Arquivos Culinária - Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/tag/culinaria/ A coragem de enxergar diferente Sat, 17 Jan 2026 16:24:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://www.focandonopositivo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/cropped-focando-no-positive_lente-32x32.png Arquivos Culinária - Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/tag/culinaria/ 32 32 195204525 A Hallaca na vida dos imigrantes venezuelanos https://www.focandonopositivo.com.br/a-hallaca-na-vida-dos-imigrantes-venezuelanos/ https://www.focandonopositivo.com.br/a-hallaca-na-vida-dos-imigrantes-venezuelanos/#respond Tue, 16 Dec 2025 19:02:19 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=6620 O Natal sempre foi uma época mágica para mim e para a minha família. É um momento de reunir todo mundo e reviver aquelas tradições que fazem a festa ser única. E, uma das mais esperadas – e que sempre traz uma sensação de nostalgia – é a preparação das hallacas. Para nós, venezuelanos, as […]

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O Natal sempre foi uma época mágica para mim e para a minha família. É um momento de reunir todo mundo e reviver aquelas tradições que fazem a festa ser única. E, uma das mais esperadas – e que sempre traz uma sensação de nostalgia – é a preparação das hallacas.

Para nós, venezuelanos, as hallacas são muito mais do que um prato natalino delicioso. Elas representam família, união, amor e aquele pedacinho de casa que carregamos conosco, onde quer que estejamos.

Agora, como imigrantes, as hallacas, se tornaram ainda mais significativas. Neste Natal, não seria a mesma coisa sem envolver nossos amigos nesse processo. Convidamos João Rodrigues, Fernanda Bueno, Rodrigo Lara e Jhon Michell para nos ajudar.

Foi lindo ver como, ao participar da preparação, todos foram se conectando com a nossa cultura e com o verdadeiro significado dessa tradição. Jhon, que também é venezuelano, teve a oportunidade de reviver lembranças da sua infância e destacar em modo piada, que a hierarquia na linha de produção das hallacas sempre obedece à sabedoria dos mais velhos. As crianças ficam responsáveis por lavar as folhas de bananeira, enquanto a avó cuida do mais importante: o preparo do guiso, o coração da hallaca

Cada um tem sua tarefa

Como bem lembrou Jhon, na preparação da hallaca cada persona tem uma tarefa. Para fazer a experiência divertida nesta vez, cada pessoa do grupo passou pelas diferentes etapas entre risadas, frios, cervejas e vinhos.

O processo começa ao estender delicadamente uma porção da massa de milho sobre uma folha de bananeira. A massa recebe um toque especial, temperada com caldo de frango e pigmentada com páprica, resultando em um sabor delicioso.

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Sobre essa camada de massa, é adicionado o recheio (guizo), que é o verdadeiro coração da hallaca. Ele é cuidadosamente preparado com uma mistura de carne de boi e porco, vinho tinto, rapadura de açúcar, cheiro-verde, alcaparras, páprica, cebola, cebolinha, pimenta, cominho e pimentão. Cada ingrediente é escolhido com carinho, para garantir que o sabor seja harmonioso e irresistível.

Esse processo é feito com muito amor e antecedência, para que os sabores possam se misturar e amadurecer, criando uma combinação perfeita que vai encantar todos os paladares.

Diego Payema no corte dos vegetais para o guizo

Quando tudo está pronto, a mistura é habilidosamente envolvida nas folhas de bananeira, criando aquele formato tradicional que todos reconhecem. E, para garantir que tudo fique no lugar durante o cozimento, as hallacas são amarradas com barbante, prontinhas para serem mergulhadas em uma grande panela com água fervente.

O aroma que se espalha pela casa enquanto elas cozinham é indescritível – é o cheiro da tradição, da união e do amor que preenche cada pedaço dessa receita.

Andrés ensinando João a amarrar a hallaca

E, claro, as hallacas também representam a generosidade. Tradicionalmente, fazemos muitas para poder dividir com os amigos e a família, e até com os vizinhos. Isso reflete o espírito de Natal para nós: o amor, a amizade e a ideia de dar sem esperar nada em troca.

