Arquivos Curitiba - Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/tag/curitiba/ A coragem de enxergar diferente Sun, 01 Mar 2026 18:39:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://www.focandonopositivo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/cropped-focando-no-positive_lente-32x32.png Arquivos Curitiba - Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/tag/curitiba/ 32 32 195204525 Vindima: a festa do vinho que você precisa conhecer https://www.focandonopositivo.com.br/vindima-a-festa-do-vinho-que-voce-precisa-conhecer/ https://www.focandonopositivo.com.br/vindima-a-festa-do-vinho-que-voce-precisa-conhecer/#respond Wed, 04 Feb 2026 23:32:42 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=7268 Um dos momentos mais especiais do calendário do enoturismo, quando produtores e apaixonados pelo universo do vinho celebram a natureza, a cultura agrícola e o ciclo que dá origem ao vinho é a festa da Vindimia. Tradicionalmente associada à colheita das uvas que serão transformadas em vinho, a vindima é um momento festivo que celebra […]

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Um dos momentos mais especiais do calendário do enoturismo, quando produtores e apaixonados pelo universo do vinho celebram a natureza, a cultura agrícola e o ciclo que dá origem ao vinho é a festa da Vindimia.

Tradicionalmente associada à colheita das uvas que serão transformadas em vinho, a vindima é um momento festivo que celebra o ciclo da viticultura — da parreira ao copo. Esse evento combina vivência no campo, aprendizado sobre o cultivo e produção de vinhos e experiências sensoriais, aproximando o público do  vinho e da cultura rural.

A data na que costuma ocorrer são nos meses mais quentes ou de maturação ideal dos cachos; na Região Metropolitana de Curitiba, começaram em 31 de janeiro e vão até março. Durante esse período, o público pode participar da retirada das uvas diretamente no parreiral, uma forma de vivenciar, na prática, esse momento único da vitivinicultura.

Por que vale a pena 

Essa celebração da vindima representa mais do que um evento de campo: é um convite para entender a origem do vinho, vivenciar tradições agrícolas, conectar-se com a natureza e com a cultura local, e transformar o turismo em uma experiência prática e sensorial. 

A pisa das uvas é um método ancestral de vinificação, realizado durante a vindoura, onde uvas são esmagadas com os pés descalços em tanques chamados lagares

Para moradores da região e visitantes, participar da vindima é uma forma de valorizar o produto local e apoiar o fortalecimento do enoturismo no Paraná, que, embora ainda emergente, se consolida como uma alternativa rica em cultura, sabores e histórias a serem degustadas.

Onde participar 

Vinícola Araucária — Vindima com “Colha e Pague”

A tradicional vindima da Vinícola Araucária, em São José dos Pinhais, ocorre de 31 de janeiro a 31 de março de 2026. A experiência permite que os visitantes colham uvas de mesa diretamente nos parreirais por meio do sistema “colha e pague”.

A vinícola funciona diariamente das 9h às 17h e não exige reserva antecipada. Além da colheita das uvas, a vinícola oferece:

  • Visitas guiadas ao cultivo e ao processo de produção de vinhos e espumantes
  • A possibilidade de degustações harmonizadas 
  • Passeios pela natureza, incluindo trilhas, jardins e mirantes que proporcionam contato com a paisagem rural.
  • Almoço em restaurante aconhegante
A jornalista Dulce Rodriguez visitando a Vinícola Araucaria

Vinícola Legado —  experiências imersivas

Em Campo Largo, a Vinícola Legado realiza sua tradicional Festa da Colheita com datas especiais em 31/01, 08/02, 14/02 e 16/02/2026, das 10h às 16h. Neste evento, os participantes colhem uvas viníferas (usadas para fazer vinho) e podem se conectar com a viticultura local em experiências que incluem:

  • Caminhada guiada até os vinhedos;
  • Colheita de uvas em meio às parreiras;
  • Degustação de vinhos e espumantes diretamente no vinhedo;
  • Música ao vivo e picnic gourmet em meio à natureza;
  • Almoço opcional e momentos de relaxamento em áreas sombreadas com Winebar e áreas de picnic.

A Festa da Colheita da Legado — eleita duas vezes entre as melhores experiências de enoturismo do Paraná — combina aprendizado sobre o cultivo com gastronomia, boa música e contato com a natureza rural.

Festa da Uva em Santa Felicidade 

Paralelamente às vindimas, Curitiba celebra uma das tradições mais queridas ligadas à uva: a Festa da Uva de Santa Felicidade, realizada anualmente no Bosque São Cristóvão, em Santa Felicidade.

Em 2026, a 66ª edição acontece de 6 a 8 de fevereiro, com entrada a partir de R$ 12,00 (crianças e idosos têm isenção) e estacionamento disponível.

A festa reúne gastronomia típica italiana, como polenta, frango, macarrão, risoto e, claro, produtos à base de uva e vinho colonial, além de apresentações folclóricas, música ao vivo, dança, artesanato e atividades culturais para toda a família.

A Festa da Uva em Santa Felicidade

Por que participar

Participar da vindima ou das festas da uva na região é mais que um passeio — é uma oportunidade de aprender sobre a viticultura paranaense, vivenciar a colheita e fortalecer vínculos com a natureza e a cultura local.

Esses eventos unem turismo, tradição, agricultura e gastronomia, oferecendo ao visitante uma imersão completa no universo da uva e do vinho, desde a colheita até a festa comunitária. São momentos ideais para famílias, grupos de amigos ou viajantes que desejam viver experiências autênticas e sensoriais no território paranaense.

