Arquivos cheia - Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/tag/cheia/ A coragem de enxergar diferente Mon, 04 Nov 2024 20:29:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://www.focandonopositivo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/cropped-focando-no-positive_lente-32x32.png Arquivos cheia - Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/tag/cheia/ 32 32 195204525 Manaus 353 anos: conheça a cidade através dos olhos de uma imigrante venezuelana https://www.focandonopositivo.com.br/manaus-353-anos-conheca-a-cidade-atraves-dos-olhos-de-uma-imigrante-venezuelana/ https://www.focandonopositivo.com.br/manaus-353-anos-conheca-a-cidade-atraves-dos-olhos-de-uma-imigrante-venezuelana/#respond Mon, 24 Oct 2022 21:28:19 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=2829 Manaus comemora 353 anos nesta segunda-feira (24). Como forma de celebrar a data, uma imigrante venezuelana que por sinal é a criadora de Focando no positivo, narra como é a cidade a traves das vivencias delas para que você conheça mais sobre a capital do Amazonas, seu povo, culinária e costumes, confira: Quando cheguei em […]

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Manaus comemora 353 anos nesta segunda-feira (24). Como forma de celebrar a data, uma imigrante venezuelana que por sinal é a criadora de Focando no positivo, narra como é a cidade a traves das vivencias delas para que você conheça mais sobre a capital do Amazonas, seu povo, culinária e costumes, confira:

Quando cheguei em Manaus há 5 anos o primeiro que me impactou foi seu clima. Era agosto e faziam 42º, com sensação térmica de 48°, me sentia sufocada e o suor pingava pelo meu corpo sem me movimentar. As ruas ardiam, era fogo que nem o deserto.

Depois descobri que as pessoas são acolhedoras, alegres e positivas. Sempre perguntam: Todo bem? E eu não tinha como responder que não. O jeito deles é relaxado e brincalhão. Parece que ninguém está com problemas. 

No trabalho fazem o que se pode o mínimo indispensável, nada de estresse com a perfeição, tempo de entrega ou pontualidade nos agendamentos, o normal é chegar uma hora depois do combinado, principalmente se tiver muitas pessoas envolvidas no evento.

A solidariedade é outra das caraterísticas dos manauaras. Em todos os escritórios, organismos públicos e mesmo em casas de família, sempre vão te oferecer água, biscoitos, torradas ou café que se produz no Brasil em grandes quantidades. 

É comum se conhecer alguém, bater um papo, falar “a gente se vê, vamos combinar, tá?”, e nem trocar telefone. 

Rua Bernardo Ramos a primeira rua de Manaus

O clima também define seu jeito de vestir e penteado. Chinelos e bermudas de diferentes cores, modelos e tecidos estão em moda para qualquer ocasião.

Comum também é sair de roupas de esportes, mas sem a intenção de praticar esporte. Os homens costumam vestir a camiseta da equipe de futebol pela que torcem, chinelos e bermudas, quase sempre!.

As mulheres vão de short ou vestido e chinelos. Não adianta fazer a escova no cabelo, porque ao sair de casa o cabelo fica molhado.  Pois é! ainda isso fica difícil para mim que estava acostumada a morar em uma cidade de 24º, minha Caracas, a capital da Venezuela.

O pôr do sol em Manaus é lindo. Se mistura o vermelho com o amarelo e resulta em uma obra de arte.

Tanta coisa para se fazer na Ponta Negra, mas confesso que o meu favorito é ir no fim de tarde ver o por do sol maravilhoso de Manaus! Super recomendo!

Ponta negra

Enchente e seca

Todo ano, com o degelo nos Andes e a estação das chuvas na região Amazônica, o nível do rio sobe vários metros, alcançando sua máxima entre os meses de junho e julho. O pico coincide com o “verão amazônico”. O nível do rio abaixa até meados de novembro, quando novamente inicia o ciclo da cheia. 

Esses ciclos afeitam a vida das populações ribeirinhas e dos mais pobres. Na cheia, quando os rios sobem até 15 metros acima do nível normal, as casas ficam alagadas e a taxa de captura de peixe (principal alimento deles) é 73% menor em relação ao período de seca, além disso perdem suas casas e plantações.

Na cidade Manaus, a vida acontece sobre pontes de madeira e um fedor insuportável.

Na seca, se prejudica a navegação e abastecimento de itens básicos. Onde passava o rio pode se observar muita terra e lama. Para a população amazonense até é normal.

Eu fico muito preocupada e me preguntando como podem viver assim, perdendo tudo cada ano. Acho que tem que haver algum jeito para que possam se preparar para esses eventos, tanto de cheia quanto de seca, para que  conviver com eles não seja tão sofrido.

