Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/ A coragem de enxergar diferente Sun, 01 Mar 2026 18:39:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://www.focandonopositivo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/cropped-focando-no-positive_lente-32x32.png Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/ 32 32 195204525 Você sabia que o enoturismo pode transformar um território inteiro? https://www.focandonopositivo.com.br/voce-sabia-que-o-enoturismo-pode-transformar-um-territorio-inteiro/ https://www.focandonopositivo.com.br/voce-sabia-que-o-enoturismo-pode-transformar-um-territorio-inteiro/#respond Sun, 01 Mar 2026 18:29:19 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=7282 Quando você pensa em vinho, o que vem à mente? Um brinde especial? Um jantar romântico? Uma viagem inesquecível? Mas você sabia que o enoturismo vai muito além da taça? Ele pode ser uma poderosa estratégia de valorização territorial, fortalecimento da identidade cultural e promoção do desenvolvimento sustentável.  Na Focando no Positivo, adoramos mostrar como […]

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Quando você pensa em vinho, o que vem à mente? Um brinde especial? Um jantar romântico? Uma viagem inesquecível? Mas você sabia que o enoturismo vai muito além da taça? Ele pode ser uma poderosa estratégia de valorização territorial, fortalecimento da identidade cultural e promoção do desenvolvimento sustentável. 

Na Focando no Positivo, adoramos mostrar como boas ideias geram impacto real — e o enoturismo é uma delas!

 O que é enoturismo?

O enoturismo é o turismo voltado para a vivência em regiões produtoras de vinho. Inclui visitas a vinhedos, degustações, experiências gastronômicas, festivais, colheitas, museus do vinho e contato direto com produtores locais.

Mas o mais interessante é que ele conecta pessoas ao território — à história, à cultura, à paisagem e às tradições de uma região.

Valorização territorial:

quando o vinho conta a história da terra

Cada vinho carrega o “sabor do lugar”. O solo, o clima, a altitude, a tradição familiar — tudo influencia o resultado final.

Regiões como o Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, ou áreas produtoras no Paraná, Santa Catarina e Nordeste brasileiro, têm utilizado o enoturismo para:

✔ Fortalecer a economia local
✔ Atrair visitantes durante todo o ano
✔ Estimular pequenos produtores
✔ Preservar paisagens rurais

Ao invés de abandonar o campo, muitas famílias encontraram no turismo do vinho uma forma de permanecer no território com dignidade e renda.

Identidade cultural: tradição que vira experiência

Você sabia que visitar uma vinícola também é mergulhar na história da imigração italiana, portuguesa e espanhola no Brasil?

O enoturismo ajuda a preservar:

  • Receitas tradicionais
  • Festas típicas
  • Arquitetura histórica
  • Memórias familiares

Ele transforma cultura em experiência viva — e isso fortalece o sentimento de pertencimento da comunidade.

Desenvolvimento sustentável na prática

Quando bem planejado, o enoturismo pode ser um aliado direto da sustentabilidade:

  • Incentiva práticas agrícolas responsáveis
  • Estimula o uso consciente da água
  • Promove economia circular (produtos locais, artesanato, gastronomia)
  • Gera emprego e renda para mulheres e jovens

Além disso, muitos empreendimentos já investem em energia limpa, redução de resíduos e produção orgânica.

Por que isso importa para o Brasil?

O Brasil tem enorme potencial enoturístico. Nosso clima diverso permite experiências únicas — da Serra Gaúcha ao Vale do São Francisco.

Investir no enoturismo é investir em:

  • Desenvolvimento regional
  • Geração de renda com identidade
  • Turismo responsável
  •  Fortalecimento de comunidades

E o melhor: é uma forma de crescer economicamente sem destruir o território — pelo contrário, valorizando-o.

E você, já viveu uma experiência de enoturismo?

Visitar vinhedos é mais do que degustar vinhos. É conhecer histórias, apoiar produtores locais e fazer parte de uma cadeia que pode ser mais justa e sustentável.

Aqui na Focando no Positivo, acreditamos que iniciativas como essa mostram que é possível unir tradição, economia e cuidado com o meio ambiente.

Brindemos a isso? 

Fotos: Pexels e IA

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Vindima: a festa do vinho que você precisa conhecer https://www.focandonopositivo.com.br/vindima-a-festa-do-vinho-que-voce-precisa-conhecer/ https://www.focandonopositivo.com.br/vindima-a-festa-do-vinho-que-voce-precisa-conhecer/#respond Wed, 04 Feb 2026 23:32:42 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=7268 Um dos momentos mais especiais do calendário do enoturismo, quando produtores e apaixonados pelo universo do vinho celebram a natureza, a cultura agrícola e o ciclo que dá origem ao vinho é a festa da Vindimia. Tradicionalmente associada à colheita das uvas que serão transformadas em vinho, a vindima é um momento festivo que celebra […]

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Um dos momentos mais especiais do calendário do enoturismo, quando produtores e apaixonados pelo universo do vinho celebram a natureza, a cultura agrícola e o ciclo que dá origem ao vinho é a festa da Vindimia.

