção e demolição. Ele é produzido com um décimo das emissões de gás carbônico, usando menos que um décimo da energia necessária para a fabricação de um tijolo tradicional”, afirma Gabriela.

A engenheira passou mais de 10 anos desenvolvendo o produto na universidade escocesa, movido pelo desejo de reduzir o impacto ambiental da indústria da construção.

“Passei muitos anos pesquisando materiais de construção e me preocupei com o fato de que as modernas técnicas de construção exploram matérias-primas sem considerar que estão entre os maiores contribuintes para as emissões de carbono”, disse ela ao site Dezeen. “A quantidade de lixo que eles produzem não é sustentável a longo prazo.”

Este é o primeiro tijolo do mundo feito com 90% de resíduos de construção e demolição

Segundo Medero, o K-Briq se parece com um tijolo normal, tem o mesmo peso e se comporta como um tijolo de barro, mas oferece melhores propriedades de isolamento. A empresa diz que pode produzi-los em qualquer cor.

Além de economizar energia no processo de fabricação, a Kenoteq reduz as emissões ao produzir os tijolos localmente. A empresa está produzindo seus tijolos em um centro de reciclagem em Edimburgo, minimizando consideravelmente a quantidade de transporte necessária no processo

O K-Briq gera menos de um décimo das emissões de carbono em sua fabricação do que um tijolo comum

“Além disso, produzimos os tijolos em uma instalação de reciclagem de resíduos, reduzindo os km de transporte”, completa.

Reduz em 90% consumo de água

“A indústria da construção enfrenta um tremendo desafio ao atingir as metas de descarbonização. A indústria envia mais de 800 milhões de toneladas de resíduos para aterros na Europa todos os anos, com um enorme custo para si própria e para o ambiente. No Reino Unido, a construção e o ambiente construído representam aproximadamente 50% de todos os resíduos gerados na Escócia” disse Sam Chapman, diretor administrativo da Kenoteq ao site Scottish Construction Now.

A empresa foi escolhida para receber um Fundo de Investimento Zero Waste Scotland, desenvolvido para estimular iniciativas de economia circular na Europa.

A Kenoteq também recebeu diversas premiações pelo desenvolvimento do produto inovador. Segundo a startup, o K-Briq está passando pela certificação final e chegará à comercialização no Reino Unido já no final de 2022.

O K-Briq se parece com um tijolo normal e podem produzi-los em qualquer cor

Fotos: Zero Waste Scotland

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Conheça as camisetas que podem ser recicladas pós-consumo https://www.focandonopositivo.com.br/conheca-as-camisetas-que-podem-ser-recicladas-pos-consumo/ https://www.focandonopositivo.com.br/conheca-as-camisetas-que-podem-ser-recicladas-pos-consumo/#respond Thu, 25 May 2023 14:48:38 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=4098 Quando uma camiseta é feita com uma mistura de poliéster reciclado e algodão orgânico reciclado, a combinação resulta numa peça que entrega conforto. Porém, a característica mais importante a se destacar é que a camiseta pode ser reciclada pós-consumo. Quando a marca não usa materiais reciclados, a opção para algumas linhas é o algodão orgânico, […]

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Quando uma camiseta é feita com uma mistura de poliéster reciclado e algodão orgânico reciclado, a combinação resulta numa peça que entrega conforto. Porém, a característica mais importante a se destacar é que a camiseta pode ser reciclada pós-consumo.

Quando a marca não usa materiais reciclados, a opção para algumas linhas é o algodão orgânico, o qual é intencionalmente cultivado para a produção dos itens importados em áreas de chuva forte para que a irrigação artificial não seja necessária.

Que marca é essa? Pôs é, estou falando da Florence Marine X, marca de roupas e peças utilitárias para esportes de aventura do surfista 2x campeão mundial John John Florence.

A marca aposta em tecnologia e durabilidade sem abdicar da sustentabilidade aplicada em cada peça.

O compromisso

Com a sustentabilidade em pauta, as marcas que possuem compromisso com a responsabilidade ambiental e social ganham cada vez mais notoriedade e a Florence Marine X é uma delas.

Segundo estudo da consultoria Research And Markets, o setor de moda sustentável deve movimentar cerca de US$ 8,2 bilhões em 2023. A expectativa é de que o segmento dobre de faturamento entre 2025 e 2030.