Culinária

Dito isso, tenho que fazer destaque da culinária manauara porque acho muito gostosa e principalmente saudável. É uma das caraterísticas da região que me apaixonam. O tambaqui de banda, a costela de pirarucu, caldeirada de peixe e tacacá, são meus pratos preferidos. Tenho que admitir que adoro peixe.

Em Manaus, não tem o conceito de refeição com entrada, prato principal e sobremesa separados. Em geral se faz um prato com todo: arroz, feijão, carne, farofa e macarrão. Daí, eles acabam comendo uma mistura de tudo.

Tambaqui de banda
Açai

Não tem como não gostar das frutas que são antioxidantes e fartas em vitaminas para manter o sistema imunológico ótimo.

Foi amor à primeira vista com o açaí, cupuaçu, tucumã, taperebá, graviola e buriti. Sobre o abacaxi tenho que admitir que realmente é o mais doce do mundo.  

Não posso deixar de mencionar o Guaraná que ganhou recentemente a denominação de origem.

Costela de pirarucu
Castanhas

Também amo as castanhas, importantes para mim por conterem grandes quantidades de gorduras insaturadas e poli-insaturadas com ação antioxidante.

Dessa forma, além de diminuírem meu colesterol ruim, elas atuam na prevenção da hipertensão, que às vezes me atrapalha

Esporte, religião e música

Outras coisas que chamaram a minha atenção são que todo mundo torce para um time, de perto ou de longe. O futebol é quase religião e cada time uma capela. As bandeiras das equipes de outros estados são vendidas nas principais ruas nos dias de jogo.

Sempre tem um pastor ou padre falando na televisão ou na rádio. Os templos parecem com clubes sociais e todas as pessoas pertencem a uma religião. Tem no mínimo três igrejas ou templos por rua, mas o centro está lotado de indigentes, precisando de ajuda.

O Teatro Amazonas e algumas casas do centro da cidade são verdadeiras joias arquitetônicas, porém os manauaras nem ligam para isso. No que diz respeito com a música, tem a incrível Orquestra Filarmónica e Amazonas Jazz Band, que antes da pandemia ofereciam concertos semanais de graça, mas, infelizmente muitas cadeiras ficavam sem ninguém.

Eu me confesso apreciadora destas orquestras e dou meus parabéns pela qualidade da sua música. Elas apresentam a música clássica, com arranjos contemporâneos e dando destaque a novos compositores. Porém observo que em qualquer lugar tem música ao vivo e os bares estão cheios de bandas de cover, acho que o pessoal do Amazonas prefere a música sertaneja, funk e forro.

A floresta

A floresta amazônica, a maior floresta tropical do mundo é também o maior banco de diversidade biológica do planeta, além de um patrimônio mineral não mensurado. Orgulho dos manauaras.

O desafio dos povos que habitam a Amazônia  é integrar desenvolvimento econômico com proteção de seus recursos naturais.  Para isso, muitas inciativas estão sendo desenvolvidas, entre as quais a criação de áreas protegidas (Unidades de Conservação, Terras Indígenas e Terras Quilombolas) e o combate ao desmatamento, mas, posso lhe dizer que ainda tem um longo caminho pela frente.

Aqui termina

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Amazonas: o desafio de morar no Rio Negro https://www.focandonopositivo.com.br/amazonas-o-desafio-de-morar-no-rio-negro/ https://www.focandonopositivo.com.br/amazonas-o-desafio-de-morar-no-rio-negro/#respond Sat, 28 May 2022 23:42:04 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=1999 Com saudade do Rio Negro de antigamente, Daria de Sousa, de 79 anos, olha pela varanda da sua casa palafita. “Aquelas águas eram limpinhas, eu costumava lavar as roupas, tomar banho, nadar com a minha família e passear de canoa”, conta. Na rua Universal, 192, do bairro Educandos, em Manaus, capital do estado do Amazonas, […]

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Com saudade do Rio Negro de antigamente, Daria de Sousa, de 79 anos, olha pela varanda da sua casa palafita. “Aquelas águas eram limpinhas, eu costumava lavar as roupas, tomar banho, nadar com a minha família e passear de canoa”, conta.

Na rua Universal, 192, do bairro Educandos, em Manaus, capital do estado do Amazonas, ela mora desde que nasceu. Na década de 1940, aquela região foi palco de momentos felizes de sua infância, que estão guardados na sua memória e nem de longe parecem com o cenário que se vê hoje.

Ela se casou e criou seus 18 filhos nessa casa erguida em estacas de madeira sobre o rio Negro. Nas paredes da sala, Daria, viúva há seis meses, exibe orgulhosa as fotos da sua numerosa família, sendo que dez membros moram ainda com ela.