Tradicionalmente associada à colheita das uvas que serão transformadas em vinho, a vindima é um momento festivo que celebra o ciclo da viticultura — da parreira ao copo. Esse evento combina vivência no campo, aprendizado sobre o cultivo e produção de vinhos e experiências sensoriais, aproximando o público do  vinho e da cultura rural.

A data na que costuma ocorrer são nos meses mais quentes ou de maturação ideal dos cachos; na Região Metropolitana de Curitiba, começaram em 31 de janeiro e vão até março. Durante esse período, o público pode participar da retirada das uvas diretamente no parreiral, uma forma de vivenciar, na prática, esse momento único da vitivinicultura.

Por que vale a pena 

Essa celebração da vindima representa mais do que um evento de campo: é um convite para entender a origem do vinho, vivenciar tradições agrícolas, conectar-se com a natureza e com a cultura local, e transformar o turismo em uma experiência prática e sensorial. 

A pisa das uvas é um método ancestral de vinificação, realizado durante a vindoura, onde uvas são esmagadas com os pés descalços em tanques chamados lagares

Para moradores da região e visitantes, participar da vindima é uma forma de valorizar o produto local e apoiar o fortalecimento do enoturismo no Paraná, que, embora ainda emergente, se consolida como uma alternativa rica em cultura, sabores e histórias a serem degustadas.

Onde participar 

Vinícola Araucária — Vindima com “Colha e Pague”

A tradicional vindima da Vinícola Araucária, em São José dos Pinhais, ocorre de 31 de janeiro a 31 de março de 2026. A experiência permite que os visitantes colham uvas de mesa diretamente nos parreirais por meio do sistema “colha e pague”.

A vinícola funciona diariamente das 9h às 17h e não exige reserva antecipada. Além da colheita das uvas, a vinícola oferece:

  • Visitas guiadas ao cultivo e ao processo de produção de vinhos e espumantes
  • A possibilidade de degustações harmonizadas 
  • Passeios pela natureza, incluindo trilhas, jardins e mirantes que proporcionam contato com a paisagem rural.
  • Almoço em restaurante aconhegante
A jornalista Dulce Rodriguez visitando a Vinícola Araucaria

Vinícola Legado —  experiências imersivas

Em Campo Largo, a Vinícola Legado realiza sua tradicional Festa da Colheita com datas especiais em 31/01, 08/02, 14/02 e 16/02/2026, das 10h às 16h. Neste evento, os participantes colhem uvas viníferas (usadas para fazer vinho) e podem se conectar com a viticultura local em experiências que incluem:

  • Caminhada guiada até os vinhedos;
  • Colheita de uvas em meio às parreiras;
  • Degustação de vinhos e espumantes diretamente no vinhedo;
  • Música ao vivo e picnic gourmet em meio à natureza;
  • Almoço opcional e momentos de relaxamento em áreas sombreadas com Winebar e áreas de picnic.

A Festa da Colheita da Legado — eleita duas vezes entre as melhores experiências de enoturismo do Paraná — combina aprendizado sobre o cultivo com gastronomia, boa música e contato com a natureza rural.

Festa da Uva em Santa Felicidade 

Paralelamente às vindimas, Curitiba celebra uma das tradições mais queridas ligadas à uva: a Festa da Uva de Santa Felicidade, realizada anualmente no Bosque São Cristóvão, em Santa Felicidade.

Em 2026, a 66ª edição acontece de 6 a 8 de fevereiro, com entrada a partir de R$ 12,00 (crianças e idosos têm isenção) e estacionamento disponível.

A festa reúne gastronomia típica italiana, como polenta, frango, macarrão, risoto e, claro, produtos à base de uva e vinho colonial, além de apresentações folclóricas, música ao vivo, dança, artesanato e atividades culturais para toda a família.

A Festa da Uva em Santa Felicidade

Por que participar

Participar da vindima ou das festas da uva na região é mais que um passeio — é uma oportunidade de aprender sobre a viticultura paranaense, vivenciar a colheita e fortalecer vínculos com a natureza e a cultura local.

