Arquivos crise climática - Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/tag/crise-climatica/ A coragem de enxergar diferente Tue, 16 Dec 2025 19:03:36 +0000 pt-BR hourly 1 https://www.focandonopositivo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/cropped-focando-no-positive_lente-32x32.png Arquivos crise climática - Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/tag/crise-climatica/ 32 32 195204525 COP30: Pesquisadores pedem planejamento e infraestrutura contra desastres climáticos https://www.focandonopositivo.com.br/cop30-pesquisadores-pedem-planejamento-e-infraestrutura-contra-desastres-climaticos/ https://www.focandonopositivo.com.br/cop30-pesquisadores-pedem-planejamento-e-infraestrutura-contra-desastres-climaticos/#respond Thu, 13 Nov 2025 13:58:15 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=7245 A COP30, que será realizada em Belém, está marcada por um tom de urgência. Pesquisadores e líderes internacionais alertam que o mundo precisa agir agora para conter os efeitos devastadores das mudanças climáticas, como o tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu no Paraná recentemente — um sinal claro de que o clima extremo já […]

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A COP30, que será realizada em Belém, está marcada por um tom de urgência. Pesquisadores e líderes internacionais alertam que o mundo precisa agir agora para conter os efeitos devastadores das mudanças climáticas, como o tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu no Paraná recentemente — um sinal claro de que o clima extremo já é uma realidade no Brasil.

A especialista Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa e membro do Conselho da Presidência da COP sobre cidades e clima, destacou que não basta apenas emitir alertas meteorológicos. É necessário preparar as comunidades e as infraestruturas para resistir a fenômenos severos.

“Não vai bastar só avisar que um tornado está vindo. As casas precisam estar preparadas para sustentar um fenômeno como esse, e as pessoas precisam ter condições de se proteger. Isso requer planejamento público e investimento em infraestrutura. É a única forma de garantir segurança e resiliência”, afirmou Unterstell.

O secretário executivo da ONU para Mudanças Climáticas, Simon Stiell, reforçou em entrevista ao Jornal Nacional que o episódio no Paraná é um lembrete dramático da urgência de medidas efetivas. Segundo ele, cada evento extremo é um aviso de que o tempo de esperar acabou.

Um chamado à ação global

Em uma nova carta aberta à comunidade internacional, o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, reforçou o apelo por cooperação e ação imediata.

“Devemos escolher: permitir que a inércia nos conduza ao colapso ou unir-nos, com coragem e cooperação, para conduzir o mundo ao avanço”, diz o documento.

A carta destaca que o aquecimento global pode ultrapassar 1,5°C — um ponto crítico que colocaria a humanidade em uma “zona de perigo”, com transformações climáticas irreversíveis.

Tornado destruiu 90% de Rio Bonito do Iguaçu, Paraná. Foto: Reprodução/Vídeo

Entre as medidas de resposta rápida, o texto aponta:

1- Redução do metano, um dos gases de efeito estufa mais potentes;

2-Restauração de florestas e ecossistemas, que ajudam a absorver carbono e proteger a biodiversidade;

3- Fim do desmatamento, essencial para estabilizar o clima e preservar os recursos naturais.

Essas ações, segundo o embaixador, funcionariam como “freios de emergência” para desacelerar o aquecimento global nesta década crítica.

Soluções existem — falta torná-las acessíveis

Para Corrêa do Lago, o grande desafio não é mais tecnológico, mas financeiro e político:

“O mundo já tem soluções para adaptação. O que falta são recursos. Temos tecnologias, informações de alerta precoce via satélite, mas isso precisa chegar até as populações mais vulneráveis”, afirmou.

A COP30 deve, portanto, ir além dos discursos e buscar compromissos concretos entre países, empresas e sociedade civil para financiar e implementar essas soluções — especialmente nos territórios mais expostos, como o Brasil.

Apesar dos desafios, há motivos para esperança. A mobilização global pela adaptação climática vem crescendo, e cidades brasileiras começam a investir em planos de resiliência urbana, reflorestamento e energia limpa.