A marca usa materiais reciclados sempre que possível

A marca, representada no Brasil pela BRW Sports Group, acaba de iniciar operação no país e busca através de suas peças tecnológicas, celebrar o oceano, a aventura e, principalmente, a sustentabilidade.

Segundo o diretor de Inovação e Sustentabilidade da Florence Marine X, Bruce Moore “Estamos fazendo o possível para criar materiais que ajudem a preservar os lugares que amamos e exploramos todos os dias.”

Recover: o algodão sustentável

Uma seção da linha de camisetas usa o Recover, um sistema que transforma restos e retalhos de fábrica em fibras recicladas de alta qualidade. Essas fibras são consideradas alguns dos tecidos de menor impacto e ajudam a fechar o ciclo das coisas que fazem.

A fibra de algodão reciclado Recover é a solução de algodão mais sustentável disponível atualmente, de acordo com o índice Higgs MSI. ua.

Transforma resíduos têxteis diretamente dos restos e retalhos de fábrica em fibras recicladas de alta qualidade.

Os têxteis fabricados por meio desse sistema podem passar pelo processo de reciclagem por muitos ciclos de vida e criar produtos duradouros e de alto valor em cada geração sucessiva.

Por fim, as camisetas que fazem com Recover nunca são tingidas duas vezes. Os resíduos têxteis coletados são separados por cores antes de serem convertidos e fiados em novas fibras, economizando energia, evitando poluentes e limitando o uso da água.

Salientou que sempre estão buscando inovar e trazer para o mercado produtos de alta qualidade, durabilidade, que respeitem o meio ambiente. 

Educar ao consumidor

Ao firmar um compromisso com a sustentabilidade, a marca também tem em vista educar o consumidor e ajudá-lo a desenvolver hábitos de consumo mais conscientes.

 “Trabalhar com a moda sustentável tem seus desafios, não só em relação aos custos, mas também ao acesso a materiais sustentáveis. Por isso, além do material reciclado, visamos trabalhar com fornecedores que abraçam a ideia e prezam por iniciativas internas para contribuir com o meio ambiente positivamente”, declara o diretor de Inovação e Sustentabilidade da marca.

A Florence Marine X salienta que sempre está buscando inovar e trazer para o mercado produtos de alta qualidade, durabilidade, que respeitem o meio ambiente.

Com informação da assessoria

Fotos: Florence Marine X

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Economia circular: novos padrões de produção e consumo https://www.focandonopositivo.com.br/economia-circular-novos-padroes-de-producao-e-consumo/ https://www.focandonopositivo.com.br/economia-circular-novos-padroes-de-producao-e-consumo/#respond Sat, 01 Apr 2023 17:40:39 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=3675 Você sabia que a economia circular é um modelo econômico que busca maximizar o uso de recursos e promover o uso eficiente dos recursos naturais por meio da redução, reutilização e reciclagem de materiais? Pois é. O objetivo é criar um sistema econômico que seja regenerativo e autossustentável, em vez de desperdiçar os recursos finitos. […]

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Você sabia que a economia circular é um modelo econômico que busca maximizar o uso de recursos e promover o uso eficiente dos recursos naturais por meio da redução, reutilização e reciclagem de materiais? Pois é.

O objetivo é criar um sistema econômico que seja regenerativo e autossustentável, em vez de desperdiçar os recursos finitos.

É vista como uma maneira de enfrentar os desafios ambientais e econômicos, como o aquecimento global, a escassez de recursos e o aumento da poluição do ar e das águas.

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI) a economia circular é uma proposta de adição e retenção de valor dos recursos, e regeneração do meio ambiente, que busca produzir sem esgotar os recursos naturais, e sem poluir o meio ambiente, consequentemente, preservando o nosso planeta, divulgou

“A economia circular oferece uma oportunidade econômica de US$ 4,5 trilhões reduzindo o desperdício, estimulando a inovação e criando empregos” World Resources Institute, 2021.

Qual é a importância da economia circular?

A economia circular tem importância social pois busca maximizar os recursos e minimizar o impacto ambiental, ao mesmo tempo em que gera empregos e cria novos negócios.

