Arquivos Brasil - Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/tag/brasil/ A coragem de enxergar diferente Wed, 04 Feb 2026 23:37:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://www.focandonopositivo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/cropped-focando-no-positive_lente-32x32.png Arquivos Brasil - Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/tag/brasil/ 32 32 195204525 Jundiaí: Vinhos, adegas e uma experiencia além do paladar https://www.focandonopositivo.com.br/jundiai-vinhos-adegas-e-uma-experiencia-alem-do-paladar/ https://www.focandonopositivo.com.br/jundiai-vinhos-adegas-e-uma-experiencia-alem-do-paladar/#respond Wed, 21 Jan 2026 12:16:00 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=5416 Na pitoresca estação ferroviária da cidade de Jundiaí em São Paulo, começa uma viagem pela tradição vinífera italiana, que mais do que um legado cultural; é uma celebração que perdura há mais de um século. O aroma adocicado das vinhas em Jundiaí não é apenas o resultado do clima favorável, mas também da rica herança […]

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Na pitoresca estação ferroviária da cidade de Jundiaí em São Paulo, começa uma viagem pela tradição vinífera italiana, que mais do que um legado cultural; é uma celebração que perdura há mais de um século.

O aroma adocicado das vinhas em Jundiaí não é apenas o resultado do clima favorável, mas também da rica herança trazida pelos imigrantes italianos que se estabeleceram na região no final do século XIX.

Inicialmente, a produção de vinho era um tesouro guardado para o consumo familiar, mas ao longo do tempo, as adegas se expandiram, tornando-se não apenas um ponto de orgulho local, mas uma atração reconhecida em toda a região.

As adegas, verdadeiros templos da enologia, abrem suas portas não apenas para os moradores locais, mas também para visitantes vindos de todo o país e do exterior.

Cada adega é uma porta de entrada para um mundo de sabores, onde os visitantes podem degustar vinhos que carregam consigo a história das vinhas jundiaienses.

Tradição e modernidade

Atualmente, Jundiai abriga 20 adegas produtoras de vinho, cada uma delas contando uma história única e oferecendo uma experiência sensorial incomparável.

Nesta cidade a tradição e a modernidade se entrelaçam harmoniosamente em cada garrafa. Cada gole conta uma história de paixão, dedicação e um profundo respeito pela arte da produção vinífera.

Focando no positivo esteve lá junto com Frederico Rebouças e Yordano Blanco em um passeio pelas adegas. Foi possível não apenas degustar vinhos, mas também sentir o orgulho pelo trabalho de qualidade dos esforzados produtores. 

Conheça dois das sensacionais adegas do Jundiai:

Maziero

A família Maziero chegou ao Brasil em 1888 e foi encaminhada para a cidade de Araras, onde deveria trabalhar as fazendas de café da região, publicou o portal Turismo no Jundiai.

Após alguns meses, João Maziero recebe a visita do então amigo e companheiro de viagem Leopoldo Mingoti, que lhe oferece terras em Jundiaí, na região conhecida hoje como Caxambu. João aceita e passa a plantar uva e produzir vinho em sua propriedade.

A venda do vinho começou em 1954, quando Pedro Maziero, ainda criança, resolveu vender parte do vinho produzido na propriedade. A partir daí, a família além de comercializar uvas, passou a produzir vinho mantendo a tradição.

@adegamaziero

Fundada há mais de 60 anos, a Adega Maziero, atualmente administrada por Pedro Maziero e seu filho Clemente Natal Maziero, foi a adega escolhida para produzir o vinho que o Papa Bento XVI celebrou a missa em sua vinda ao Brasil em 2007. O vinho servido para a celebração foi o Rosé Suave.

Frederico Rebouças, Yordano Blanco e Dulce Maria Rodriguez na adega Maziero

Em 2013 a Adega Maziero voltou a fornecer o vinho que foi servido no almoço do Papa Francisco em sua visita ao Brasil.

O vinho servido foi o Moscato Seco e o Bordô Seco para o almoço e Rosé para a celebração.

Brunholi

A Família Brunholi teve origem no Brasil, quando o senhor Antônio Brunholi, fugindo da guerra chegou na cidade de Itatiba e começou a trabalhar nas lavouras de café.

Depois de alguns anos conseguiu comprar um pedaço de terra em Jundiaí (Sítio Pinhanduva) onde começou com a sua plantação de uva. Foram vários anos e até hoje 4 gerações que deram continuidade ao seu sonho, de acordo com o portal Turismo Jundiaí.

Hoje o Complexo Turístico Villa Brunholi, possui a Fábrica de Vinhos, a Adega, o Restaurante, o Museu do Vinho e uma mini fazenda.

Com mais de 13 rótulos de vinho e 03 rótulos de espumantes, sua adega oferece bebidas diversas com fabricação própria.

Recebe por volta de 2000 pessoas em um final de semana passando por suas diversas atividades.

@villabrunholi um cantinho da Italia em Jundiaí

Museu

Um tonel de quase seis metros de altura e com capacidade para 110 mil litros abriga o Museu do Vinho, dentro do complexo Villa Brunholi.

O Museu do Vinho foi montado em 2002 por iniciativa da família Brunholi com a colaboração de outras famílias tradicionais da cidade como Fontebasso, Bronzeri, Marquezin e Spiandorelo.