A COP30 será uma oportunidade histórica para mostrar que o Brasil pode liderar pelo exemplo, conciliando desenvolvimento com sustentabilidade e proteção das pessoas frente aos novos riscos climáticos.

Porque agir agora é garantir um futuro mais seguro, verde e solidário para todo

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Cidades do Futuro: engenharia sustentável para enfrentar a crise climática https://www.focandonopositivo.com.br/cidades-do-futuro-engenharia-sustentavel-para-enfrentar-a-crise-climatica/ https://www.focandonopositivo.com.br/cidades-do-futuro-engenharia-sustentavel-para-enfrentar-a-crise-climatica/#respond Fri, 03 Oct 2025 12:07:52 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=7178 As mudanças climáticas estão cada vez mais presentes no dia a dia das cidades brasileiras. Enchentes, ondas de calor e desastres ambientais mostram que o modelo atual de urbanização precisa mudar. Mas afinal, como preparar nossas cidades para esse futuro desafiador? A resposta pode estar na engenharia sustentável. De acordo com o engenheiro civil Fábio […]

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As mudanças climáticas estão cada vez mais presentes no dia a dia das cidades brasileiras. Enchentes, ondas de calor e desastres ambientais mostram que o modelo atual de urbanização precisa mudar. Mas afinal, como preparar nossas cidades para esse futuro desafiador? A resposta pode estar na engenharia sustentável.

De acordo com o engenheiro civil Fábio Bernardino, especialista em infraestrutura e gestão de recursos hídricos, a saída está no uso de infraestrutura verde e materiais alternativos. Essas soluções não só reduzem custos, como também aumentam a resiliência urbana e diminuem os impactos ambientais.

Por que falar em cidades do futuro?

O debate sobre cidades do futuro não é apenas uma tendência, mas uma necessidade urgente. Os impactos da crise climática já estão custando caro às administrações públicas e afetando diretamente a qualidade de vida da população. Nesse cenário, o uso inteligente de recursos se torna essencial para evitar colapsos urbanos.

Soluções sustentáveis para reduzir impactos e custos

Bernardino destaca que muitos materiais que antes eram descartados já podem ser reaproveitados graças ao avanço tecnológico. É o caso dos resíduos da mineração, que podem substituir materiais escassos ou de alto impacto ambiental.

Além disso, a construção civil brasileira ainda utiliza métodos sofisticados e caros até em obras simples. “Construímos uma casa da mesma forma que construímos um prédio de luxo, e isso gera desperdício”, ressalta o engenheiro. A proposta é repensar processos e apostar em insumos mais sustentáveis, como:

-Madeira de reflorestamento

-Bambu

-Tijolos ecológicos (produzidos sem queima)

-Resíduos da construção civil aplicados em pavimentação

Esses materiais são mais baratos, reduzem emissões de CO₂ e consomem menos energia em sua produção.

Infraestrutura verde: aliada contra eventos extremos

Outro ponto defendido pelo especialista é a adoção de infraestrutura verde, como telhados vivos, jardins de chuva e corredores ecológicos. Essas soluções ajudam a combater enchentes, regular a temperatura e melhorar a qualidade do ar, tornando as cidades mais adaptadas às mudanças climáticas.

Inovação sustentável para cidades mais humanas

Segundo Bernardino, quanto mais diversificadas forem as soluções, mais adaptadas e seguras serão as cidades do futuro. “A natureza já mostrou os limites da forma como construímos no Brasil.

A engenharia precisa responder com inovação sustentável para que as cidades sejam mais humanas, econômicas e resilientes à crise climática”, conclui.