Além disso, ela pode ajudar a reduzir a desigualdade econômica ao oferecer oportunidades para comunidades e empresas de baixa renda. Também pode contribuir para a segurança alimentar, ao usar fontes de alimento e nutrientes de maneira mais eficiente.

Como na economia circular, os materiais são aproveitados em cadeia de forma cíclica e os recursos naturais são valorizados em todas as etapas produtivas, pois o objetivo é reduzir sua extração e ampliar sua disponibilidade.

Com isso, a economia circular tem potencial para reverter danos ambientais como o aquecimento global e a poluição, por exemplo.

A redução de custos e ganho de competitividade, que consequentemente resulta em maior geração de valor, também é uma importante motivação destacada pela CNI.

Novas fontes para investimento, otimização da utilização de matérias-primas, menos desperdício, aumento da geração de empregos, maior eficiência operacional, crescimento econômico, conscientização da população, consumindo com mais cautela e consciência ambiental, e oportunidade para novos negócios e geração de empregos são outras vantagens do modelo circular.

A reutilização criativa (ou upcycling) consiste em pegar restos ou itens aparentemente inúteis e transformá-los em novos produtos. Esta tem sido uma forma comum que empresas têm entrado na dita economia circular que, nada mais é que, o conceito de reduzir insumo na produção de algo novo.

Peças de madeira, contêiners e telhas são apenas alguns dos exemplos de materiais que podem assumir uma nova configuração em projetos de arquitetura. Além de resíduos de construção e demolição, é possível ainda empregar na arquitetura materiais cuja função inicial não está diretamente relacionada à construção civil.

Além de tornar mais sustentável, a economia circular torna os processos mais lucrativos e busca restaurar os recursos físicos e regenerar as funções dos sistemas naturais, trazendo maiores oportunidades econômicas e sociais.

É essencial repensarmos a forma como produzirmos, pois os consumidores já estão atentos nas demandas sustentáveis e dispostos a adquirirem bens de consumo que sejam melhores para o meio ambiente. Ações como estas são boas para os negócios e ainda melhores para o planeta

A economia circular não é uma tendência, mas uma visão do futuro

A economia circular é mais do que uma tendência. É ao mesmo tempo uma visão de futuro e uma abordagem prática, que tem inspirado um grande movimento de transformação da nossa forma de produzir, consumir e habitar o planeta.

De acordo com Jorge Hargrave e Sandra Paulsen técnicos de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a transição para uma economia verde não é uma opção, mas uma tendência da economia mundial.

Seus propulsores são tanto mudanças regulatórias que modificam os preços relativos do uso de recursos (e.g. mercados de carbono), quanto a mudança de atitude dos consumidores – tendência que já se verifica no norte da Europa por exemplo. Desse modo, ela se concretiza não só em termos de necessidades de adaptação a novas regulações, mas também em oportunidades de novos negócios.

Educação é fundamental

O papel da educação também será central – tanto da educação ambiental, quanto do sistema educacional como um todo.

Uma economia verde e novos padrões de produção, distribuição e consumo exigem cidadãos bem formados e informados.

Os setores de alta tecnologia requerem mão de obra qualificada nos diferentes níveis (superior, técnico e profissionalizante) e uma educação básica de qualidade que forme cidadãos conscientes, críticos e com capacidade de resolver problemas.

Da mesma forma, certificação ambiental, e campanhas informativas são políticas essenciais para promover mudanças no comportamento dos agentes econômicos.

Não pode haver sustentabilidade do desenvolvimento econômico sem manutenção, ao longo do tempo, da base de capital a partir da qual a economia produz.

Numa economia verde, os capitais físico, social, humano e natural devem ser preservados para as gerações futuras. Como não há possibilidade de substituição absoluta entre os diferentes tipos de capital, e na medida em que o capital natural passe a representar uma restrição ao crescimento econômico, apenas com progresso técnico adequado e mudanças nos padrões de produção e consumo a economia poderá crescer rumo ao desenvolvimento sustentável.

Cabe agora a governos, empresas e indivíduos traduzirem em ações o conceito de economia verde.