Esses eventos unem turismo, tradição, agricultura e gastronomia, oferecendo ao visitante uma imersão completa no universo da uva e do vinho, desde a colheita até a festa comunitária. São momentos ideais para famílias, grupos de amigos ou viajantes que desejam viver experiências autênticas e sensoriais no território paranaense.

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Jundiaí: Vinhos, adegas e uma experiencia além do paladar https://www.focandonopositivo.com.br/jundiai-vinhos-adegas-e-uma-experiencia-alem-do-paladar/ https://www.focandonopositivo.com.br/jundiai-vinhos-adegas-e-uma-experiencia-alem-do-paladar/#respond Wed, 21 Jan 2026 12:16:00 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=5416 Na pitoresca estação ferroviária da cidade de Jundiaí em São Paulo, começa uma viagem pela tradição vinífera italiana, que mais do que um legado cultural; é uma celebração que perdura há mais de um século. O aroma adocicado das vinhas em Jundiaí não é apenas o resultado do clima favorável, mas também da rica herança […]

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Na pitoresca estação ferroviária da cidade de Jundiaí em São Paulo, começa uma viagem pela tradição vinífera italiana, que mais do que um legado cultural; é uma celebração que perdura há mais de um século.

O aroma adocicado das vinhas em Jundiaí não é apenas o resultado do clima favorável, mas também da rica herança trazida pelos imigrantes italianos que se estabeleceram na região no final do século XIX.

Inicialmente, a produção de vinho era um tesouro guardado para o consumo familiar, mas ao longo do tempo, as adegas se expandiram, tornando-se não apenas um ponto de orgulho local, mas uma atração reconhecida em toda a região.

As adegas, verdadeiros templos da enologia, abrem suas portas não apenas para os moradores locais, mas também para visitantes vindos de todo o país e do exterior.

Cada adega é uma porta de entrada para um mundo de sabores, onde os visitantes podem degustar vinhos que carregam consigo a história das vinhas jundiaienses.

Tradição e modernidade

Atualmente, Jundiai abriga 20 adegas produtoras de vinho, cada uma delas contando uma história única e oferecendo uma experiência sensorial incomparável.

Nesta cidade a tradição e a modernidade se entrelaçam harmoniosamente em cada garrafa. Cada gole conta uma história de paixão, dedicação e um profundo respeito pela arte da produção vinífera.

Focando no positivo esteve lá junto com Frederico Rebouças e Yordano Blanco em um passeio pelas adegas. Foi possível não apenas degustar vinhos, mas também sentir o orgulho pelo trabalho de qualidade dos esforzados produtores. 

Conheça dois das sensacionais adegas do Jundiai:

Maziero

A família Maziero chegou ao Brasil em 1888 e foi encaminhada para a cidade de Araras, onde deveria trabalhar as fazendas de café da região, publicou o portal Turismo no Jundiai.

Após alguns meses, João Maziero recebe a visita do então amigo e companheiro de viagem Leopoldo Mingoti, que lhe oferece terras em Jundiaí, na região conhecida hoje como Caxambu. João aceita e passa a plantar uva e produzir vinho em sua propriedade.

A venda do vinho começou em 1954, quando Pedro Maziero, ainda criança, resolveu vender parte do vinho produzido na propriedade. A partir daí, a família além de comercializar uvas, passou a produzir vinho mantendo a tradição.

@adegamaziero

Fundada há mais de 60 anos, a Adega Maziero, atualmente administrada por Pedro Maziero e seu filho Clemente Natal Maziero, foi a adega escolhida para produzir o vinho que o Papa Bento XVI celebrou a missa em sua vinda ao Brasil em 2007. O vinho servido para a celebração foi o Rosé Suave.

Frederico Rebouças, Yordano Blanco e Dulce Maria Rodriguez na adega Maziero

Em 2013 a Adega Maziero voltou a fornecer o vinho que foi servido no almoço do Papa Francisco em sua visita ao Brasil.

O vinho servido foi o Moscato Seco e o Bordô Seco para o almoço e Rosé para a celebração.

Brunholi

A Família Brunholi teve origem no Brasil, quando o senhor Antônio Brunholi, fugindo da guerra chegou na cidade de Itatiba e começou a trabalhar nas lavouras de café.

Depois de alguns anos conseguiu comprar um pedaço de terra em Jundiaí (Sítio Pinhanduva) onde começou com a sua plantação de uva. Foram vários anos e até hoje 4 gerações que deram continuidade ao seu sonho, de acordo com o portal Turismo Jundiaí.

Hoje o Complexo Turístico Villa Brunholi, possui a Fábrica de Vinhos, a Adega, o Restaurante, o Museu do Vinho e uma mini fazenda.

Com mais de 13 rótulos de vinho e 03 rótulos de espumantes, sua adega oferece bebidas diversas com fabricação própria.