Com informação da assessoria

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COP30: bastidores, desafios e o que vai acontecer em Belém https://www.focandonopositivo.com.br/cop30-bastidores-desafios-e-o-que-vai-acontecer-em-belem/ https://www.focandonopositivo.com.br/cop30-bastidores-desafios-e-o-que-vai-acontecer-em-belem/#comments Mon, 11 Aug 2025 01:31:28 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=7105 A contagem regressiva começou: em novembro, Belém (PA) será o epicentro da COP30 – Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Este será o momento em que líderes globais, ativistas, cientistas, empresários e representantes da sociedade civil se reunirão para definir o futuro das políticas climáticas mundiais. E, pela primeira vez, a Amazônia será […]

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A contagem regressiva começou: em novembro, Belém (PA) será o epicentro da COP30 – Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Este será o momento em que líderes globais, ativistas, cientistas, empresários e representantes da sociedade civil se reunirão para definir o futuro das políticas climáticas mundiais.

E, pela primeira vez, a Amazônia será palco da maior conferência ambiental do planeta.

Quando vai acontecer?

A programação principal vai de 10 a 21 de novembro de 2025, mas a cúpula de chefes de Estado está marcada para 6 e 7 de novembro. Durante esses dias, serão anunciadas metas, compromissos e ações para enfrentar a crise climática.

Belém espera receber cerca de 50 mil participantes vindos de mais de 190 países — um desafio logístico gigante que envolve hospedagem, transporte, segurança e alimentação. E esse ponto já está gerando debates: o alto preço das acomodações fez com que alguns países questionassem os valores, levando o governo brasileiro a negociar com o setor hoteleiro para garantir estadias justas.

“Queremos uma COP inclusiva, com espaço para todos. Belém é o lugar certo para este encontro”, reforçou o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30.

Por que a COP30 é tão importante?

A COP30 marca um momento crucial: será o encontro que avaliará o progresso (ou a falta dele) das metas do Acordo de Paris, firmado em 2015. É quando os países deverão apresentar novos compromissos de redução de emissões de gases de efeito estufa e ações para proteger ecossistemas e populações vulneráveis.

Além disso, a realização na Amazônia envia um recado direto ao mundo: proteger a floresta é proteger o planeta.

A capital paraense espera receber cerca de 50 mil pessoas. Fabiola Sinimbú/Agência Brasil

A programação será dividida em Dias Temáticos, espalhados entre a Zona Azul (área oficial de negociações da ONU) e a Zona Verde (aberta ao público com eventos culturais, debates e exposições).

Confira o que vem por aí:

10–11 de novembro → Adaptação, Cidades, Infraestrutura, Água, Resíduos, Governos Locais, Bioeconomia, Economia Circular e Turismo

12–13 de novembro → Saúde, Empregos, Educação, Cultura, Justiça, Direitos Humanos, Integridade da Informação e Trabalhadores + Balanço Ético Global

14–15 de novembro → Energia, Indústria, Transporte, Comércio, Finanças, Mercados de Carbono e Gases não-CO₂

17–18 de novembro → Florestas, Oceanos e Biodiversidade, com destaque para povos indígenas, comunidades locais e juventude

19–20 de novembro → Agricultura, Sistemas Alimentares, Pesca, Agricultura Familiar, liderança feminina, igualdade racial e o papel da Ciência, Tecnologia e Inteligência Artificial

O que está em jogo

A COP30 não será apenas um evento diplomático: será uma vitrine para soluções climáticas, inovações tecnológicas e novos modelos de desenvolvimento sustentável. E, ao acontecer na Amazônia, coloca o Brasil no centro das discussões globais — com a responsabilidade de mostrar liderança e resultados concretos.

A COP30 é um evento aberto ao público, com transmissões ao vivo em plataformas digitais, canais de televisão parceiros e pela mídia oficial do evento

Seja você um pesquisador, estudante, ativista ou empresário, este é o momento de acompanhar de perto. Como disse Ana Toni, diretora executiva da conferência:

“A participação é poder. Todos estão convidados a fazer parte deste mutirão global”.