No local é possível encontrar painéis contando a história dividida em famílias, imigração e uva e vinho, além de utensílios de uso doméstico e produção de vinho.

Dos tintos encorpados aos frescos brancos, passando pelos delicados roses, as adegas em Jundiaí oferecem uma gama enorme de opções. Secos, suaves, frizantes – a diversidade é o segredo dessa experiência única.

Cada adega, com seu toque especial, tem se dedicado a aprimorar e inovar, proporcionando aos amantes do vinho uma experiência que vai além do paladar.

Conheça!

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Clima vira risco financeiro https://www.focandonopositivo.com.br/clima-vira-risco-financeiro/ https://www.focandonopositivo.com.br/clima-vira-risco-financeiro/#respond Sat, 17 Jan 2026 16:21:38 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=7256 Riscos climáticos e de sustentabilidade deixaram de ser apenas um tema ambiental ou reputacional e passaram a integrar, oficialmente, a análise financeira das empresas. Novas regras internacionais exigem que companhias expliquem, com dados, como eventos climáticos, consumo de energia, cadeia de fornecedores e riscos ambientais afetam seus resultados, seus custos e a continuidade dos negócios. […]

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Riscos climáticos e de sustentabilidade deixaram de ser apenas um tema ambiental ou reputacional e passaram a integrar, oficialmente, a análise financeira das empresas. Novas regras internacionais exigem que companhias expliquem, com dados, como eventos climáticos, consumo de energia, cadeia de fornecedores e riscos ambientais afetam seus resultados, seus custos e a continuidade dos negócios.

No Brasil, a obrigação inicial atinge empresas de capital aberto, mas os efeitos já se espalham para empresas médias e fornecedores que não estão no mercado de ações, alerta Eliana Camejo, conselheira de administração pelo IBGC e vice-presidente da Sustentalli.

As normas foram emitidas pelo International Sustainability Standards Board (ISSB) e passaram a ser incorporadas ao ambiente regulatório brasileiro, especialmente para companhias supervisionadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A lógica por trás das regras é clara: investidores, bancos e seguradoras querem entender, de forma objetiva e comparável, se as empresas são resilientes diante de riscos climáticos e de sustentabilidade e quanto isso pode custar.

“Sustentabilidade deixou de ser discurso institucional. Hoje, ela é tratada como risco financeiro, com impacto direto no valor da empresa, no acesso a crédito e na permanência em cadeias de fornecimento”, afirma Eliana Camejo. 

Janela de preparação está se fechando

Embora a adoção das novas regras tenha contado com um período inicial de preparação e aplicação voluntária, especialistas alertam que essa janela está se encerrando. O cronograma regulatório aponta para a apresentação dos primeiros relatórios completos e comparáveis a partir de 2027, com base em informações estruturadas já nos ciclos anteriores.

Sustentalli: organização que reúne profissionais de todo o Brasil especializados em governança, sustentabilidade, gestão de riscos e reporte corporativo

Crédito, seguro e contratos entram no radar

A mudança também afeta diretamente o relacionamento com bancos e seguradoras. Instituições financeiras vêm incorporando riscos climáticos e de sustentabilidade em seus modelos de análise, o que impacta juros, limites de crédito, garantias e apólices de seguro.

“Sem dados estruturados, a empresa pode pagar mais caro pelo crédito, ter dificuldade de renovar financiamentos, enfrentar restrições de seguro ou até perder contratos importantes”, frisa a especialista.

Além disso, empresas que divulgam compromissos ambientais sem dados consistentes ficam mais expostas a questionamentos sobre greenwashing, ampliando riscos reputacionais e jurídicos.

Responsabilidade e multas

O dever de entregar o Relatório de Informações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade não recai apenas sobre a empresa como pessoa jurídica. Como o relatório passa a integrar o conjunto de informações periódicas obrigatórias das companhias abertas, a responsabilidade alcança a companhia aberta, como emissora de valores mobiliários, administradores e diretores responsáveis, nos casos de atraso, omissão ou inconsistência relevante das informações. Isso ocorre porque a prestação correta e tempestiva de informações ao mercado é um dever regulatório, fiscalizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Existem multas? Sim. Embora a norma que criou o relatório não estabeleça uma penalidade própria, o descumprimento do prazo gera multa automaticamente, pois o relatório passa a seguir o regime geral de informações periódicas da CVM. As multas aplicáveis são as chamadas multas cominatórias, previstas na Resolução CVM nº 47.

Na prática a multa é diária, começa a contar a partir do primeiro dia de atraso e pode se acumular até atingir o limite máximo previsto nos anexos da norma. Os valores variam conforme o tipo de informação não entregue, o sujeito responsável e a gravidade do descumprimento.

Com informação da assessoria: Camejo& Camejo Estratégias em Comunicação.

Fotos:Pexels.com

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Ilha do Mel: uma ecoaventura inesquecível https://www.focandonopositivo.com.br/ilha-do-mel-uma-ecoaventura-inesquecivel/ https://www.focandonopositivo.com.br/ilha-do-mel-uma-ecoaventura-inesquecivel/#respond Thu, 15 Jan 2026 12:01:00 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=5871 A Ilha do Mel localizada no estado do Paraná, Brasil é um tesouro escondido que encanta todos os que a visitam. Suas belas praias e paisagens oferecem uma experiência inesquecível, imersa em ecossistemas de restinga e floresta Atlântica, tornando-a um destino de ecoturismo ideal. Focando no positivo, tive o privilégio de explorar as maravilhas da […]

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A Ilha do Mel localizada no estado do Paraná, Brasil é um tesouro escondido que encanta todos os que a visitam. Suas belas praias e paisagens oferecem uma experiência inesquecível, imersa em ecossistemas de restinga e floresta Atlântica, tornando-a um destino de ecoturismo ideal.