Andrés Payema, Rodrigo Lara, João Rodrigues, Fernanda Bueno e Jhon Michell

Se você tiver a oportunidade de provar uma hallaca, saiba que vai saborear uma comida deliciosa e vivenciar o resultado de uma tradição que atravessa gerações. É como dar um abraço apertado, mesmo que sem palavras.

E, no final das contas, é isso que o Natal é sobre: união, carinho e a troca de momentos inesquecíveis.

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Feliz Natal !

Vídeo: Jhon Michel

Fotos: @dulce_rodriguez_jornalista

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Hallaca venezuelana: sabor, tradição e afeto compartilhado com amigos https://www.focandonopositivo.com.br/hallaca-venezuelana-sabor-tradicao-e-afeto-compartilhado-com-amigos/ https://www.focandonopositivo.com.br/hallaca-venezuelana-sabor-tradicao-e-afeto-compartilhado-com-amigos/#respond Mon, 04 Dec 2023 21:29:38 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=5524 Para nós, venezuelanos, dezembro é sinônimo do aroma inconfundível das ‘Hallacas’. Elas são as estrelas das celebrações natalinas e de Ano Novo. Em todos os lares, independentemente de serem simples ou luxuosos, lá estão elas – as Hallacas – prato típico e essencial nessas comemorações. O momento mais marcante é o processo de preparo das […]

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Para nós, venezuelanos, dezembro é sinônimo do aroma inconfundível das ‘Hallacas’. Elas são as estrelas das celebrações natalinas e de Ano Novo. Em todos os lares, independentemente de serem simples ou luxuosos, lá estão elas – as Hallacas – prato típico e essencial nessas comemorações.

O momento mais marcante é o processo de preparo das Hallacas. Especialmente para nós, imigrantes que estamos longe de nossas famílias, essa tradição nos faz reviver memórias e sentimentos.

Com meus filhos Andrés e Diego, já mergulhei cinco vezes na aventura de preparar as Hallacas aqui no Brasil. 

Desta vez, em Curitiba, algo muito especial aconteceu: contamos com a valiosa ajuda e participação de três amigos incríveis – Lara Fernanda De Lima, Dixon Mejia e Ronaldo Wenceslau.

Tradição longe de casa

Foi um momento mágico! Eu, meio que assumi o papel da minha avó, compartilhando os segredos e técnicas dessa arte culinária com eles.

O mais incrível foi ver como cada um se envolveu intensamente. Entre uma etapa e outra do processo, tivemos risadas, histórias compartilhadas, e é claro, um vinho para dar o toque de celebração.

Ronaldo, Andrés e Diego cuidaram com dedicação das folhas de bananeira, garantindo a higiene e secagem. Dixon e eu ficamos responsáveis pelo corte dos vegetais, enquanto Lara se destacou como especialista em amarrar as Hallacas.

Enquanto o trabalho acontecia, as gargalhadas ecoavam e a música enchia o ambiente. A Gaita, típica do Natal venezuelano, foi a trilha sonora principal, mas também curtimos forró e bachata.

E claro, houve momentos de dança e cantoria, afinal, a Lara, Dixon e meu filho Andrés são dançarinos excepcionais.

Ronaldo Wenceslau espalheu a massa e adicionado o recheio no centro
A Lara dobrou habilmente a folha de bananeira
Para Dulce Maria Rodriguez manter viva sua tradição natalina, mesmo longe de casa, é uma experiência indescritível

A melhor receita é da minha mãe

A receita da Hallaca é um verdadeiro tesouro das famílias e os filhos costumam dizer: “A melhor Hallaca é da minha mãe”.

O processo começa ao estender delicadamente uma porção da massa de milho sobre uma folha de bananeira. A massa recebe um toque especial, temperada com caldo de frango e pigmentada com páprica, resultando em um sabor delicioso.

Sobre essa camada, é adicionado o recheio, cuidadosamente preparado com carne de boi e porco, vinho tinto, rapadura de açúcar, cheiro-verde, alcaparras, páprica, cebola, cebolinha, pimenta, cominho e pimentão.

Todo esse processo é realizado com carinho e antecedência, permitindo que os sabores se misturem e realcem durante o preparo final.