Casa Suspensa / Casa Container Marília. Foto: © Celso Mellani

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Brechó: o reaproveitamento da moda como negócio https://www.focandonopositivo.com.br/brecho-o-reaproveitamento-da-moda-como-negocio/ https://www.focandonopositivo.com.br/brecho-o-reaproveitamento-da-moda-como-negocio/#respond Tue, 07 Jun 2022 18:59:47 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=2056 A prática de venda e compra de roupas e objetos usados começou no subúrbio da capital francesa Saint Quen, por volta de 1900, onde eram feitas feiras de trocas. A atividade ganhou maior popularidade com a crise produzida pela primeira e segunda guerra mundial. A origem do nome brechó seu deu no Rio de Janeiro […]

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A prática de venda e compra de roupas e objetos usados começou no subúrbio da capital francesa Saint Quen, por volta de 1900, onde eram feitas feiras de trocas. A atividade ganhou maior popularidade com a crise produzida pela primeira e segunda guerra mundial.

A origem do nome brechó seu deu no Rio de Janeiro do século 19, quando um homem de nome Belchior criou a primeira loja de roupas e objetos de segunda mão.Devido ao fato de que muitas pessoas tinham certa dificuldade em pronunciar o nome do vendedor, o nome de Belchior foi adaptado, foi daí que nasceu o termo “brechó”.

No Brasil, a oferta de moda de segunda mão teve um crescimento exponencial. A TROC, o maior brechó online do país, faturou seu 10º milhão, vendendo mais de 80 mil peças em 2019 o que dá uma noção de um dos setores mais promissores da chamada economia circular.

Com a pandemia a atividade foi mantida com o faturamento das lojas online, mas, deram a volta para cima com a retomada do contato com o público, disseram vários empreendedores.

Araras abarrotadas de roupas e cheiro de naftalina? Nada disso! os brechós ganharam nova roupagem, com espaços modernos e itens de qualidade.

Nos dias atuais eles se tornaram tendência por promover o consumo sustentável e económico, uma vez que a indústria da moda é a segunda que mais polui o meio ambiente. Além da valorização de pequenas empreendedoras quem tem o brechó como fonte de renda.

A ideia é trazer aos clientes um ambiente agradável onde possam se sentir confortável em suas compras disse o gestor do brechó Pur luxe, Willian Xavier. Foto: Dulce Maria Rodriguez

Reciclando e reusando

Em Curitiba capital do estado do Paraná no Brasil, a cultura dos brechós tem ganhado cada vez mais popularidade, com o crescimento de microempreendedores neste ramo, disseram vários lojistas. A rua Riachuelo no Centro da cidade é um exemplo, com sete brechós diferentes.

Sem receio de usar roupas de segunda mão o lema naquela rua é “reaproveitando, reciclando e reusando”, confessa Anna Marechal de 28 anos, cliente habitual dos brechós.

“Compro peças impecáveis de marcas incríveis cuidadas como novas e com precinhos de brechó. Para meu filho pego atualizações temáticas com looks de séries e filmes. Eu aproveito tudo”, disse Anna.

Para Helena Almeida de 34 anos, brechonista nata, além dos garimpos de peças vintage, os brechós também têm peças autorais incríveis para deixar qualquer look mais estiloso sem gastar muito.

Quem garimpa, acha! peças que passaram por reaproveitamento, lindas e baratas. Brechó Pur luxe. Foto: Dulce Maria Rodriguez

Brechó Pur Luxe

Roupas acessíveis, que unem conceito, qualidade e sustentabilidade: essa é a proposta do Brechó Pur Luxe.

O espaço começou a funcionar em 2016, no Sítio Cercado e, atualmente, conta com dois lojas no centro de Curitiba, em frente ao Cine Passeio. A demanda aumentou tanto que o negócio se diversificou em  brechó feminina e masculina.

Segundo William Xavier, gerente da loja masculina, a ideia é “trazer aos seus clientes um ambiente agradável , sem empilhamento, cheiroso,  com todas as roupas lavadas e  higienizadas, onde possam se sentir confortável em suas compras. Com ótimo atendimento, peças selecionadas, de ótima qualidade e com preço justo.”

De acordo com Willian as mulheres são as melhores clientes, principalmente entre quarta, quinta e sexta-feira. Foto: Dulce Maria Rodriguez

A loja feminina tem três andares e muita variedade. Trabalha com roupas, calçados, bolsas e acessórios. O preço médio das peças varia a partir de R$ 23. Apesar disso, é possível encontrar itens mais baratos, bem como peças que passam de setecentos  reais, dependendo da qualidade e da marca.