Focando no positivo, tive o privilégio de explorar as maravilhas da Ilha do Mel, junto a experiente guia de turismo Marinete Marques. Esta incrível excursão foi organizada pelo Serviço Social do Comércio do Paraná (Sesc-PR), do qual agora a nossa revista digital faz parte como membro.

A travessia para a Ilha do Mel é fácil e rápida, partindo de Paranaguá ou Pontal do Sul. Saindo de Paranaguá o tempo da viagem é de aproximadamente 50 minutos e a distância percorrida é próxima de 22 km.

Saindo de Pontal do Sul – PR, a distância até a Ilha do Mel é de apenas de 5 Km, o tempo de travessia é de apenas 15 minutos.

Destino

Para começar, você deve escolher o seu destino na ilha: Encantadas ou Brasília. As opções de travessia variam, desde embarcações tradicionais até opções mais rápidas e confortáveis.

Desde o momento em que pisei na ilha, fui envolvida pelo seu charme especial. De trilhas pitorescas a momentos relaxantes à beira-mar, mergulhei na essência deste paraíso natural.

Encantadas

Trilhas sinuosas e pitorescas conduzem a pousadas e restaurantes encantadores, proporcionando um passeio agradável e relaxante. A ausência de veículos na ilha cria uma atmosfera única de tranquilidade e paz. A locomoção é feita por trilhas de areia, revelando um paraíso natural preservado.

Localizada na parte sul da ilha, a Gruta das Encantadas é um patrimônio natural formado por uma fenda no paredão rochoso que se abriu devido à ação do mar. Para facilitar o acesso ao local, há uma passarela que leva o visitante até a entrada da gruta.

Testemunhei a riqueza da fauna e flora locais, avistei uma variedade de aves que nos acompanharam na travessia até chegar à praia emoldurada por ondas fortes e um costão rochoso.

Caminhar não é a única forma de se exercitar na Ilha do Mel. Para quem gosta de um pouco mais de adrenalina é possível praticar diversos esportes radicais, como o Standup Paddle, o voo duplo de parapente ou surf nas ondas perfeitas da região.

Com vista ao mar, tem diversos restaurante com buffet livre a preço solidário com clima familiar, música e diversas opções de comida. Como não poderia deixar de ser, os frutos do mar são o grande destaque da culinária local.

E, é claro, não deixe de saborear os deliciosos frutos do mar nos restaurantes à beira-mar.

Brasília

Do outro lado da ilha, o Farol das Conchas oferece uma vista panorâmica de tirar o fôlego. Foi como viajar no tempo, imergindo nas histórias fascinantes que moldaram esta ilha ao longo dos séculos.

Construído em 1872, no topo do Morro das Conchas, o Farol das Conchas pode ser avistado de quase todos os pontos da ilha. Subir os 150 degraus do morro para chegar ao topo é poder contemplar uma vista incrível.

Tombada pelo Patrimônio Histórico em 1975, o Farol da Conchas, idealizado por Dom Pedro e construído com materiais importados da Escócia.

Enquanto no outro extremo da ilha está a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres que conta histórias fascinantes do passado militar da região. Edificada entre 1767 e 1769 para proteger a Baía de Paranaguá, a fortaleza fica de frente para o mar, na Praia da Fortaleza.

Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, ela guarda muita história. É um monumento militar com canhões instalados no alto do Morro da Baleia.

Venha descobrir a Ilha do Mel e deixe-se envolver pela sua beleza e tranquilidade.

Foi uma experiência verdadeiramente enriquecedora e inspiradora, pela que lembro a vocês da importância de valorizar e preservar as maravilhas naturais que o Brasil tem a oferece

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A Hallaca na vida dos imigrantes venezuelanos https://www.focandonopositivo.com.br/a-hallaca-na-vida-dos-imigrantes-venezuelanos/ https://www.focandonopositivo.com.br/a-hallaca-na-vida-dos-imigrantes-venezuelanos/#respond Tue, 16 Dec 2025 19:02:19 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=6620 O Natal sempre foi uma época mágica para mim e para a minha família. É um momento de reunir todo mundo e reviver aquelas tradições que fazem a festa ser única. E, uma das mais esperadas – e que sempre traz uma sensação de nostalgia – é a preparação das hallacas. Para nós, venezuelanos, as […]

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O Natal sempre foi uma época mágica para mim e para a minha família. É um momento de reunir todo mundo e reviver aquelas tradições que fazem a festa ser única. E, uma das mais esperadas – e que sempre traz uma sensação de nostalgia – é a preparação das hallacas.

Para nós, venezuelanos, as hallacas são muito mais do que um prato natalino delicioso. Elas representam família, união, amor e aquele pedacinho de casa que carregamos conosco, onde quer que estejamos.

Agora, como imigrantes, as hallacas, se tornaram ainda mais significativas. Neste Natal, não seria a mesma coisa sem envolver nossos amigos nesse processo. Convidamos João Rodrigues, Fernanda Bueno, Rodrigo Lara e Jhon Michell para nos ajudar.