Dixon que é venezuelano, se sentiu como em casa, acho que até bateu saudade da sua mãe

A mistura é habilmente envolvida nas folhas de bananeira e delicadamente amarrada com barbante, ficando pronta para ser fervida em uma grande panela com água.

É assim que preparamos nossa receita especial, repleta não apenas de sabor, mas também de memórias que nos aquecem o coração.

Construindo memorias

Ronaldo expressou orgulho ao afirmar que ele e Lara prepararam as Hallacas como verdadeiros ‘venezuelanos raiz’. 

Sou imensamente grata a eles por tornarem essa jornada muito além do especial.

Manter viva a nossa tradição natalina mesmo longe de casa é uma experiência indescritível! É como trazer um pequeno pedaço do nosso lar e da nossa família para mais perto, ajudando a aliviar a saudade.

Foi como um festim de emoções. Esses momentos compartilhados entre amigos se tornaram, sem dúvida, preciosas memórias que guardaremos com muito carinho

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Da floresta aos céus: o pirarucu conquista voos Internacionais https://www.focandonopositivo.com.br/da-floresta-aos-ceus-o-pirarucu-conquista-voos-internacionais/ https://www.focandonopositivo.com.br/da-floresta-aos-ceus-o-pirarucu-conquista-voos-internacionais/#respond Sun, 06 Aug 2023 22:22:45 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=4776 A estrela da culinária amazonense, o filé de pirarucu, vai estar presente em novos destinos a bordo de voos internacionais. A companhia aérea Latam anunciou que, a partir deste mês de agosto, o prato amazonense integrará o cardápio das refeições. De acordo com dados da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur), nas pesquisas realizadas pelo órgão, […]

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A estrela da culinária amazonense, o filé de pirarucu, vai estar presente em novos destinos a bordo de voos internacionais. A companhia aérea Latam anunciou que, a partir deste mês de agosto, o prato amazonense integrará o cardápio das refeições.

De acordo com dados da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur), nas pesquisas realizadas pelo órgão, a culinária amazonense alcança 95% de aprovação entre os turistas.

O prato amazonense acaba de estrear no cardápio e é servido em todas as cabines e decolagens do Brasil nos voos internacionais com mais de sete horas de duração.

O prato "Amazônia Encantada", assinada pela chef Débora Shornik, foi a escolhida pela LATAM para o terceiro capítulo do programa “Sabor à Brasileira”. Foto: Bruno Vatanabe

Amazônia  Encantada

Batizado de “Amazônia Encantada” o prato tem como destaque o pirarucu grelhado, servido com legumes da estação, feijão manteiguinha, creme especial e farofa de especiarias amazônicas.

O prato é assinado pela chef Débora Shornik, uma paulista apaixonada pelo Amazonas, que está à frente do Caxiri, icônico estabelecimento que tem a vista privilegiada do Teatro Amazonas, no Centro da capital Manaus. 

A chef também é responsável pelo cardápio do restaurante flutuante Flor do Luar, em Novo Airão (a 115 quilômetros de Manaus), e serve culinária amazônica com ingredientes orgânicos de famílias produtoras, além de peixes locais como pirarucu, tambaqui e matrinxã.

Ambos estabelecimentos são regularizados no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), do Ministério do Turismo, operado no estado pela Amazonastur. 

Escolhida pela LATAM para representar a região Norte do Brasil, a chef Débora Shornik é nascida e criada em São Paulo, mas encontrou na Amazônia o seu lugar para viver. Foto:Bruno Vatanabe

Sabor à brasileira

Desde o início do ano, a companhia aérea informa que tem empoderado chefs mulheres de diferentes regiões do Brasil por meio de seu programa “Sabor à Brasileira”.

Conforme a Latam, a “Amazônia Encantada” da chef Débora Shornik é o terceiro capítulo da série “Sabor à Brasileira”, o programa da companhia para voos internacionais que fortalece o seu caráter diverso, inclusivo e multicultural.

No caso do Brasil, reforça a sua brasilidade e está vinculado diretamente ao “Sem Fronteiras”, a assinatura de marca da companhia. A série apresenta um novo prato signature a cada três meses, sempre assinado por uma chef de uma região do Brasil.