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Dança: A jornada inspiradora de Erica Aoto https://www.focandonopositivo.com.br/danca-a-jornada-inspiradora-de-erica-aoto/ https://www.focandonopositivo.com.br/danca-a-jornada-inspiradora-de-erica-aoto/#respond Fri, 01 Nov 2024 20:22:38 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=6470 No final de cada tarde, no Espaco Erica Aoto, no bairro Água Verde em Curitiba, a dança transforma energia em confiança, as pessoas descobrem seu poder, e a mágica acontece. Homens e mulheres chegam animados para aprender novos ritmos, seja para arrasar na balada, se entrosar com a galera ou matar a saudade das músicas […]

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No final de cada tarde, no Espaco Erica Aoto, no bairro Água Verde em Curitiba, a dança transforma energia em confiança, as pessoas descobrem seu poder, e a mágica acontece. Homens e mulheres chegam animados para aprender novos ritmos, seja para arrasar na balada, se entrosar com a galera ou matar a saudade das músicas da sua cidade natal. Mas saem com muito mais do que passos e giros bem ensaiados.

Nesse ambiente acolhedor, a dança se torna uma ferramenta para alinhar corpo e mente, desenvolver autoconfiança e superar limites. Mais do que técnica, as aulas ali promovem uma experiência de leveza e autoconhecimento, incentivando cada aluno a acreditar em si, a se sentir seguro e a curtir a vida de um jeito leve.

Tudo isso graças a Erica Aoto, dançarina, coreógrafa, professora, escritora, enfim artista! Seu foco não está apenas em passar uma coreografia, ela ajuda outras pessoas a descobrirem seu corpo e o que podem fazer com ele. Dança, corpo, movimento e silêncio são as premissas do seu método, porque, afinal, para ela, dançar não é apenas arte. É liberdade, é encontro e é vida.

Os alunos de forró: Adriana Kaiser, Bruna Lersch, Elias Conrado, Fernando Burgos, Katia Kurt, Leonardo Tataren, Marcos Raicosk, Mario Saretta,Yuri Garcia Vaz e a jornalista Dulce Maria Rodriguez com a professora Erica Aoto

Erica é uma dessas pessoas que nasceu para dançar, mesmo que tenha levado um tempo para perceber isso. Nascida e criada em São Paulo (SP), ainda adolescente, ela decidiu que queria uma carreira em Matemática, entrou para a USP e, a princípio, parecia estar tudo certo até, que aos 19 anos entrou numa aula de dança de salão e uma faísca acendeu.

Quando a professora perguntou se tinha gostado, Erica respondeu algo que nem ela sabia que sentia: “Sempre quis fazer isso da vida. Quero ser profissional.” A decisão estava tomada. “Parece que foi meu coração falando sem eu saber”, comenta Erica, lembrando o momento que definiu seu futuro. 

Se lançou em estilos como tango, forró e até dança do ventre, experimentando todas as possibilidades que encontrava na AABB em SP. Mas seu verdadeiro desenvolvimento veio quando decidiu complementar sua formação com o balé clássico – um desafio que encarou com disciplina e perseverança, mesmo quando a realidade era dividir a sala com crianças de 4 a 16 anos, enquanto ela já estava com 19.

Certezas por sonhos

Enquanto fazia faculdade de Matemática durante a semana, nos finais de semana, a verdadeira paixão a esperava nas salas de aula de dança. Ela fez trajetória na dança esportiva e chegou a competir na Argentina, Equador e em diversas regiões do Brasil.

Com o tempo, percebeu que seu futuro não estava nos números e equações. “Sempre que tinha prova, eu travava, não estava feliz. Estava claro que a dança era o que fazia sentido para mim”, desabafa.

Ao decidir trocar a Matemática pela dança, ela também trocou certezas por sonhos. Mas, mesmo com o nervosismo, Erica começou a estagiar, dando aulas de balé para crianças com uma abordagem lúdica e divertida e ganhando seu primeiro salário com algo que amava fazer. 

A sensibilidade para ensinar veio de Simone Fragoso, sua primeira professora de dança de salão, que a incentivou e introduziu ao mundo da didática e da condução de turmas. Apesar de sua família preferir que ele concluísse os estudos, sempre o apoiaram, pois entenderam que a dança era, de fato, o que ela gostava. 

Ela  também fez parte da Companhia de Ritmos Latinos Conexión Caribe, uma das principais de SP, com a qual participou de congressos mundiais de salsa, aprendendo sobre o ritmo, a cultura e história das danças latinas. “Foram anos de treinos intensos e muitas apresentações”, lembrou.

Erica Aoto aprendeu a acreditar, confiar e seguir em frente, mesmo quando o caminho parecia incerto

Descoberta do teatro e resiliência

Após se casar, Erica embarcou em uma nova fase no Rio de Janeiro e precisou se reinventar. Com um espírito determinado, entrou de cabeça na formação em teatro na Faculdade Casa das Artes de Laranjeiras (CAL) e no curso técnico de dança contemporânea na Escola Angel Vianna. Foi um período de descobertas intensas sobre o corpo e o autoconhecimento, mas também de desafios.

Diante das dificuldades no casamento e percebendo que seus sonhos seguiam rumos diferentes dos do marido, o relacionamento chegou ao fim. Foi então que Erica teve que se virar para se sustentar: vendeu risotos, doces, trabalhou como animadora de festas, modelo de maquiagem e bartender.

Mas a dança, sua verdadeira paixão, nunca ficou de lado. Logo, ela estava de volta, ensinando balé para crianças e forró, e construindo uma clientela de alunos particulares.

Entrou em uma companhia de dança, onde passava horas em ensaios que a faziam sentir o pulso da vida artística. Foi um período apertado financeiramente, mas transformador. 

A bordo do navio pela Ásia

Quando as contas não fechavam e a vida parecia pedir uma reviravolta, surgiu uma chance inesperada. Uma amiga mandou uma mensagem sobre uma vaga como professora de dança em um navio, e Erica soube, no instante em que leu, que essa era a oportunidade que estava esperando. Sem hesitar, preparou seu portfólio, fez a entrevista em inglês (um idioma no qual já estava confiante, graças ao amor por aprender novas línguas), e garantiu a vaga.