Foi lindo ver como, ao participar da preparação, todos foram se conectando com a nossa cultura e com o verdadeiro significado dessa tradição. Jhon, que também é venezuelano, teve a oportunidade de reviver lembranças da sua infância e destacar em modo piada, que a hierarquia na linha de produção das hallacas sempre obedece à sabedoria dos mais velhos. As crianças ficam responsáveis por lavar as folhas de bananeira, enquanto a avó cuida do mais importante: o preparo do guiso, o coração da hallaca

Cada um tem sua tarefa

Como bem lembrou Jhon, na preparação da hallaca cada persona tem uma tarefa. Para fazer a experiência divertida nesta vez, cada pessoa do grupo passou pelas diferentes etapas entre risadas, frios, cervejas e vinhos.

O processo começa ao estender delicadamente uma porção da massa de milho sobre uma folha de bananeira. A massa recebe um toque especial, temperada com caldo de frango e pigmentada com páprica, resultando em um sabor delicioso.

Clique para ver

Sobre essa camada de massa, é adicionado o recheio (guizo), que é o verdadeiro coração da hallaca. Ele é cuidadosamente preparado com uma mistura de carne de boi e porco, vinho tinto, rapadura de açúcar, cheiro-verde, alcaparras, páprica, cebola, cebolinha, pimenta, cominho e pimentão. Cada ingrediente é escolhido com carinho, para garantir que o sabor seja harmonioso e irresistível.

Esse processo é feito com muito amor e antecedência, para que os sabores possam se misturar e amadurecer, criando uma combinação perfeita que vai encantar todos os paladares.

Diego Payema no corte dos vegetais para o guizo

Quando tudo está pronto, a mistura é habilidosamente envolvida nas folhas de bananeira, criando aquele formato tradicional que todos reconhecem. E, para garantir que tudo fique no lugar durante o cozimento, as hallacas são amarradas com barbante, prontinhas para serem mergulhadas em uma grande panela com água fervente.

O aroma que se espalha pela casa enquanto elas cozinham é indescritível – é o cheiro da tradição, da união e do amor que preenche cada pedaço dessa receita.

Andrés ensinando João a amarrar a hallaca

E, claro, as hallacas também representam a generosidade. Tradicionalmente, fazemos muitas para poder dividir com os amigos e a família, e até com os vizinhos. Isso reflete o espírito de Natal para nós: o amor, a amizade e a ideia de dar sem esperar nada em troca.

Andrés Payema, Rodrigo Lara, João Rodrigues, Fernanda Bueno e Jhon Michell

Se você tiver a oportunidade de provar uma hallaca, saiba que vai saborear uma comida deliciosa e vivenciar o resultado de uma tradição que atravessa gerações. É como dar um abraço apertado, mesmo que sem palavras.

E, no final das contas, é isso que o Natal é sobre: união, carinho e a troca de momentos inesquecíveis.

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Feliz Natal !

Vídeo: Jhon Michel

Fotos: @dulce_rodriguez_jornalista

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COP30: Pesquisadores pedem planejamento e infraestrutura contra desastres climáticos https://www.focandonopositivo.com.br/cop30-pesquisadores-pedem-planejamento-e-infraestrutura-contra-desastres-climaticos/ https://www.focandonopositivo.com.br/cop30-pesquisadores-pedem-planejamento-e-infraestrutura-contra-desastres-climaticos/#respond Thu, 13 Nov 2025 13:58:15 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=7245 A COP30, que será realizada em Belém, está marcada por um tom de urgência. Pesquisadores e líderes internacionais alertam que o mundo precisa agir agora para conter os efeitos devastadores das mudanças climáticas, como o tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu no Paraná recentemente — um sinal claro de que o clima extremo já […]

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A COP30, que será realizada em Belém, está marcada por um tom de urgência. Pesquisadores e líderes internacionais alertam que o mundo precisa agir agora para conter os efeitos devastadores das mudanças climáticas, como o tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu no Paraná recentemente — um sinal claro de que o clima extremo já é uma realidade no Brasil.

A especialista Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa e membro do Conselho da Presidência da COP sobre cidades e clima, destacou que não basta apenas emitir alertas meteorológicos. É necessário preparar as comunidades e as infraestruturas para resistir a fenômenos severos.

“Não vai bastar só avisar que um tornado está vindo. As casas precisam estar preparadas para sustentar um fenômeno como esse, e as pessoas precisam ter condições de se proteger. Isso requer planejamento público e investimento em infraestrutura. É a única forma de garantir segurança e resiliência”, afirmou Unterstell.

O secretário executivo da ONU para Mudanças Climáticas, Simon Stiell, reforçou em entrevista ao Jornal Nacional que o episódio no Paraná é um lembrete dramático da urgência de medidas efetivas. Segundo ele, cada evento extremo é um aviso de que o tempo de esperar acabou.

Um chamado à ação global

Em uma nova carta aberta à comunidade internacional, o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, reforçou o apelo por cooperação e ação imediata.

“Devemos escolher: permitir que a inércia nos conduza ao colapso ou unir-nos, com coragem e cooperação, para conduzir o mundo ao avanço”, diz o documento.

A carta destaca que o aquecimento global pode ultrapassar 1,5°C — um ponto crítico que colocaria a humanidade em uma “zona de perigo”, com transformações climáticas irreversíveis.