Daria lembra de seus tempos de moça quando andava de bonde no Largo de São Sebastião, no Centro da cidade, e seus olhos brilham. “A gente se reunia no final da tarde e, muitas vezes, até de manhã cedo para tomar banho e assar um peixe na beira do rio. Uma água gostosa. Não tinha esse negócio de lixo na água. São tempos que não voltam mais, agora Manaus não é mais igual, está tudo poluído, se acabando na mão do homem”, avaliou.

Daria de Sousa mora há 79 anos nessa casa palafita no rio Negro onde criou seus 18 filhos. Foto: Dulce Maria Rodriguez

35 toneladas de lixo por dia

Uma das principais características de Manaus é o fato de a capital amazonense ser entrecortada por cursos d’água, os igarapés, que um dia embelezaram a cidade e serviram tanto como fonte de lazer, quanto de alimentação, como bem lembra Daria.

Com a crescente evolução populacional e o avanço desordenado da região urbana da cidade, essa realidade mudou. O descarte incorreto do lixo impacta negativamente a qualidade de vida dos moradores da orla do Educandos, os quais passaram a conviver com o lixo que chega com a água do Rio Negro.

Nesta quinta-feira (27/05), o rio atingiu 29,37 metros – a maior cheia registrada no Amazonas foi a de 2021, quando o rio chegou à cota recorde de 30,02 metros em 16 de junho.

A Prefeitura de Manaus disse que recolhe aproximadamente 35 toneladas de lixo dos rios e igarapés da cidade por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp).  O serviço consiste no recolhimento dos resíduos sólidos da superfície da água e das margens dos igarapés e orlas, além da retirada de vegetação aquática para melhorar o escoamento hídrico, mas, para os ribeirinhos, a frequência da limpeza não é suficiente.

De acordo com o coordenador das balsas da Semulsp, Marlon Chagas, esse tipo de ação é constante, principalmente durante o período de cheia. Ele faz um alerta para que a população colabore. “É o cidadão que joga o lixo, não é o rio que produz.”

A Prefeitura de Manaus por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana fez um apelo para que as pessoas evitem jogar resíduos nos rios e igarapés da cidade. Foto: Semulsp

Amor pelo rio

A Bacia Amazônica possui o seu ciclo natural: de junho a novembro a água desce, a chamada “vazante”, e de dezembro a maio a água sobe, o período da “cheia”.

As cheias são fenômenos naturais extremos e temporários, provocados por precipitações repentinas e de elevada intensidade que acontecem todos os anos na região.

Nesta semana, conforme dados da Defesa Civil, dos 62 municípios do estado, 35 estão em “situação de emergência” devido à cheia dos rios no Amazonas. Outros 23 municípios estão em estado de alerta.

O Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, do qual a Defesa Civil faz parte, aponta que 320.222 pessoas e 80.056 famílias estão sendo afetadas pela cheia. Daria e sua família fazem parte dessa estatística.

 Do estreito corredor da casa palafita de Daria, que antes foi de seus pais, dá para ver o rio poluído repleto de lixo onde qualquer um dos seus netos ou tataranetos poderia cair, até mesmo ela, que está de avançada idade.

Apesar de a moradia não apresentar as mínimas condições sanitárias aos seus usuários, a aposentada agradece a Deus que na sua família ninguém teve uma doença grave. “Temos muitas moscas sim, e todos tomamos água da torneira, porém vivemos tranquilos”, disse com um sorriso.

Daria e sua família convivem com os resíduos e o odor desagradável causado pelo material em descomposição na água do rio. Foto: Dulce Maria Rodriguez

Ela trabalhou para o estado prestando serviços gerais na Escola Estadual Estelita Tapajós até se aposentar e confessa que, de regresso para casa na época da enchente, já encontrou cobras e até jacarés. “Minhas filhas me dizem que já está na hora de sair daqui, mas eu me recuso, não quero. Tenho muito amor pelo rio.”

Foto: Dulce Maria Rodriguez

Inverno Amazônico é assim

Para a dona de casa Fátima Corrêa, 38, vizinha de Daria, o mais difícil de conviver diariamente com o cenário de poluição é o fedor. “No tempo da cheia dá aquela ‘chuvada’ que alaga isso aqui. Sem condição, é só fedor e lama. Perdemos tudo”, afirma.

Materiais como garrafas pet, resíduos domésticos e cadáveres de animais são alguns dos principais tipos de lixo a serem encontrados nos igarapés de Manaus, o que acaba causando diversos transtornos para moradores das proximidades desses locais.

Além das consequências para o meio ambiente, como a alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas que podem gerar poluição do solo, da água e do ar, o lixo pode desencadear enchentes pela obstrução da passagem das águas e transmissão de doenças.