Em setembro de 2019, embarcou para o Japão e começou a trabalhar em um cruzeiro pela Ásia, onde ensinava dança de salão em inglês para o público chinês. Em seis meses, Erica se viu encantada pela experiência. 

Seu lema é claro: “Se não está bom, mude. E se estiver com medo, vá com medo mesmo.”

Além das aulas, aprendeu italiano e até namorou um italiano – e se dedicou tanto que hoje fala italiano melhor que inglês! A isso somam-se o francês e o espanhol que ela também domina.

Mas, como para muitos, a pandemia de Covid-19 mudou tudo, interrompendo o trabalho no navio e forçando seu retorno à casa dos pais. 

 

A pandemia num livro

A pandemia trouxe uma nova fase para sua vida. Após o fim do relacionamento com o italiano que conheceu no navio, ela começou a expressar suas emoções escrevendo crônicas e até fazendo cursos de escrita criativa.

Nesse processo, um encontro casual durante uma aula de acrobacia levou a uma conexão inesperada: ela foi convidada para um projeto de livro coletivo, onde compartilhou histórias sobre sua experiência no cruzeiro.

 Escreveu o capítulo intitulado “Welcome on board” no livro: “Todos a bordo”  sobre seu trabalho como “Dancing Maestro” mas, essa vivência transformadora foi um divisor de águas, e ela se sentiu inspirada ao ver como suas palavras podiam tocar outras pessoas.

Recomeço em Curitiba

Em meio ao recomeço, veio um novo convite: um amigo DJ que conhecera a bordo do navio a chamou para começar uma nova vida em Curitiba. Assim, com coragem e energia renovada, Erica deu mais um salto, rumo a uma nova etapa, em 2020. Cheia de entusiasmo, ela começou a dar aulas de dança online e fez uma formação em yoga.

No final de 2021, a vida lhe trouxe uma surpresa: reencontrou Whitney Alexander, uma pessoa que havia conhecido em um congresso de forró no dança do Rio de Janeiro hacia 5 anos. Juntos, decidiram se aventurar no circuito competitivo de dança, treinando intensamente.

Ela nos mostra que dançar é muito mais que movimento; é se reconectar, se encontrar e se abrir para o melhor de si.

Esse esforço valeu a pena: o par conquistou o Campeonato Nordestino de Forró e são bicampeões brasileiros de forró.

Com a visibilidade das competições, ela passou a ter mais espaço e alunos em Curitiba.

Método e espaço próprio

Após mergulhar em áreas como teatro, dança contemporânea e yoga, Erica trouxe todo esse repertório para transformar suas aulas de dança de salão em algo único. Ela optou por empreender com seu método no seu proprio espaço.

São turmas com até 14 alunos, para garantir um olhar afiado nas suas aulas de forró. Além de oferecer outros serviços como coreografia para casamento e condução para mulheres.

A abordagem holística de Erica inspira transformações profundas. Alunos relatam uma nova autoconfiança, maior consciência corporal e até o desejo renovado de viver a dança como expressão.

A seguir varios alunos relatam suas experiencias:

Andrés Payema

 “Para mim, a dança foi uma abertura para me expressar com mais confiança. A Erica não só melhorou minha técnica, mas também me ensinou a me conectar com quem danço. Fiz aulas particulares com ela e isso elevou meu nível e minha visão de futuro na dança.

Tive até a oportunidade de competir com ela na Dança das Estrelas em São Paulo, uma experiência incrível. Aprecio muito o trabalho que ela faz e sou realmente grato por essa jornada.”

Adriana Kaiser

“Sou psicóloga, e vejo a dança como uma prática essencial. Para mim, a dança não só movimenta o corpo e promove saúde, mas também é uma ferramenta poderosa para liberar as tensões da psique. É um processo holístico, onde não só o corpo se movimenta, mas também a mente e as emoções. Estou há três meses nas aulas com a Érica, e acredito que é algo extremamente importante para o bem-estar geral.”

Mário Pogria

“Estou fazendo aulas de dança com a Érica há quatro meses. Atualmente, estou focado no forró, e tenho descoberto que, além de aprender os passos, a dança me ensina sobre ritmo e conexão. A cada aula, desenvolvo uma nova percepção sobre o meu próprio ritmo e a interação com o parceiro. É realmente uma experiência transformadora.”

Yuri Garcia

“Eu sou o Yuri e comecei as aulas com a Érica em maio deste ano, sem nunca ter dançado nada antes. Aceitei o convite de um amigo e, desde então, não parei mais. A dança tem sido uma atividade incrível, que abriu espaço para conhecer novas pessoas e me aventurar em bailes, dançando até com desconhecidos. Tem sido uma experiência realmente divertida e enriquecedora.”

E o alcance de Erica vai além: ela ensina dança para pessoas cegas em seu espaço e faz um trabalho voluntário, ministrando aulas em um presídio feminino. Essas iniciativas, para ela, são mais que simples aulas de dança; são oportunidades de fortalecer autoconfiança, disciplina e, quem sabe, abrir novos caminhos para quem participa.

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Virada Sustentável abre inscrições para empreendedores e artistas inspiradores https://www.focandonopositivo.com.br/virada-sustentavel-abre-inscricoes-para-empreendedores-e-artistas-inspiradores/ https://www.focandonopositivo.com.br/virada-sustentavel-abre-inscricoes-para-empreendedores-e-artistas-inspiradores/#respond Thu, 01 Aug 2024 23:23:41 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=6190 A partir de 2 de agosto, a Virada Sustentável recebe inscrições de artistas, coletivos culturais, movimentos sociais, organizações e representantes do setor público e privado para integrar a programação do maior evento de sustentabilidade no país. Em 2024, a Virada Sustentável, acontecerá entre outubro e dezembro. Além das tradicionais edições em Manaus, Porto Alegre e […]

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A partir de 2 de agosto, a Virada Sustentável recebe inscrições de artistas, coletivos culturais, movimentos sociais, organizações e representantes do setor público e privado para integrar a programação do maior evento de sustentabilidade no país.