Tornado destruiu 90% de Rio Bonito do Iguaçu, Paraná. Foto: Reprodução/Vídeo

Entre as medidas de resposta rápida, o texto aponta:

1- Redução do metano, um dos gases de efeito estufa mais potentes;

2-Restauração de florestas e ecossistemas, que ajudam a absorver carbono e proteger a biodiversidade;

3- Fim do desmatamento, essencial para estabilizar o clima e preservar os recursos naturais.

Essas ações, segundo o embaixador, funcionariam como “freios de emergência” para desacelerar o aquecimento global nesta década crítica.

Soluções existem — falta torná-las acessíveis

Para Corrêa do Lago, o grande desafio não é mais tecnológico, mas financeiro e político:

“O mundo já tem soluções para adaptação. O que falta são recursos. Temos tecnologias, informações de alerta precoce via satélite, mas isso precisa chegar até as populações mais vulneráveis”, afirmou.

A COP30 deve, portanto, ir além dos discursos e buscar compromissos concretos entre países, empresas e sociedade civil para financiar e implementar essas soluções — especialmente nos territórios mais expostos, como o Brasil.

Apesar dos desafios, há motivos para esperança. A mobilização global pela adaptação climática vem crescendo, e cidades brasileiras começam a investir em planos de resiliência urbana, reflorestamento e energia limpa.

A COP30 será uma oportunidade histórica para mostrar que o Brasil pode liderar pelo exemplo, conciliando desenvolvimento com sustentabilidade e proteção das pessoas frente aos novos riscos climáticos.

Porque agir agora é garantir um futuro mais seguro, verde e solidário para todo

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Lixo plástico: Brasil adota regras que obrigam reciclagem de até 50% das embalagens https://www.focandonopositivo.com.br/lixo-plastico-brasil-adota-regras-que-obrigam-reciclagem-de-ate-50-das-embalagens/ https://www.focandonopositivo.com.br/lixo-plastico-brasil-adota-regras-que-obrigam-reciclagem-de-ate-50-das-embalagens/#respond Fri, 24 Oct 2025 10:59:16 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=7230 Pela primeira vez na história, o Brasil estabelece metas obrigatórias para reduzir o volume de lixo plástico. O novo decreto do governo federal marca um divisor de águas na política ambiental do país — e pode mudar o rumo da poluição que sufoca mares, rios e cidades. De acordo com as novas regras, até 2026 […]

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Pela primeira vez na história, o Brasil estabelece metas obrigatórias para reduzir o volume de lixo plástico. O novo decreto do governo federal marca um divisor de águas na política ambiental do país — e pode mudar o rumo da poluição que sufoca mares, rios e cidades.

De acordo com as novas regras, até 2026 será preciso coletar e reciclar 32% de todas as embalagens e materiais plásticos descartáveis, como copos, canudos, talheres e pratos. A meta aumenta para 50% até 2040.

Mas não é só isso: o decreto também prevê que pelo menos 22% do plástico reciclado seja reutilizado na fabricação de novos produtos até 2026, chegando a 40% em 2040. Isso vale inclusive para empresas importadoras de materiais plásticos — ou seja, ninguém escapa da responsabilidade ambiental.

O decreto

“O decreto traz incentivos e estímulos para que as empresas usem embalagens com maior índice de reciclabilidade e tragam embalagens retornáveis, diminuindo o lixo nas cidades”, explicou Adalberto Maluf, secretário nacional de Meio Ambiente Urbano.

Por que o Brasil precisava agir 

Os números são alarmantes:
🇧🇷 O Brasil é o oitavo maior poluidor de plástico do mundo.
🧴 Coloca cerca de 500 bilhões de embalagens plásticas no mercado todos os anos.
🌍 Despeja 1,3 milhão de toneladas de resíduos plásticos no oceano anualmente.

“Isso afeta a biodiversidade, o turismo, a pesca e até a saúde humana”, alerta Lara Iwanicki, diretora da ONG Oceana.

Vitória para as cooperativas de catadores

As cooperativas, que muitas vezes são as grandes esquecidas do sistema, também ganharam destaque no decreto.

Hoje, os catadores recebem toneladas de plásticos sem valor comercial, que não podem ser reciclados — e ainda precisam arcar com o descarte. Agora, essa responsabilidade será das indústrias e importadores.

“Vai ser ótimo para a gente e vai ajudar os aterros e o meio ambiente também”, comemorou Adílson Faria da Silva, coordenador de cooperativa.

O Ministério do Meio Ambiente tem 90 dias para detalhar as novas regras voltadas às cooperativas.

Empresas que não se adaptarem terão problemas

A fiscalização será feita pelos órgãos ambientais estaduais e municipais.
Segundo o secretário Adalberto Maluf, fábricas que descumprirem as metas poderão ter a renovação de licenças e alvarás negada. Ou seja: além de ser uma exigência ambiental, virou também uma condição para operar legalmente.

Um passo essencial para um futuro mais limpo

A nova legislação é um marco para o país — e mostra que sustentabilidade não é mais uma escolha, e sim um dever coletivo.

Se as metas forem cumpridas, o Brasil poderá reduzir significativamente a poluição plástica, proteger ecossistemas e gerar renda digna para quem trabalha com reciclagem.

Focando no Positivo acredita que esse é um passo importante rumo a um país mais limpo, justo e sustentável.
O desafio é grande, mas cada ação conta — e agora, a mudança está oficialmente em curso. 