Onde acumulam lixo e água se propagam epidemias como dengue, zika, chikungunya, cólera, filariose, leishmaniose, leptospirose, toxoplasmose, peste bubônica entre outras, enfatizou o infectologista Nelson Barbosa.

O morador Adilerson da Silva, 32, vizinho de Fátima, também confirmou que o caso se repete todos os anos e os moradores sofrem tanto na cheia quanto com os efeitos da vazante. “O inverno Amazônico é assim mesmo. No início a gente é castigado porque, às vezes, se alaga tudo e precisamos até deixar nossas casas, e quando está secando é por causa do lixo e o fedor. São tempos de muito sofrimento”, contou.

Doenças como a dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em locais com água parada, aumenta nesta época do ano. Foto: Semulsp

Falta de consciência

Na opinião de Fátima Corrêa, o problema é antigo e a população precisa se conscientizar. “Não adianta nada passar uma coleta retirando tudo, se o povo continuar com esse hábito triste de achar que os igarapés são lixeiras”, afirmou.

Para Fátima, deveria haver punição para quem descarta resíduos no leito dos rios e igarapés. “Uma coisa que tenho certeza é: as pessoas só aprendem se doer no bolso, se elas forem punidas de verdade, tenho certeza de que vai diminuir ou até acabar de vez”, disse.

Adilerson contou que diariamente os moradores se unem para recolher em pequenas canoas a sujeira na tentativa de reduzir o quadro vergonhoso. “A limpeza aqui também precisa melhorar, a Semulsp faz, mas é muito devagar e não é aquela coisa constante”, reclamou.

Para Raimundo Coutinho da Silva a vida para os moradores do rio Negro é dificil. Tem cobra, jacaré e doenças. Foto: Dulce Maria Rodriguez

Orla do Amarelinho: o rio é quem marca o ritmo

Uma das principais portas de entrada de Manaus por via fluvial é a orla do Amarelinho, localizada no bairro Educandos. 

É um aglomerado de casas de madeira, casas ribeirinhas ou flutuantes em condições sanitárias precaríssimas que contribuem com a poluição do rio Negro.

Para o vendedor de bombons Raimundo Coutinho da Silva, de 59 anos, que trabalha na Orla do Amarelinho todos os dias, nos flutuantes é onde moram seus clientes “gente-boa”, destaca.

São caboclos ou ribeirinhos que passam em canoas para fazer compras ou levar as crianças para a escola. “Aqui a vida é difícil e perigosa, quando enche tem jacaré, cobra e outros bichos. A gente fica doente.  Não dá para sossegar”, conta.

Segundo ele, essas casas flutuantes são como peixes. Morrem se ficarem fora d’água. Elas são construídas para suportar bem esse balanço que é constante e que aumenta quando cai uma tempestade ou passa um barco grande.

“E em cima delas, as famílias vivem por anos, ninguém sai do lugar”, contou.

Casas flutuantes na orla do Amarelinho, bairro Educandos, zona sul de Manaus. Foto: Dulce Maria Rodriguez

Manaus é uma cidade entranhada pelo rio Negro, com cerca de 150 igarapés poluídos e famílias morando à sua margem.

Importância da conservação da Bacia Amazônica 

O rio Amazonas, que é o maior e mais volumoso rio do mundo, resultado do encontro dos rios Negro e Solimões, leva cerca de um quinto de todo o volume de água doce aos oceanos e é responsável por 20% da água potável do planeta.

Por isso, segundo especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a degradação ambiental compromete a disponibilidade de água doce no mundo. Afinal, a falta de preservação desequilibra o volume de chuvas, reduz o nível de água em rios e seca nascentes.

Conforme a cientista Maria Teresa Fernandez Piedade, estudos realizados pelo Inpa apontam que, das últimas décadas para cá, as cheias e as secas estão cada vez mais intensas e severas naquela região. “Isso indica que as mudanças climáticas já podem estar se fazendo sentir nestes sistemas”, sugere.

Para Maria, os problemas da Amazônia não estão restritos à região norte do Brasil. “Se os rios secam, o transporte de grãos como a soja, que é exportada, pode ser comprometido, impactando a economia nacional. A seca nos rios também afeta a produção de energia elétrica em represas como Belo Monte. Se essas represas param, o Sul e o Sudeste podem enfrentar apagões”, lembra.

“A Amazônia tem um papel importante na redistribuição da umidade, não só no Brasil, mas na América Latina. Trata-se de um sistema de circulação regional”, destaca.

Segundo a cientista todos esses fatores combinados influenciam diretamente o aumento de gases causadores do efeito estufa na atmosfera, contribuindo para o agravamento das mudanças climáticas e do aquecimento global.

A Bacia Amazônica é a maior bacia hidrográfica do mundo , drenando cerca de 1/5 de toda a água doce do planeta. Foto: divulgação

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