Com informação da Agência Brasil

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Poluição Marinha afeta a saúde humana o clima e a economia https://www.focandonopositivo.com.br/poluicao-marinha-afeta-a-saude-humana-o-clima-e-a-economia/ https://www.focandonopositivo.com.br/poluicao-marinha-afeta-a-saude-humana-o-clima-e-a-economia/#respond Mon, 09 Jun 2025 22:37:33 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=6983 Proteger os oceanos nunca foi tão urgente. A crise climática, a poluição por microplásticos e a degradação dos ecossistemas marinhos estão diretamente ligadas à saúde humana, à segurança alimentar e à qualidade de vida nas cidades.  Segundo Samara Oliveira, mestre em Ciências e sócia da Marulho, os oceanos são essenciais à vida na Terra. “Eles […]

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Proteger os oceanos nunca foi tão urgente. A crise climática, a poluição por microplásticos e a degradação dos ecossistemas marinhos estão diretamente ligadas à saúde humana, à segurança alimentar e à qualidade de vida nas cidades. 

Segundo Samara Oliveira, mestre em Ciências e sócia da Marulho, os oceanos são essenciais à vida na Terra. “Eles absorvem mais de 90% do calor do planeta, fornecem 70% do oxigênio que respiramos e sustentam bilhões de pessoas com proteína. Mesmo assim, seguimos tratando o mar como lixeira”, alerta.

Impacto em terra firme

A crise oceânica deixou de ser invisível. A poluição marinha, principalmente por plásticos, contribui com o aquecimento global e afeta diretamente a saúde humana. De acordo com a Ellen MacArthur Foundation, mais de 8 milhões de toneladas de plástico chegam aos mares todos os anos. E os danos não param por aí.

Uma pesquisa da National University of Singapore, com dados de 3 milhões de nascimentos em 15 países, revelou que a exposição a microplásticos nos oceanos está associada ao aumento de casos de baixo peso ao nascer. Isso ocorre principalmente pela inalação de partículas plásticas no terceiro trimestre da gestação.

Microplásticos já estão no nosso ar, na comida, e até nos corpos de bebês em gestação. O oceano não é um problema distante. É uma questão de saúde pública e de justiça social”, afirma Samara.

Soluções que geram impacto positivo e renda local

A Marulho, criada em 2019 por Beatriz Mattiuzzo em Ilha Grande (RJ), transforma redes de pesca descartadas em bolsas, mochilas, fruteiras e outros produtos sustentáveis.

A empresa Marulho se destaca ao unir sustentabilidade, responsabilidade social e economia local para agir agora – e não daqui a dez anos.

Mas a inovação vai além do reaproveitamento de materiais: 43% do valor de cada produto é destinado a redeiros e costureiras da região, fortalecendo a economia caiçara e promovendo dignidade.

Essa combinação entre conservação marinha e geração de renda mostra que proteger os oceanos também é um caminho para o desenvolvimento econômico justo e regenerativo.

Oceano: chave para o futuro da humanidade

O Dia Mundial dos Oceanos, comemorado em 8 de junho, é um lembrete de que o mar é muito mais do que paisagem. Ele é essencial para regular o clima, capturar carbono, gerar oxigênio e manter a vida na Terra.

A Marulho é prova de que é possível construir um futuro em que cuidar do planeta anda lado a lado com ações sociais, economia circular e consciência ambiental

E essa transformação começa com escolhas: no consumo, na informação e no compromisso com um mundo mais saudável.

Com informação da assessoria

Fotos: Pexels e @marulhoeco

 

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Biodiesel no Brasil: 4 vantagens e desafios https://www.focandonopositivo.com.br/biodiesel-no-brasil-vantagens-e-desafios/ https://www.focandonopositivo.com.br/biodiesel-no-brasil-vantagens-e-desafios/#respond Wed, 22 Jan 2025 14:05:06 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=6714 Nos últimos anos, o Brasil tem se destacado no cenário global como um dos maiores produtores e consumidores de biodiesel, um combustível renovável crucial na transição para uma economia de baixo carbono que está transformando o setor energético.  Neste mês de janeiro, o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) completa 20 anos […]

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Nos últimos anos, o Brasil tem se destacado no cenário global como um dos maiores produtores e consumidores de biodiesel, um combustível renovável crucial na transição para uma economia de baixo carbono que está transformando o setor energético. 