Já pensou no impacto de reduzir pela metade o lixo plástico no Brasil? Compartilhe essa boa notícia e inspire mais gente a repensar o uso do plástico!

Com informação do Jornal Nacional

Fotos: Pixabay

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Bagaço de cana vira potência energética verde https://www.focandonopositivo.com.br/bagaco-de-cana-vira-potencia-energetica-verde/ https://www.focandonopositivo.com.br/bagaco-de-cana-vira-potencia-energetica-verde/#respond Tue, 14 Oct 2025 12:09:09 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=7199 O setor sucroenergético brasileiro vive um momento decisivo. A safra 2025/26 da cana-de-açúcar acendeu um sinal de alerta: segundo levantamento da NovaCana, a moagem deve chegar a 596 milhões de toneladas, uma queda de 4,1% em relação ao ciclo anterior. O motivo? Condições climáticas desfavoráveis e um ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) mais baixo, que impactam […]

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O setor sucroenergético brasileiro vive um momento decisivo. A safra 2025/26 da cana-de-açúcar acendeu um sinal de alerta: segundo levantamento da NovaCana, a moagem deve chegar a 596 milhões de toneladas, uma queda de 4,1% em relação ao ciclo anterior.

O motivo? Condições climáticas desfavoráveis e um ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) mais baixo, que impactam diretamente a produção de etanol e açúcar, os pilares tradicionais do setor.

Mas há um novo protagonista despontando nesse cenário: a bioeletricidade gerada a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar — uma fonte limpa, previsível e cada vez mais essencial para a segurança energética do Brasil.

Quarta fonte de energia renovável

Entre as biomassas utilizadas, o bagaço e a palha da cana ocupam um lugar cada vez mais importante, com uma produção de energia também em crescimento. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em 2024, a cogeração a partir da biomassa da cana garantiu cerca de 37 TWh de eletricidade, o que representa 56% da geração da usina de Itaipu.

Esse volume coloca a biomassa como a quarta fonte renovável mais importante do país, atrás apenas da hídrica, eólica e solar — e o melhor: sem emitir carbono e aproveitando um resíduo que antes era subestimado.

Além de gerar energia limpa, o uso do bagaço reduz a necessidade de acionar termelétricas fósseis, mais caras e poluentes, ajudando o Brasil a avançar rumo a uma matriz elétrica mais sustentável e equilibrada.

Com mais de três décadas de atividade e quase 400 usinas, a cogeração a partir da cana encontra diferentes estágios, mas tem evoluído do ponto de vista tecnológico nos últimos 20 anos, avalia Frederico Becker, diretor Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise Br).

Além disso, o advento da inteligência artificial também é uma tendência nas usinas para otimizar a oferta de eletricidade. “O controle avançado de processos tem um algoritmo preditivo que prevê o que vai acontecer em dez, quinze minutos. Isso reduz muitas perdas e ineficiências do processo”, explica.

Estabilidade e segurança energética

Outro ponto positivo é o equilíbrio sazonal. A safra da cana ocorre justamente no período seco, quando os reservatórios das hidrelétricas estão em níveis mais baixos. Isso transforma as usinas sucroenergéticas em parceiras estratégicas do Sistema Interligado Nacional (SIN), fornecendo energia confiável quando o país mais precisa.

Diferente das fontes solar e eólica, cuja geração depende das condições climáticas, a bioeletricidade da cana possui uma curva previsível e estável — característica essencial para garantir segurança e confiabilidade ao sistema elétrico nacional.

Oportunidade de negócio e política pública verde

Para o setor, a venda de energia elétrica significa diversificação e estabilidade de receita em tempos de margens apertadas para açúcar e etanol. Para o Brasil, é um ativo estratégico de segurança energética e redução das emissões de carbono.

Com políticas públicas que valorizem essa fonte — como remuneração pela capacidade firme, incentivos à geração próxima dos centros consumidores e contratos de longo prazo —, o país pode transformar a bioeletricidade em um dos pilares do futuro energético nacional.

Energia do futuro, orgulho do presente

A safra 2025/26 trouxe um lembrete importante: depender apenas de açúcar e etanol é arriscado. A bioeletricidade da cana surge como o verdadeiro pilar de estabilidade e sustentabilidade, tanto para o setor sucroenergético quanto para o sistema elétrico brasileiro.

O Brasil tem, literalmente, energia limpa nas mãos — e não pode abrir mão de um ativo que une inovação, meio ambiente e desenvolvimento.


O bagaço da cana deixou de ser um resíduo. Agora, é força motriz de um futuro mais verde, eficiente e positivo

Com informação de artigo de opinião assinado por José Piñeiro e G1 Agro

Fotos: Ceise Br/ Divulgação

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Cidades do Futuro: engenharia sustentável para enfrentar a crise climática https://www.focandonopositivo.com.br/cidades-do-futuro-engenharia-sustentavel-para-enfrentar-a-crise-climatica/ https://www.focandonopositivo.com.br/cidades-do-futuro-engenharia-sustentavel-para-enfrentar-a-crise-climatica/#respond Fri, 03 Oct 2025 12:07:52 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=7178 As mudanças climáticas estão cada vez mais presentes no dia a dia das cidades brasileiras. Enchentes, ondas de calor e desastres ambientais mostram que o modelo atual de urbanização precisa mudar. Mas afinal, como preparar nossas cidades para esse futuro desafiador? A resposta pode estar na engenharia sustentável. De acordo com o engenheiro civil Fábio […]

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As mudanças climáticas estão cada vez mais presentes no dia a dia das cidades brasileiras. Enchentes, ondas de calor e desastres ambientais mostram que o modelo atual de urbanização precisa mudar. Mas afinal, como preparar nossas cidades para esse futuro desafiador? A resposta pode estar na engenharia sustentável.