Em 2024, a Virada Sustentável, acontecerá entre outubro e dezembro. Além das tradicionais edições em Manaus, Porto Alegre e São Paulo, será realizada pela primeira vez em Curitiba.

A Virada Sustentável tem como objetivo apresentar uma visão positiva e inspiradora sobre a sustentabilidade e seus diferentes temas para a população, gerando reflexão e discussões a fim de promover um futuro sustentável e reforçando as redes de transformação e impacto social existentes em cada cidade.

O festival oferece atividades gratuitas em prol da conservação do meio ambiente. Virada sustentável Manaus 2023. Foto: divulgação

O Evento

A Virada Sustentável é um evento que oferece ao público uma programação cultural toda gratuita, sempre relacionada à sustentabilidade social, ambiental, cultural e econômica.

A edição deste ano partirá do conceito de acupuntura urbana, que prevê a requalificação dos espaços públicos por meio de intervenções locais. Com isso, intervenções visuais, musicais e cênicas ou performances serão realizadas em pontos de maior circulação de pessoas como estações de metrôs, ônibus, feiras livres, escolas, hospitais, praças e ruas e avenidas.

O objetivo, diz a organização do evento, é impactar e estimular a reflexão sobre sustentabilidade também por aqueles que normalmente não têm acesso a essas atividades.

A Chamada

De acordo com a organização do evento, a chamada prevê inscrições de atividades financiadas ou de adesão à programação. Interessados poderão submeter suas propostas por meio do formulário disponível no site oficial do evento.

Serão aceitas uma ou mais inscrições de atividades artísticas, formativas, ações e parceiros com um ou mais conteúdos que tratem de temas como consumo consciente, água, energias renováveis, biodiversidade, mudanças climáticas, mobilidade urbana, cidadania, diversidade, inclusão social, combate à pobreza, igualdade étnico-racial, equidade de gênero, saúde e bem-estar, entre outros.

Recicla Sampa. Foto: divulgação

O festival também busca voluntários para apoio na realização das atividades. 

Para André Palhano, cofundador da Virada Sustentável, cada vez mais é importante a aproximação de um número crescente de pessoas aos temas das agendas climática e ambiental para que haja um movimento positivo de toda a sociedade.

“Nossa ideia é levar as mensagens e reflexões sobre temas socioambientais de maneira mais leve para o público se sentir convidado a participar desta conversa tão urgente para o futuro da humanidade”, comenta Palhano.

Uma ampla rede de parceiros públicos e privados desenvolverá um programa relacionando temas de sustentabilidade às suas respectivas áreas de atuação, de modo a enfatizar a natureza sistêmica e transversal desses assuntos.

Fotos: divulgação

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Gravuras e murais de Poty ganham vida com realidade aumentada https://www.focandonopositivo.com.br/gravuras-e-murais-de-poty-ganham-vida-com-realidade-aumentada/ https://www.focandonopositivo.com.br/gravuras-e-murais-de-poty-ganham-vida-com-realidade-aumentada/#respond Sat, 15 Jun 2024 23:39:31 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=6036 O mundo da arte está entrando em uma nova era, marcada por avanços tecnológicos inovadores. Entre as tendências que estão revolucionando o cenário artístico, destacam-se a realidade aumentada (RA) e a inteligência artificial (IA). A realidade aumentada permite que os artistas tragam mais dinamismo às suas obras, proporcionando uma interação mais envolvente entre os projetos […]

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O mundo da arte está entrando em uma nova era, marcada por avanços tecnológicos inovadores. Entre as tendências que estão revolucionando o cenário artístico, destacam-se a realidade aumentada (RA) e a inteligência artificial (IA).

A realidade aumentada permite que os artistas tragam mais dinamismo às suas obras, proporcionando uma interação mais envolvente entre os projetos artísticos e o público.

Essa inovação pode ser vivenciada de perto na exposição “Poty Expandido” na CAIXA Cultural Curitiba. A mostra que incluí gravuras e murais celebra os 100 anos do nascimento do artista curitibano Poty Lazzarotto. A reportagem do Focando no positivo esteve presente e traz todos os detalhes para você.

A tecnologia permite um olhar aprofundado das gravuras e murais urbanos de Poty

A Tecnologia desperta o interesse

O Poty Lazzarotto, nascido hà um século,  gravador e muralista, jamais poderia imaginar que suas obras seriam contempladas em holografia, vídeo, mapeamento interativo, experiências imersivas com óculos 3D, ou realidade aumentada.

E é exatamente isso que você encontrará: com a realidade virtual nos óculos 3D apresentam três murais da cidade em uma experiência imersiva. Você poderá caminhar pelos monumentos em dimensôes reais e pode ampliar os detalhes que mais gostou.

Além disso, as artes em 3D  podem ser visualizadas por meio de QR codes ou filtros especiais no Instagram, que revelam camadas ocultas em RA.

A utilização da tecnologia é simples: basta apontar a câmera do celular para a pintura e a animação 3D surge imediatamente, criando o efeito de imagens “pulando” da tela.

Clique no vídeo e confira:

A experiência é impressionante e aumentou significativamente meu interesse pela exposição, incentivando-me a passar mais tempo na CAIXA Cultural Curitiba.

A RA transforma a forma como interagimos com as obras, tornando a experiência mais lúdica e criativa.

Atraindo a nova geração

A essência da mostra é ampliar o diálogo entre o público jovem, nativo digital, e a arte. A exposição promove uma imersão interativa, suportada pela tecnologia, que permite que as sutilezas das peças, gravuras e murais se expandam na percepção dos visitantes.

Clique no vídeo e confira:

A curadora Juliane Fuganti destaca que a exposição convida o público a mergulhar em diferentes meios e mídias tecnológicas combinadas às gravuras de Poty. E posso afirmar que a meta foi alcançada com sucesso.