Foto: Bruno Vatanabe

“Fico muito orgulhoso de anunciar a terceira chef deste projeto tão especial, que além de abrir espaço para mulheres fantásticas, está sendo muito bem recebido pelos nossos passageiros”, destacou o vice-presidente de Clientes do Latam Airlines Group, Paulo Miranda. 

O presidente da Amazonastur, Gustavo Sampaio, comemorou a projeção da culinária amazonense, por meio dos voos internacionais da Latam. 

“Sabor único. Quem prova um prato do Amazonas, um peixe nosso, nunca mais esquece, pois é uma culinária ancestral e de interesse dos turistas que nos procuram. O resultado é a aprovação da culinária amazonense que chega a 95%, o que é muito expressivo. Para nós é motivo de orgulho ter essa parceria com a Latam, a ponto de escolherem um prato tão emblemático da nossa culinária para compor o cardápio”, disse o presidente.

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Manaus 353 anos: conheça a cidade através dos olhos de uma imigrante venezuelana https://www.focandonopositivo.com.br/manaus-353-anos-conheca-a-cidade-atraves-dos-olhos-de-uma-imigrante-venezuelana/ https://www.focandonopositivo.com.br/manaus-353-anos-conheca-a-cidade-atraves-dos-olhos-de-uma-imigrante-venezuelana/#respond Mon, 24 Oct 2022 21:28:19 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=2829 Manaus comemora 353 anos nesta segunda-feira (24). Como forma de celebrar a data, uma imigrante venezuelana que por sinal é a criadora de Focando no positivo, narra como é a cidade a traves das vivencias delas para que você conheça mais sobre a capital do Amazonas, seu povo, culinária e costumes, confira: Quando cheguei em […]

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Manaus comemora 353 anos nesta segunda-feira (24). Como forma de celebrar a data, uma imigrante venezuelana que por sinal é a criadora de Focando no positivo, narra como é a cidade a traves das vivencias delas para que você conheça mais sobre a capital do Amazonas, seu povo, culinária e costumes, confira:

Quando cheguei em Manaus há 5 anos o primeiro que me impactou foi seu clima. Era agosto e faziam 42º, com sensação térmica de 48°, me sentia sufocada e o suor pingava pelo meu corpo sem me movimentar. As ruas ardiam, era fogo que nem o deserto.

Depois descobri que as pessoas são acolhedoras, alegres e positivas. Sempre perguntam: Todo bem? E eu não tinha como responder que não. O jeito deles é relaxado e brincalhão. Parece que ninguém está com problemas. 

No trabalho fazem o que se pode o mínimo indispensável, nada de estresse com a perfeição, tempo de entrega ou pontualidade nos agendamentos, o normal é chegar uma hora depois do combinado, principalmente se tiver muitas pessoas envolvidas no evento.

A solidariedade é outra das caraterísticas dos manauaras. Em todos os escritórios, organismos públicos e mesmo em casas de família, sempre vão te oferecer água, biscoitos, torradas ou café que se produz no Brasil em grandes quantidades. 

É comum se conhecer alguém, bater um papo, falar “a gente se vê, vamos combinar, tá?”, e nem trocar telefone. 

Rua Bernardo Ramos a primeira rua de Manaus

O clima também define seu jeito de vestir e penteado. Chinelos e bermudas de diferentes cores, modelos e tecidos estão em moda para qualquer ocasião.

Comum também é sair de roupas de esportes, mas sem a intenção de praticar esporte. Os homens costumam vestir a camiseta da equipe de futebol pela que torcem, chinelos e bermudas, quase sempre!.

As mulheres vão de short ou vestido e chinelos. Não adianta fazer a escova no cabelo, porque ao sair de casa o cabelo fica molhado.  Pois é! ainda isso fica difícil para mim que estava acostumada a morar em uma cidade de 24º, minha Caracas, a capital da Venezuela.

O pôr do sol em Manaus é lindo. Se mistura o vermelho com o amarelo e resulta em uma obra de arte.

Tanta coisa para se fazer na Ponta Negra, mas confesso que o meu favorito é ir no fim de tarde ver o por do sol maravilhoso de Manaus! Super recomendo!