De acordo com o engenheiro civil Fábio Bernardino, especialista em infraestrutura e gestão de recursos hídricos, a saída está no uso de infraestrutura verde e materiais alternativos. Essas soluções não só reduzem custos, como também aumentam a resiliência urbana e diminuem os impactos ambientais.

Por que falar em cidades do futuro?

O debate sobre cidades do futuro não é apenas uma tendência, mas uma necessidade urgente. Os impactos da crise climática já estão custando caro às administrações públicas e afetando diretamente a qualidade de vida da população. Nesse cenário, o uso inteligente de recursos se torna essencial para evitar colapsos urbanos.

Soluções sustentáveis para reduzir impactos e custos

Bernardino destaca que muitos materiais que antes eram descartados já podem ser reaproveitados graças ao avanço tecnológico. É o caso dos resíduos da mineração, que podem substituir materiais escassos ou de alto impacto ambiental.

Além disso, a construção civil brasileira ainda utiliza métodos sofisticados e caros até em obras simples. “Construímos uma casa da mesma forma que construímos um prédio de luxo, e isso gera desperdício”, ressalta o engenheiro. A proposta é repensar processos e apostar em insumos mais sustentáveis, como:

-Madeira de reflorestamento

-Bambu

-Tijolos ecológicos (produzidos sem queima)

-Resíduos da construção civil aplicados em pavimentação

Esses materiais são mais baratos, reduzem emissões de CO₂ e consomem menos energia em sua produção.

Infraestrutura verde: aliada contra eventos extremos

Outro ponto defendido pelo especialista é a adoção de infraestrutura verde, como telhados vivos, jardins de chuva e corredores ecológicos. Essas soluções ajudam a combater enchentes, regular a temperatura e melhorar a qualidade do ar, tornando as cidades mais adaptadas às mudanças climáticas.

Inovação sustentável para cidades mais humanas

Segundo Bernardino, quanto mais diversificadas forem as soluções, mais adaptadas e seguras serão as cidades do futuro. “A natureza já mostrou os limites da forma como construímos no Brasil.

A engenharia precisa responder com inovação sustentável para que as cidades sejam mais humanas, econômicas e resilientes à crise climática”, conclui.

Com informação da assessoria

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5 Ações para reduzir o desperdício de alimentos em casa https://www.focandonopositivo.com.br/5-acoes-para-reduzir-o-desperdicio-de-alimentos-em-casa/ https://www.focandonopositivo.com.br/5-acoes-para-reduzir-o-desperdicio-de-alimentos-em-casa/#respond Tue, 30 Sep 2025 06:37:00 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=6864 O desperdício de alimentos no Brasil é um problema grave com impactos sociais, econômicos e ambientais profundos. De acordo com dados da ONU, cerca de 931 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçadas no mundo a cada ano. No Brasil, aproximadamente 30% de toda a produção de alimentos é jogada fora — o que representa […]

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O desperdício de alimentos no Brasil é um problema grave com impactos sociais, econômicos e ambientais profundos. De acordo com dados da ONU, cerca de 931 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçadas no mundo a cada ano.

No Brasil, aproximadamente 30% de toda a produção de alimentos é jogada fora — o que representa mais de 46 milhões de toneladas por ano.

Esse volume de desperdício contrasta com uma realidade alarmante: mais de 21 milhões de brasileiros vivem em situação de insegurança alimentar grave, segundo o relatório Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2023 da FAO.

Além disso, 1 em cada 10 crianças brasileiras sofre de desnutrição crônica, conforme dados do Ministério da Saúde.

Diante desse cenário, pequenas atitudes no nosso cotidiano podem fazer uma grande diferença. Aqui estão 5 ações simples e eficazes para evitar o desperdício de alimentos em casa:

1. Planeje suas compras com consciência

Antes de ir ao mercado ou à feira, faça uma lista com os alimentos realmente necessários. Evite compras por impulso e promoções em grandes quantidades que podem acabar estragando. Isso evita acúmulo e desperdício, e ainda alivia o bolso.

Dica extra: pense nas refeições da semana antes de sair para comprar!

2. Armazene corretamente os alimentos

Guardar frutas, verduras e demais produtos da maneira certa aumenta a durabilidade e conserva os nutrientes. Geladeiras organizadas e potes herméticos ajudam a evitar o mofo e o apodrecimento.

Curiosidade: manter a geladeira limpa e com temperatura ideal (entre 1 °C e 5 °C) reduz em até 25% o desperdício de alimentos frescos.

3. Aproveite os alimentos integralmente

Cascas, talos e sementes muitas vezes vão para o lixo, mas podem ser ingredientes nutritivos! Faça bolos com casca de banana, sucos com talos de couve ou farofa com talos de cenoura.

Segundo o Instituto Akatu, mais de 20% dos alimentos podem ser reaproveitados com receitas simples e criativas.