Clique no vídeo e confira:

Além das obras de Poty, a exposição inclui o foto-documentário “Vagão do Armistício”, de Paulo Koehler, uma obra holográfica criada por Vivaldo Vieira Neto especialmente para a exposição, e um registro inédito em VHS, produzido por Carlos Henrique Túllio no início da década de 1990, mostrando Poty gravando uma placa de metal em ponta seca.

Não perca a oportunidade de vivenciar essa fusão de arte e tecnologia, redescobrindo a obra de Poty Lazzarotto através de um olhar contemporâneo e interativo

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Inovação urbana em destaque na Smart City Expo Curitiba 2024 https://www.focandonopositivo.com.br/inovacao-urbana-em-destaque-na-smart-city-expo-curitiba-2024/ https://www.focandonopositivo.com.br/inovacao-urbana-em-destaque-na-smart-city-expo-curitiba-2024/#respond Thu, 21 Mar 2024 13:27:55 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=5858 Curitiba capitál do Paraná é o centro internacional das discussões sobre as cidades inteligentes com a abertura da edição 2024 do Smart City Expo, no Centro de Eventos Positivo, no Parque Barigui. Até sexta-feira (22/3), especialistas em smart cities (cidades inteligentes), representantes das esferas pública e privada, do terceiro setor e os visitantes vão debater […]

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Curitiba capitál do Paraná é o centro internacional das discussões sobre as cidades inteligentes com a abertura da edição 2024 do Smart City Expo, no Centro de Eventos Positivo, no Parque Barigui.

Até sexta-feira (22/3), especialistas em smart cities (cidades inteligentes), representantes das esferas pública e privada, do terceiro setor e os visitantes vão debater e conhecer soluções inovadoras para a melhoria da vida urbana.

Comemoração dos 331 anos

O evento, que reúne congresso e feira e tem como tema Reinventando Cidades para Todos, faz parte das comemorações dos 331 anos da capital paranaense e está alinhado ao zelo da Prefeitura pela inovação.

O Smart City Expo Curitiba 2024 é organizado pelo hub curitibano iCities, com a chancela da Fira Barcelona, organizadora do principal Congresso Mundial de cidades inteligentes, o Smart City Expo World Congress e, tem apoio da Prefeitura de Curitiba, por meio da Secretaria de Administração, Gestão de Pessoal e Tecnologia da Informação (Smap), e do Vale do Pinhão.

Os ingressos para a área de exposições – que dão acesso às iniciativas da Prefeitura no fórum, a Smart Plaza Vale do Pinhão e a Experiência em Realidade Virtual – são gratuitos e podem ser adquiridos pelo site do evento, na categoria Visitante.

Smart Plaza

Coração do Smart City Expo Curitiba 2024, a Smart Plaza Vale do Pinhão vai compartilhar com os visitantes as inovações da Prefeitura e seus reconhecimentos internacionais. Entre as atrações, o público poderá ver e tirar fotos com o troféu internacional de Cidade Mais Inteligente do Mundo recebido por Curitiba no fim de 2023.

A Smart Plaza abre espaço para empresas, startups e instituições da cidade contarem suas experiências e será palco de lançamentos de projetos e programas que seguem o conceito da inovação curitibana.

Curitiba em realidade virtual

Também na área de exposições, Curitiba vai oferecer a experiência em realidade virtual O Rosto da Cidade Mais Inteligente do Mundo, em que os participantes vão “viajar” pela capital paranaense sem sair do lugar, em um tour para contemplar a paisagem em 360º.

Congresso

Na área do Congresso, palestrantes de diversos países vão compartilhar soluções para tornar comunidades, municípios, estados e países cada vez mais inteligentes,

Entre os destaque, estão: o artista urbano brasileiro Eduardo Kobra, o diretor executivo da Corporação da Oficina de Resiliência de Medelín (Colômbia), Santiago Uribe; a pesquisadora em inovação da Fab Lab Rita Wu; o CEO da Fira Barcelona International, Ricard Zapatero; a especialista em tecnologia na UN-Habitat, Lívia Schaeffer; o diretor de competitividade do Governo de Bogotá (Colômbia), Juan Felipe Penagos; e o gerente-geral de desenvolvimento corporativo de Santiago (Chile), Jaime Pilowsky.

Premiação e Camerata

O Smart City Expo Curitiba 2024 terá o inédito prêmio Smart City Expo Curitiba Brazilian Awards, que reconhece municípios que, assim como Curitiba, investem em projetos sustentáveis e inovadores.

A cerimônia de premiação será na quinta-feira (21/3), às 19h, no Teatro Positivo, seguida da apresentação da Camerata Antiqua de Curitiba e convidados especiais, sob a batuta do norte-americano Ira Levin, em um tributo à soprano greco-americana Maria Callas.

Haverá ônibus Hibribus gratuito para levar o público do Centro de Eventos no Parque Barigui até o Teatro Positivo, com saídas do Parque Barigui às 18h e às 18h30.

Ações ESG

Entre as novidades desta edição Smart City Expo Curitiba, está um conjunto de ações ESG (governança ambiental, social e corporativa) da organização do evento para torná-lo mais inclusivo, principalmente para pessoas com deficiência e neurodivergentes, além de estratégias de carbono e lixo zero.