Neste mês de janeiro, o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) completa 20 anos de existência com 77 bilhões de litros produzidos, evitando a emissão de 240 milhões de toneladas de CO2 e economizando cerca de 38 bilhões de dólares em importação de diesel.

Como é produzido o biodiesel?

O biodiesel é um combustível produzido a partir de fontes renováveis, como óleos vegetais (soja, palma, algodão) e gorduras animais. Ele pode ser misturado ao diesel tradicional, reduzindo significativamente as emissões de gases de efeito estufa (GEEs). 

O crescimento da participação do biodiesel na matriz energética brasileira tem sido impulsionado pelo mandato de mistura obrigatória ao diesel comercial. Atualmente, o percentual estabelecido é de 14%, e a partir de março avançará para 15% – conforme aprovado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Vantagens do Biodiesel

O uso do biodiesel no Brasil traz diversas vantagens:

1- Redução de emissões de poluentes

O biodiesel emite menos poluentes, como óxidos de enxofre (SOx) e material particulado, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar.

2-Sustentabilidade

Produzido a partir de fontes renováveis, o biodiesel promove um ciclo de carbono mais equilibrado, mitigando a crise climática e preservando os recursos naturais.

3-Fortalecimento da economia local 

A cadeia produtiva do biodiesel gera emprego e renda, especialmente em regiões rurais. Agricultores familiares que cultivam oleaginosas, como soja e palma, são diretamente beneficiados. O setor também impulsiona indústrias de biotecnologia e distribuição.

4-Segurança energética

A diversificação da matriz energética reduz a dependência do Brasil em relação a combustíveis fósseis importados, fortalecendo a independência energética.

Benefícios para o meio ambiente

O biodiesel é uma ferramenta estratégica na luta contra as mudanças climáticas e contribui para:

1-Redução de GEE 

Estudos indicam que o uso do biodiesel reduz até 80% das emissões de gases de efeito estufa (GEEs) que aquecem o planeta, em comparação ao diesel fóssil, contribuindo para o cumprimento das metas do Acordo de Paris.

2-Menor impacto ambiental 

Diferente dos combustíveis fósseis, sua produção reaproveita resíduos, como óleo de cozinha usado, e tem menor impacto em ecossistemas sensíveis.

Desafios e perspectivas

Apesar dos avanços, o setor enfrenta desafios significativos:

1-Custos de produção

 Embora o biodiesel seja uma alternativa sustentável, seus custos de produção ainda são superiores ao diesel fóssil, exigindo políticas de incentivos e subsídios para manter sua competitividade.

2-Infraestrutura

 A logística de distribuição precisa ser aprimorada para atender à crescente demanda, especialmente em regiões remotas do Brasil.

3-Incertezas políticas

 Mudanças nas políticas energéticas podem afetar a estabilidade e o crescimento do setor. Garantir continuidade e clareza regulatória é essencial para atrair investidores.

4-Concorrência por terras agrícolas 

É crucial equilibrar a produção de biodiesel com a segurança alimentar e evitar desmatamentos, adotando práticas de agricultura sustentável.

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Fotos: Pexels.com

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Você pode mitigar os efeitos das mudanças climáticas https://www.focandonopositivo.com.br/voce-pode-mitigar-os-efeitos-das-mudancas-climaticas/ https://www.focandonopositivo.com.br/voce-pode-mitigar-os-efeitos-das-mudancas-climaticas/#respond Tue, 14 May 2024 22:21:19 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=5969 Com o aumento da frequência de tempestades, inundações, secas, incêndios e ondas de calor em todo o mundo, surge a preocupação generalizada sobre as medidas que podem ser tomadas para combater o aquecimento global. O jornal The Guardian entrevistou 380 dos principais cientistas climáticos do mundo, que têm contribuído com relatórios do Painel Intergovernamental sobre […]

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Com o aumento da frequência de tempestades, inundações, secas, incêndios e ondas de calor em todo o mundo, surge a preocupação generalizada sobre as medidas que podem ser tomadas para combater o aquecimento global.