4. Congele o que sobrar

Preparou comida demais? Sem problema! Porcione e congele para outro dia. Isso evita jogar fora e ainda poupa tempo no futuro.

Importante: identifique os potes com data e conteúdo para controlar melhor o consumo.

5. Fique de olho na validade

Organize a despensa e a geladeira colocando na frente os produtos que vencem primeiro. Use etiquetas ou potes transparentes para facilitar a visualização.

E lembre-se: muitos alimentos ainda estão bons mesmo após a data de “consumo preferencial”, especialmente os secos.

Por que isso importa?

Reduzir o desperdício de alimentos ajuda a preservar recursos naturais como água e solo, reduz as emissões de gases de efeito estufa, alivia o problema da fome e ainda traz economia para o lar.

Um estudo do Senado Federal apontou que o Brasil perde R$ 61,3 bilhões por ano com o desperdício de alimentos. Isso representa um prejuízo gigante num país com milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Faça parte da mudança!

Ao adotar hábitos mais conscientes, você contribui para um sistema alimentar mais justo e sustentável.

Compartilhe essas dicas com sua família, vizinhos e amigos.

📢 Juntos, podemos alimentar mais pessoas com menos desperdício.

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Conheça iniciativas sustentáveis brasileiras que estão fazendo a diferença https://www.focandonopositivo.com.br/conheca-iniciativas-sustentaveis-brasileiras-que-estao-fazendo-a-diferenca/ https://www.focandonopositivo.com.br/conheca-iniciativas-sustentaveis-brasileiras-que-estao-fazendo-a-diferenca/#respond Sun, 28 Sep 2025 16:08:54 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=6902 O Brasil tem se destacado globalmente por suas iniciativas sustentáveis, que combinam inovação, responsabilidade social e compromisso ambiental. Empresas, comunidades e governos estão implementando soluções criativas para enfrentar os desafios ecológicos e promover um futuro mais verde. 1- Moda Sustentável na Amazônia Na região amazônica, empreendimentos como a Selvática e a Yara Couro estão revolucionando […]

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O Brasil tem se destacado globalmente por suas iniciativas sustentáveis, que combinam inovação, responsabilidade social e compromisso ambiental. Empresas, comunidades e governos estão implementando soluções criativas para enfrentar os desafios ecológicos e promover um futuro mais verde.

1- Moda Sustentável na Amazônia

Na região amazônica, empreendimentos como a Selvática e a Yara Couro estão revolucionando a indústria da moda. Utilizando práticas de “upcycling” e materiais ecológicos, essas iniciativas transformam resíduos têxteis em acessórios sustentáveis. 

Na Yara Couro transformam resíduos de pescado em couro de alta qualidade e baixo impacto ambiental.

Foto: Yara Couro da Amazônia

Desemvolveram o GreenLeather, um processo revolucionário de curtimento que não utiliza cromo, utiliza taninos vegetais e corantes orgânicos. O que antes era descartado agora é um recurso precioso, que enriquece o mercado de luxo com responsabilidade.

Além disso, coletivos como o Costura Criativa capacitam mulheres em situação vulnerável, promovendo inclusão social por meio da “trapoterapia”

2- ECO Recicla: Inovação na coleta seletiva

Em São Bernardo do Campo (SP), o projeto ECO Recicla, liderado pela Organização Social Ecolmeia, introduziu triciclos elétricos para otimizar a coleta seletiva.

Essa iniciativa melhora a eficiência da reciclagem e valoriza o trabalho dos catadores, eliminando a tração humana e promovendo dignidade laboral. 

3- Reutilização de águas cinzas no semiárido

No Rio Grande do Norte, o projeto “Água, Semente da Vida” implementa o tratamento e reuso de águas cinzas em quintais agroecológicos. Essa solução sustentável beneficia 33 famílias agricultoras, promovendo a reutilização da água para a produção agrícola e contribuindo para a segurança hídrica na região.

Foto: Água, semente da vida

Desde 2022, o projeto tem promovido o acesso ao saneamento rural, a produção de alimentos agroecológicos e a segurança hídrica e alimentar em seis municípios da região: Pau dos Ferros, Encanto, Doutor Severiano, São Miguel, Coronel João Pessoa e Venha Ver. 

Ao implementar sistemas de reúso de águas cinza, acompanhados de quintais produtivos agroecológicos, a iniciativa possibilita que as famílias beneficiadas não apenas garantam água para suas necessidades, mas também transformem o recurso em fonte de produção e renda.

4-Crescimento Verde

O Programa Nacional de Crescimento Verde, lançado pelo governo brasileiro, oferece financiamentos e subsídios para incentivar projetos e atividades econômicas sustentáveis. Com recursos que chegam a R$ 400 bilhões, o programa apoia áreas como conservação florestal, saneamento, gestão de resíduos e energia renovável

5- Engajamento empesarial em alta

De acordo com pesquisa da Amcham Brasil, o percentual de empresas que implementam iniciativas sustentáveis aumentou de 71% para 76% em 2025. Esse crescimento reflete o compromisso crescente do setor empresarial com práticas sustentáveis e responsabilidade socioambiental.

6-Participação cidadã no dia a dia

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que 88% dos brasileiros adotam regularmente mais de cinco práticas sustentáveis, como evitar o desperdício de água e energia, reduzir a produção de lixo e utilizar serviços compartilhados

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