Serviço:

Smart City Expo Curitiba 2024

Local: Centro de Eventos Positivo (Parque Barigui – Curitiba)

Data: de quarta (20/3) a sexta-feira (22/3)

Horário: das 9h às 19h

Ingressos no site Smart City Expo Curitiba 2024

Acompanhe o que acontece no Smart City Expo Curitiba 2024

Com informação e fotos da Prefeitura de Curitiba

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Caminho do vinho: turismo rural, renda e tradições https://www.focandonopositivo.com.br/caminho-do-vinho-turismo-rural-renda-e-tradicoes/ https://www.focandonopositivo.com.br/caminho-do-vinho-turismo-rural-renda-e-tradicoes/#respond Sun, 14 Jan 2024 22:51:06 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=5647 O turismo rural, além de proporcionar novas fontes de renda aos produtores rurais, tem um propósito implícito de valor inestimável: o resgate das tradições culturais locais. No cenário pitoresco do Caminho do Vinho em São José dos Pinhais, Paraná, essa missão ganha vida, narrando a saga de famílias italianas que, desde inícios do século XX, […]

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O turismo rural, além de proporcionar novas fontes de renda aos produtores rurais, tem um propósito implícito de valor inestimável: o resgate das tradições culturais locais.

No cenário pitoresco do Caminho do Vinho em São José dos Pinhais, Paraná, essa missão ganha vida, narrando a saga de famílias italianas que, desde inícios do século XX, desembarcaram em terras brasileiras e moldaram o cotidiano da região com árduo trabalho de adaptação e preservação de suas tradições.

A guia de turismo e sommelier, Rosana, descendente ítalo-polaca, compartilha a história de seus antepassados, enfatizando que “não se tinha nada”. Construir, plantar e criar animais eram não apenas meios de subsistência, mas rituais que permeavam o dia a dia, transmitindo-se de geração em geração.

Hoje, descendentes desses guerreiros italianos dedicam-se apaixonadamente à preservação da tradição da produção artesanal de vinho, comidas típicas, artesanato e folclore.

O Bus tour

O roteiro de turismo rural, conhecido como Caminho do Vinho, foi identificado como uma jóia turística em 1998, durante o Plano de Desenvolvimento Turístico de São José dos Pinhais.

A partir do emblemático Shopping Estação, os visitantes embarcam em um ônibus temático, guiados pela Rosana apaixonada pelo turismo rural e vinhos. O trajeto, repleto de paisagens exuberantes, cria o pano de fundo para a imersão na história de italianos e poloneses na região.

O Caminho do Vinho, Colônia Mergulhão, abriga atualmente 34 propriedades rurais envolvidas em diversas atividades, desde vinícolas até restaurantes, chácaras de eventos, minhocário, pesque-pague, pousadas e artesanato.

Essas propriedades preservam edificações típicas da colonização italiana, consideradas de valor histórico e ainda utilizadas como residências de famílias tradicionais, como Bortolan, Hungaro, Daldin, Juliatto e Pissaia.

Cada parada ao longo do caminho revela uma faceta única da cultura italiana.

Politano

Na vinícola Politano, a tradição da produção de vinhos é compartilhada com detalhes, desde as parreiras que produzem uvas até o processo produtivo, com degustação incluída.

Rosana disse que David Pissaia começou sua produção de vinhos na Colônia Mergulhão só para conhecidos, em 1958. Passando a tradição de produzir vinhos a Dirceu que assinou a seus filhos Diogo e Rochelle, ela cursou enologia em Bento Gonçalves-RS e vem acrescentando ainda mais experiência aos rótulos da família.

Na propriedade conseguimos ver parreiras que ainda produzem uvas. Explicou que a região hoje não é muito propícia ao plantio por problemas como clima e a praga filoxera. Por isso a maioria da uva para seus vinhos vem de Bituruna PR e Caxias do Sul RS.

A capacidade da vinícola é de 35 mil litros de vinhos, Bordo e Niágara no vinho de mesa e a linha Ipê de vinhos finos em menor escala.

Além disso, apresentou a Salumeria Politano. Disse que são a primeira agroindústria familiar de embutidos a adquirir o registro em São José dos Pinhais PR.

Ao longo do tempo, Dirceu Pissaia inovou o produto e criou o salame de pernil temperado com vinho nas versões tradicional, com azeitona, queijo e pimenta calabresa. Entre as linguiças, destaca-se a com tempero acentuado no alho.

Os visitantes nos deliciamos com os diferentes tipos de salame.

Os Juliatto

Seguidamente passamos a conhecer a vinícola da família Juliatto que há mais de 100 anos, produz vinhos na Colônia Mergulhão. Vinda da região de Veneto, na Itália, os irmãos Paulo, Luciano e Ernesto Juliatto continuaram com a tradição e passaram para seus filhos, que, hoje administram a vinícola.

Os vinhos dos Irmãos Juliatto, que ficam na casa 3797, são produzidos com uvas da Serra Gaúcha.

A vinícola tem um grande barril de vinho e uma carroça, parada obrigatória dos turistas para registrar com fotos a passagem pelo Caminho do Vinho.

Os Vinhos do Italiano

Outra parada foi nos Vinhos do Italiano. Vindo da Sicilia, na Itália, Mario Belino passou a tradição de produzir vinhos e a administração da vinícola para seus três filhos, que estão à frente das quatro lojas da família.

Há 20 anos, a família produz vinhos com a uva produzida no Parreiral Bellino, dentro de uma fazenda em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. 

Vô Vito

Desde 1877, compartilha a arte da produção caseira de vinhos tinto e branco, proporcionando uma experiência autêntica.

A vinícola produz vinhos tinto (Bordô) e vinhos branco (Niágara), nas opções seco e suave.  Além dos vinhos, o espaço oferece produtos coloniais, como queijos, salames e doces em conserva.

Morangos

Para quem busca o contato com a natureza, produtos naturais e saudáveis, está: Só Morangos Colha e Pague.

Na entrada do plantio a pessoa recebe uma caixinha para fazer a colheita dos morangos. Cada adulto deve colher pelo menos 700 gramas de morango e pode experimentar até 2 morangos. Já as crianças de zero a 4 anos podem acompanhar adultos de forma gratuita e crianças de 5 a 9 anos devem colher pelo menos 300 gramas de morango.

O cliente também pode comprar caixinhas de 1kg ou 500 gramas de morango direto na loja.