Ponta negra

Enchente e seca

Todo ano, com o degelo nos Andes e a estação das chuvas na região Amazônica, o nível do rio sobe vários metros, alcançando sua máxima entre os meses de junho e julho. O pico coincide com o “verão amazônico”. O nível do rio abaixa até meados de novembro, quando novamente inicia o ciclo da cheia. 

Esses ciclos afeitam a vida das populações ribeirinhas e dos mais pobres. Na cheia, quando os rios sobem até 15 metros acima do nível normal, as casas ficam alagadas e a taxa de captura de peixe (principal alimento deles) é 73% menor em relação ao período de seca, além disso perdem suas casas e plantações.

Na cidade Manaus, a vida acontece sobre pontes de madeira e um fedor insuportável.

Na seca, se prejudica a navegação e abastecimento de itens básicos. Onde passava o rio pode se observar muita terra e lama. Para a população amazonense até é normal.

Eu fico muito preocupada e me preguntando como podem viver assim, perdendo tudo cada ano. Acho que tem que haver algum jeito para que possam se preparar para esses eventos, tanto de cheia quanto de seca, para que  conviver com eles não seja tão sofrido.

Culinária

Dito isso, tenho que fazer destaque da culinária manauara porque acho muito gostosa e principalmente saudável. É uma das caraterísticas da região que me apaixonam. O tambaqui de banda, a costela de pirarucu, caldeirada de peixe e tacacá, são meus pratos preferidos. Tenho que admitir que adoro peixe.

Em Manaus, não tem o conceito de refeição com entrada, prato principal e sobremesa separados. Em geral se faz um prato com todo: arroz, feijão, carne, farofa e macarrão. Daí, eles acabam comendo uma mistura de tudo.

Tambaqui de banda
Açai

Não tem como não gostar das frutas que são antioxidantes e fartas em vitaminas para manter o sistema imunológico ótimo.

Foi amor à primeira vista com o açaí, cupuaçu, tucumã, taperebá, graviola e buriti. Sobre o abacaxi tenho que admitir que realmente é o mais doce do mundo.  

Não posso deixar de mencionar o Guaraná que ganhou recentemente a denominação de origem.

Costela de pirarucu
Castanhas

Também amo as castanhas, importantes para mim por conterem grandes quantidades de gorduras insaturadas e poli-insaturadas com ação antioxidante.

Dessa forma, além de diminuírem meu colesterol ruim, elas atuam na prevenção da hipertensão, que às vezes me atrapalha

Esporte, religião e música

Outras coisas que chamaram a minha atenção são que todo mundo torce para um time, de perto ou de longe. O futebol é quase religião e cada time uma capela. As bandeiras das equipes de outros estados são vendidas nas principais ruas nos dias de jogo.

Sempre tem um pastor ou padre falando na televisão ou na rádio. Os templos parecem com clubes sociais e todas as pessoas pertencem a uma religião. Tem no mínimo três igrejas ou templos por rua, mas o centro está lotado de indigentes, precisando de ajuda.

O Teatro Amazonas e algumas casas do centro da cidade são verdadeiras joias arquitetônicas, porém os manauaras nem ligam para isso. No que diz respeito com a música, tem a incrível Orquestra Filarmónica e Amazonas Jazz Band, que antes da pandemia ofereciam concertos semanais de graça, mas, infelizmente muitas cadeiras ficavam sem ninguém.

Eu me confesso apreciadora destas orquestras e dou meus parabéns pela qualidade da sua música. Elas apresentam a música clássica, com arranjos contemporâneos e dando destaque a novos compositores. Porém observo que em qualquer lugar tem música ao vivo e os bares estão cheios de bandas de cover, acho que o pessoal do Amazonas prefere a música sertaneja, funk e forro.

A floresta

A floresta amazônica, a maior floresta tropical do mundo é também o maior banco de diversidade biológica do planeta, além de um patrimônio mineral não mensurado. Orgulho dos manauaras.

O desafio dos povos que habitam a Amazônia  é integrar desenvolvimento econômico com proteção de seus recursos naturais.  Para isso, muitas inciativas estão sendo desenvolvidas, entre as quais a criação de áreas protegidas (Unidades de Conservação, Terras Indígenas e Terras Quilombolas) e o combate ao desmatamento, mas, posso lhe dizer que ainda tem um longo caminho pela frente.

Aqui termina

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