O jornal The Guardian entrevistou 380 dos principais cientistas climáticos do mundo, que têm contribuído com relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas desde 2018, em busca de respostas.

Esses especialistas oferecem insights valiosos sobre as ações que podem ser adotadas para enfrentar essa crise climática.

A seguir, confira o que eles recomendaram:

Escolher políticos que têm propostas ambientais

Este é um ano de eleição em diversos países, como Estados Unidos, Índia, Reino Unido, México, África do Sul e Brasil. E votar em políticos que prometem medidas climáticas fortes é a indicação de 76% dos especialistas consultados pelo jornal britânico.

“A ciência existe, mas a falta de vontade dos políticos em todo o mundo está retardando [a ação para] a mudança climática”, disse o professor Alexander Milner, da Universidade de Birmingham,

Voar menos

A segunda medida individual mais eficaz para cuidar do planeta, segundo 56% dos cientistas entrevistados, é reduzir os transportes aéreos e movidos a combustíveis fósseis, optando por transportes elétricos e públicos.

A aviação é responsável por cerca de 2% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2), lançando na atmosfera 800 milhões de toneladas do gás. O The Guardian destaca que voar é a atividade mais poluente que um indivíduo pode realizar e constitui uma grande parte da pegada de carbono dos países ricos.

Comer menos carne

A produção de carne tem um impacto enorme no meio ambiente, pois contribui para o desmatamento, utiliza grandes quantidades de recursos naturais, como o solo e a água, e ainda emite grandes quantidades de gases de efeito estufa.

Sendo assim, quase 30% dos especialistas afirmaram que comer menos carne é fundamental para mitigar os efeitos da mudança climática.

Outras medidas

  • Economize energia e invista em eficiência energética.
  • Desligue aparelhos e lâmpadas que não estão sendo usados.
  • Dê preferência ao uso de fontes de energia limpa e renováveis, como a energia solar, a energia eólica (dos ventos) e a biomassa.
  • Reduza o consumo de combustíveis fósseis e seus derivados, como o petróleo e a gasolina. Procure deixar o carro em casa. Prefira usar o transporte público, assim você ajudará a reduzir a poluição.  Se usar o carro, dê carona a familiares, vizinhos e amigos.  Dê preferência ao uso de biocombustíveis como o etanol e biodiesel.
  • Não queime lixo.
  • Plante árvores e utilize plantas em sua decoração. 
  • Use a internet para fazer reuniões; assim, você deixa de usar o carro ou o avião e, consequentemente, ajuda a reduzir a poluição.
  • Denuncie desmatamentos e queimadas às autoridades responsáveis.

A ação individual pode realmente ajudar?

Segundo o The Guardian, muitos dos especialistas foram claros quanto aos limites da ação individual. “Isso só pode ir até certo ponto. São necessários cortes profundos e rápidos nas emissões de carbono provenientes do petróleo e do gás, bem como de outros setores, como o de transportes, que estão fora do controlo do indivíduo médio”, afirmou Shobha Maharaj, cientista de impactos climáticos de Trinidad e Tobago.

O que acontece no Brasil

O Brasil está entre os dez maiores emissores globais de gases de efeito estufa (GEE), precedido por China, EUA, União Europeia,  Índia e Rússia. Seu padrão de emissões, no entanto, difere significativamente da média global.

Enquanto as emissões brasileiras decorrem principalmente de mudanças no uso da terra e desmatamento (50%) e da agropecuária (24%), na média dos países do G20 cerca de 70% das emissões estão relacionadas ao setor de energia.

Segundo o Climate Transparency do ano 2022 a matriz energética brasileira é mais renovável que a das maiores economias mundiais, o que representa uma vantagem comparativa no contexto da transição energética. Em especial em sua matriz elétrica, o país se destaca com mais de 80% da geração oriunda de fontes renováveis contra 29% na média dos demais países do G20 .

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