O empreendimento vende geleias de morango, suspiro e espetinho de morango com chocolate e outros derivados da fruta.

Também existe a possibilidade de degustar morangos à vontade, por um preço fixo.

De outubro a março os clientes podem fazer colheita de terça a domingo.

De abril a setembro, devido ao clima, pode abrir aos fins de semana, dependendo da quantidade de morangos na estufa.

Nesse roteiro encantador, o turismo rural não é apenas uma jornada, mas uma celebração vibrante da cultura italiana, onde cada parada é uma oportunidade de se perder na riqueza histórica e culinária que permeia essas terras abençoadas.

O Caminho do Vinho não é apenas um trajeto; é uma viagem ao coração da tradição italiana, uma experiência que enche os sentidos e alimenta a alma.

Fotos: Dulce Maria Rodriguez e Caminho do vinho

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Curitiba (PR) recebeu o troféu de uma das sete Comunidades Mais Inteligentes do Mundo em 2023, reconhecimento do Intelligent Community Forum (ICF – Fórum de Comunidades Inteligentes). Este é o terceiro ano consecutivo que a capital paranaense é a única cidade da América do Sul selecionada para o Top 7.

A premiação foi entregue durante o ICF Global Summit 2023, realizado em Nova Iorque (Estados Unidos).

“Ano após ano, temos mostrado como Curitiba se diferencia das demais cidades, sendo pioneira em serviços que estimulam o pensamento inovador como caminho para o futuro. Somos cidade e comunidade inteligente, que sabe que a inovação só vale quando ela se transforma em processo social”, comemorou o prefeito Rafael Greca.

Representando Greca, o presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, Dario Paixão, recebeu o troféu durante a cerimônia de entrega.

TOP 7

As 7 principais comunidades inteligentes de 2023 são:

  • Cidade inteligente de Binh Duong, Vietnã
  • Coral Gables, Flórida, EUA
  • Curitiba, Paraná, Brasil
  • Região de Durham, Ontário, Canadá
  • Grande Geelong, Victoria, Austrália
  • Hilliard, Ohio, EUA
  • Costa do Sol, Queensland, Austrália

Segundo o ICF, as comunidades mais inteligentes do mundo representam modelos de transformação econômica e social no século 21.

Exemplificam as melhores práticas em implantação e uso de banda larga, desenvolvimento da força de trabalho, inovação, inclusão digital e defesa que oferecem lições para regiões, cidades e vilas em todo o mundo, traçando novos caminhos para a prosperidade duradoura de seus cidadãos, empresas e instituições.

Méritos

O cofundador do ICF, Louis Zacharilla disse durante o evento “o grupo de 2023 é talvez o grupo mais maduro e diversificado de comunidades Top7 que tivemos no programa ICF Awards. A maioria trabalha há anos nos seus programas digitais e de aceleração e obteve progressos históricos para as suas nações”.

Sobre Curitiba  a ICF destacou seu compromisso de aceitar apenas empregadores não poluentes e o desenvolvimento de um espaço industrial repleto de espaços verdes a tornaram uma das cidades mais sustentáveis ​​do Brasil e um destino atraente para empresas inovadoras e talentos de ponta.

Hoje, a água potável chega a 100% e o saneamento a 93% da população, e a cidade oferece uma gama de serviços ainda raros em nações de mercados emergentes: redes municipais de saúde, educação e creches, bibliotecas de bairro e instalações desportivas e culturais perto de terminais de transporte de massa .

Mais de 25% dos seus trabalhadores trabalham em empresas de alta tecnologia e esse número continua  crescendo.

A cidade também desenvolveu o impressionante programa Fala Curitiba, impulsionando o envolvimento cívico de todos os seus 75 bairros e envolvendo os cidadãos na elaboração de orçamentos e planos de desenvolvimento.

O Fala Curitiba, criado em 2017 e com 88,8 mil participações em 2023, entre reuniões presenciais, formulários online e preenchidos no Fala Curitiba Móvel e o programa de educação e conscientização de preservação do meio ambiente da Família Folhas

Curitiba continua expandindo um nível já robusto de conectividade para sua população, ao se tornar a cidade com maior penetração 5G em todo o Brasil.

Processo classificatório

 Na primeira fase, seleciona as 21 comunidades – bairros, cidades, regiões ou estados – mais inteligentes do mundo.

Na sequência, uma nova rodada de avaliações afunila para o Top7, que este ano foi anunciado na segunda quinzena de junho e seguiu para a fase final, com análises quantitativas, qualitativas e visitas aos locais.

Nos dias 28 e 29 de agosto, o auditor do ICF Doug McCollough esteve em Curitiba para fazer sua avaliação para a premiação do Intelligent Community Forum e foi recebido pelo prefeito Rafael Greca que, ao lado da primeira-dama Margarita Sansone, apresentou alguns dos projetos curitibanos que colocaram a cidade em destaque como comunidade inteligente global.

Em dois dias de agenda intensa, McCollough conheceu projetos e programas municipais que contribuem para tornar Curitiba referência em “Comunidade Inteligente”: visitou a Pirâmide Solar de Curitiba; a construção do Bairro Novo do Caximba; o coworking público Worktiba; o Cine Passeio; a Muralha Digital; a Fazenda Urbana e os Jardins de Mel; as Ruas da Cidadania; um dos nove Espaços Empreendedor; o Fab Lab do Cajuru; um Farol do Saber Inovação; o projeto Empregotech 40+.

Também conversou com a população e conheceu atores do ecossistema de inovação curitibano, o Vale do Pinhão, como a startup unicórnio madeiramadeira, a aceleradora Habitat Senai, o Lactec e a Fundação Araucária, e do Centro de Realidade Estendida da PUCPR.

McCollough e a esposa, Angela, visitaram, ainda, pontos turísticos da cidade, como o Bosque do Papa, Memorial Polonês, Memorial Paranista, Ópera de Arame, Parque Tanguá, Museu do Olho, Mercado Municipal, Jardim Botânico.