Também tem itens de marcas famosas, como Michael Kors, Arezzo e Adidas, algumas ainda com etiqueta. Tudo por um décimo do valor!

De acordo com William a seleção das roupas é pensada em estilos diferentes dentro da moda urbana. “Temos estilos clássicos, vintage, alternativo, marcas e grifes e masculino.”

Por outro lado, o brechó trabalha com a compra de desapegos à domicílio. Para isso, são necessários no mínimo 25 itens para que a avaliação seja realizada. O cliente pode vender as peças ou trocar por crédito na loja. Inclusive, quem se decidir pela troca, ganha 20% a mais do que no dinheiro.

A brechó Pur Luxe faz sucesso, em média são 50 peças vendidas por dia. Paulo Rebouças de 28 anos é um cliente fiel, disse “Amei a loja, tudo impecável e preços justos! As peças são de qualidade. Recomendo.”

Se você nunca comprou em brechó, seja por receio ou por qualquer outro motivo, sugiro que faça uma experiência, comentou Ketlin Gieni. Foto: Dulce Maria Rodriguez

Brechó Central

O frio chegou no Curitiba e com ele a demanda por casacos, cachecol e botas contou Inácio Domingos gerente do Brechó Central.

Sabe aquele look com blazer e peças em tons neutros? Você o encontra no Brechó Central. Perfeito para quem busca peças atemporais que combinam com tudo.

O foco da loja é proporcionar preços justos e acessíveis em peças para todos os públicos: feminino, masculino e infantil, além de sapatos e acessórios. O preço médio das peças varia entre R$ 25 e R$ 85.

Naquela rua a concorrência é grande e o diferencial, disse Inácio, está no atendimento.

Central trabalha com compra de peças usadas e trocas. Para quem se interessar, basta levar os desapegos até a loja e eles serão avaliados na mesma hora. Atualmente, as peças de inverno estão sendo priorizadas.

“Tudo o que é reaproveitado não vai agredir o meio ambiente. Talvez a peça não sirva mais para você, mas pode servir para outra pessoa”, salientou o gestor.

Sapatos semi novos a preço inacreditavel. Foto: Dulce Maria Rodriguez

Colete & Corselet

O conceito da Colete & Corselet é trabalhar com roupas clássicas, antigas e excelente qualidade.

Blusas de renda dos anos 1970, vestidos com mangas bufantes e estampadas, bem como calças de avós ressignificadas. É claro que estamos falando de peças vintage! A Colete & Corselet é um dos brechós em Curitiba que se especializou nesse segmento.

A ideia de criar o brechó surgiu depois que Márcio Oliveira decidiu viver em um mundo com menos desperdícios, com mais reuso e reaproveitamento. Assim, tudo começou com uma loja online há 12 anos e com atendimento domiciliar.

Aos poucos, a clientela foi aumentando, a loja ganhou um espaço em um salão de beleza e, em seguida, abriram uma loja física própria. Hoje em dia, o Colete & Corselet está localizado no edifício Carmen, no centro da cidade.

Além de dar uma segunda chance e um novo significado a uma peça, você ajuda no consumo consciente. Colete & Corselet. Foto: Instagram

Na hora de garimpar as peças, Márcio preza por itens clássicos, antigos e de qualidade, ou seja, peças que marcaram uma época. Depois, esses itens são higienizados e ajustados. Por fim, são vendidos e ganham uma nova casa.

Os preços começam a partir de R$ 45 e podem chegar a valores elevados caso a peça seja rara. As compras podem ser feitas por meio do site, WhatsApp ou DM do Instagram e o envio é feito para todo o Brasil.

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Todos os anos, os americanos geram cerca de 42 milhões de toneladas de plástico. E, no entanto, apenas 9% disso é reciclado, em parte porque a infraestrutura de reciclagem nos Estados Unidos não consegue acompanhar a produção de plástico do país, mas também porque alguns plásticos simplesmente não podem ser reciclados.

Foi com a missão de oferecer um futuro sustentável para o plástico que surgiu a Byfusion, startup sediada em Los Angeles, nos Estados Unidos divulgou o site Fast Company.