Fotos: Prefeitura de Curitiba

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Calçadas de Curitiba a arte sob os nossos pés https://www.focandonopositivo.com.br/calcadas-de-curitiba-a-arte-sob-os-nossos-pes/ https://www.focandonopositivo.com.br/calcadas-de-curitiba-a-arte-sob-os-nossos-pes/#respond Tue, 14 Jun 2022 20:00:43 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=2088 Quem visita Curitiba tem o prazer de caminhar nas longas calçadas cheias de recortes de pedrinhas e uma espécie de quebra cabeças preto e branco. Estas são as calçadas petit-pavé, também conhecido como mosaico português. Umas verdadeiras obras de arte sob os nossos pés. Além do charme que elas dão à cidade, os desenhos que […]

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Quem visita Curitiba tem o prazer de caminhar nas longas calçadas cheias de recortes de pedrinhas e uma espécie de quebra cabeças preto e branco. Estas são as calçadas petit-pavé, também conhecido como mosaico português. Umas verdadeiras obras de arte sob os nossos pés.

Além do charme que elas dão à cidade, os desenhos que os curitibanos e turistas pisam têm muitas histórias, arte, cultura e o talento de pessoas. Assentadas por mestres calceteiros de várias épocas, o trabalho artesanal e milenar resiste o passar dos anos.

As calçadas foram criadas pelo artista do Movimento Paranista Lange de Morretes no começo do século 20, quando vários artistas do velho continente vieram para as ex-colônias de Portugal e trouxeram a técnica dos mosaicos portugueses com basalto e calcário que é preservada até hoje.

O Movimento Paranista foi uma proposta estética regional, concebida para valorizar a identidade paranaense por meio de elementos que simbolizassem a singularidade do Paraná nas artes. O pinheiro (o principal deles), o pinhão, a erva-mate, a onça e a gralha azul estavam entre eles.

As calçadas de mosaico português ou petit-pavé são a identidade do Centro de Curitiba.Praça Osório. Foto: Dulce Maria Rodriguez

O mestre revela o secredo da técnica

Na Rua Voluntários da Pátria, no Centro, no ano de 2019 as mãos caprichosas dos irmãos e mestres dos mosaicos portugueses Sebastião e José de Souza têm reconstruído o petit-pavé que fizeram na mesma via há quase 50 anos. Um dos primeiros e dos muitos trabalhos feitos pelos irmãos na capital paranaense.

O segredo da técnica segundo Sebastião começa já na inspeção da qualidade da pedra, que deve ser bem cortada e com as dimensões de uma caixinha de fósforos. O tamanho menor deixa o mosaico mais bonito. A quantidade e o peso do que vai passar por cima da calçada conta também.

O preparo do terreno é igualmente importante: deve-se retirar uma camada de até oito centímetros de terra. Depois, medir o caimento do lugar, que deve ser proporcional à metragem. Antes de despejar a massa feita de areia e cimento, é preciso mexer, espalhar e nivelar.

O bom calceteiro vê com as mãos. Só pelo tato ele sabe qual das seis faces da pedra encaixará melhor. Foto: Daniel Castellano / SMCS

Aí entram as pedras. Para fazer os desenhos como os de pinhão e motivos indígenas, as pedras devem ser posicionadas sobre a base. “A colocação é sempre de fora da forma para dentro.” Cada pedra é encaixada seguindo o desenho definido pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), responsável pelos projetos.

Para um metro quadrado de calçada de petit-pavé, os calceteiros usam entre 300 e 350 pedras, dependendo do desenho. “Por dia dá pra fazer uns 6 metros quadrados”, contou Sebastião para o portal XV Curitiba.

Uma a uma, o calceteiro escolhe pelo toque o lado da pedra que fica voltado para cima, onde o pedestre vai pisar. Se não der o encaixe, é preciso preparar a pedra antes de assentá-la. 

A técnica trazida por imigrantes no início do século 20, no Curitiba ganhaou desenhos art déco e art nouveau. Rua XV de Novembro. Foto: Dulce Maria Rodriguez

Ainda tem o fato de a mão não poder parar. Isso mesmo. Entre fixar uma pedra e procurar pela próxima, o martelinho continua. Do contrário, o ritmo vai por água abaixo.

Depois de terminar o trecho, o acabamento se dá por duas ou três camadas de massa de areia e cimento para os rejuntes. Entre uma e outra, a área é molhada e tudo é emparelhado com o soquete de madeira. “Esse é o momento de consertar as costas”, brinca .

O Movimento Paranista foi uma proposta estética regional criado por artistas e como Lange de Morretes, Domingos Nascimento, Romário Martins, Zaco Paraná e João Turin. Rua Monsenhor Celso. Foto: Dulce Maria Rodriguez

Onde encontrar na cidade?

Por toda a cidade é possível encontrar os diferentes desenhos das calçadas, mas principalmente no Centro e próximo aos pontos turísticos, você encontra com mais facilidade.

Próximo à Praça Tiradentes, você encontra calçadas com desenhos modernistas, com motivos geométricos criados pelo arquiteto Osvaldo Navaro.

Para se ter uma ideia da complexidade do petit-pavé, eis aqui alguns números: cada m² bem-feito precisa de 250 a 300 pedras. Rua da UFP. Foto: Dulce Maria Rodriguez

Já na Praça Osório, as calçadas curitibanas tornam-se um charme, desenhadas com pinhões nas laterais e desenhos com linhas sinuosas que fazem parte do movimento art nouveau. É o desenho mais clássico e muito amado pelos curitibanos.

Ao lado do Teatro Guaíra você encontra as lindas ondas do mar e próximo a qualquer parque você consegue pisar nos desenhos de Araucárias e indígenas que circulam pela cidade.

Curitiba é cheia de arte. Foto: divulgação

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