Fundada em 2017, a empresa desenvolveu um sistema que transforma o plástico descartado em um material resistente chamado byblock, que pode ser usado em construções.

A meta da startup é reciclar 100 milhões de toneladas de resíduos até 2030. 

O sistema Blocker da ByFusion transforma 100% dos resíduos plásticos em ByBlock – um material de construção "verde" e econômico. Foto:Byfusion

O processo

Para fazer o byblock, o primeiro passo é encontrar o plástico. A ByFusion colabora com as operações de limpeza dos oceanos para coletar resíduos.

Em 2020, atuou como parceira do Project Kaisei, que retirou mais de 100 toneladas do material do Oceano Pacífico.

A firma usa uma combinação de vapor e compressão para moldar todos os tipos de plásticos, mesmo não recicláveis. O plástico é triturado, aquecido e fundido em blocos de construção padrão chamados ByBlocks. Medem 40 cm x 20 cm x 20 cm e pesam 10 kg cada.

Conforme  a reportagem da Fast Company a produção não utiliza produtos químicos e gera 41% menos emissões de gases de efeito estufa do que os blocos de concreto.

“22 libras de plástico fazem um bloco de 22 libras. Você [pode] literalmente comer seu almoço, jogar [o plástico restante], fazer um bloco e enfiá-lo na parede. Sem nenhum desperdício:”, diz Heidi Kujawa, que fundou a ByFusion em 2017.

A meta da startup é reciclar 100 milhões de toneladas de resíduos até 2030 disse Heidi Kujawa que fundou a ByFusion. Foto: ByFusion

Os blocos são 10 quilos mais leves e mais duráveis do que os blocos de cimento ocos. Eles podem ser revestidos com qualquer tipo de material ou deixados expostos, mas como os plásticos são suscetíveis à luz solar, os projetos ao ar livre teriam que ser revestidos com tinta transparente ou combinados com outro material resistente às intempéries.

Diversos usos

Os blocos podem ser usados para construir qualquer coisa, desde cercas e muros de contenção até terraços públicos, pontos de ônibus, muros de contenção, paredes de som e galpões.

A empresa também vende móveis feitos a partir do material, como uma floreira e um conjunto de mesa de centro.

Productos Byblock.  Foto: ByFusion

Os byblocks são feitos inteiramente de plásticos recicláveis e não recicláveis, mas as verdadeiras estrelas são as máquinas patenteadas usadas para fazê-los.

Chamadas de Blockers, essas máquinas pesadas são alimentadas com montes de plástico que são espremidos em blocos – sem necessidade de classificação ou limpeza.

A Byfusion quer estimular que mais pessoas usem o material e, para isso, disponibilizou o sistema de fabricação de blocos para empresas de gerenciamento de resíduos, governos e corporações ambientalmente conscientes em todo o mundo.

Parque no Idaho/EU. O lixo plástico dos moradores foi transformado em blocos para a construção do parque. Foto: ByFusion

Em 2019, a ByFusion fez uma parceria com o programa Hefty EnergyBag e a cidade de Boise, Idaho, EUA que pediu a seus moradores que separassem seus plásticos difíceis de reciclar.

 Apenas 20% dos moradores obedeceram, mas o esforço ainda rendeu cerca de 30 toneladas de sacolas plásticas e recipientes de fast-food. Eles foram transformados em blocos de construção, alguns dos quais foram usados ​​em um parque local.

Foto: ByFusion

Objetivo

A empresa instalou uma unidade de produção completa em L.A., onde pode processar 450 toneladas de plástico por ano, com mais 12 Blockers em andamento em todo EUA.

Até o momento, a empresa reciclou 103 toneladas de plástico, com o objetivo de reciclar 100 milhões de toneladas até 2030 (cerca de um quarto da produção anual de plástico dos EUA).

ByFusion já fez parceria com várias cidades, incluindo Boise, Idaho, e Tucson, Arizona.

Blockers também estão disponíveis para aluguel, a partir de US$ 280.000 por ano.

O objetivo final? Vender máquinas Blocker para todas as cidades nos EUA e no exterior, ajudando os municípios a controlar seus resíduos plásticos e transformá-los em material de construção.

Lixo plástico transformado em material de construção. Foto:Byfusion

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