Recebe por volta de 2000 pessoas em um final de semana passando por suas diversas atividades.

@villabrunholi um cantinho da Italia em Jundiaí

Museu

Um tonel de quase seis metros de altura e com capacidade para 110 mil litros abriga o Museu do Vinho, dentro do complexo Villa Brunholi.

O Museu do Vinho foi montado em 2002 por iniciativa da família Brunholi com a colaboração de outras famílias tradicionais da cidade como Fontebasso, Bronzeri, Marquezin e Spiandorelo.

No local é possível encontrar painéis contando a história dividida em famílias, imigração e uva e vinho, além de utensílios de uso doméstico e produção de vinho.

Dos tintos encorpados aos frescos brancos, passando pelos delicados roses, as adegas em Jundiaí oferecem uma gama enorme de opções. Secos, suaves, frizantes – a diversidade é o segredo dessa experiência única.

Cada adega, com seu toque especial, tem se dedicado a aprimorar e inovar, proporcionando aos amantes do vinho uma experiência que vai além do paladar.

Conheça!

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Clima vira risco financeiro https://www.focandonopositivo.com.br/clima-vira-risco-financeiro/ https://www.focandonopositivo.com.br/clima-vira-risco-financeiro/#respond Sat, 17 Jan 2026 16:21:38 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=7256 Riscos climáticos e de sustentabilidade deixaram de ser apenas um tema ambiental ou reputacional e passaram a integrar, oficialmente, a análise financeira das empresas. Novas regras internacionais exigem que companhias expliquem, com dados, como eventos climáticos, consumo de energia, cadeia de fornecedores e riscos ambientais afetam seus resultados, seus custos e a continuidade dos negócios. […]

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Riscos climáticos e de sustentabilidade deixaram de ser apenas um tema ambiental ou reputacional e passaram a integrar, oficialmente, a análise financeira das empresas. Novas regras internacionais exigem que companhias expliquem, com dados, como eventos climáticos, consumo de energia, cadeia de fornecedores e riscos ambientais afetam seus resultados, seus custos e a continuidade dos negócios.

No Brasil, a obrigação inicial atinge empresas de capital aberto, mas os efeitos já se espalham para empresas médias e fornecedores que não estão no mercado de ações, alerta Eliana Camejo, conselheira de administração pelo IBGC e vice-presidente da Sustentalli.

As normas foram emitidas pelo International Sustainability Standards Board (ISSB) e passaram a ser incorporadas ao ambiente regulatório brasileiro, especialmente para companhias supervisionadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A lógica por trás das regras é clara: investidores, bancos e seguradoras querem entender, de forma objetiva e comparável, se as empresas são resilientes diante de riscos climáticos e de sustentabilidade e quanto isso pode custar.

“Sustentabilidade deixou de ser discurso institucional. Hoje, ela é tratada como risco financeiro, com impacto direto no valor da empresa, no acesso a crédito e na permanência em cadeias de fornecimento”, afirma Eliana Camejo. 

Janela de preparação está se fechando

Embora a adoção das novas regras tenha contado com um período inicial de preparação e aplicação voluntária, especialistas alertam que essa janela está se encerrando. O cronograma regulatório aponta para a apresentação dos primeiros relatórios completos e comparáveis a partir de 2027, com base em informações estruturadas já nos ciclos anteriores.

Sustentalli: organização que reúne profissionais de todo o Brasil especializados em governança, sustentabilidade, gestão de riscos e reporte corporativo

Crédito, seguro e contratos entram no radar

A mudança também afeta diretamente o relacionamento com bancos e seguradoras. Instituições financeiras vêm incorporando riscos climáticos e de sustentabilidade em seus modelos de análise, o que impacta juros, limites de crédito, garantias e apólices de seguro.

“Sem dados estruturados, a empresa pode pagar mais caro pelo crédito, ter dificuldade de renovar financiamentos, enfrentar restrições de seguro ou até perder contratos importantes”, frisa a especialista.

Além disso, empresas que divulgam compromissos ambientais sem dados consistentes ficam mais expostas a questionamentos sobre greenwashing, ampliando riscos reputacionais e jurídicos.

Responsabilidade e multas

O dever de entregar o Relatório de Informações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade não recai apenas sobre a empresa como pessoa jurídica. Como o relatório passa a integrar o conjunto de informações periódicas obrigatórias das companhias abertas, a responsabilidade alcança a companhia aberta, como emissora de valores mobiliários, administradores e diretores responsáveis, nos casos de atraso, omissão ou inconsistência relevante das informações. Isso ocorre porque a prestação correta e tempestiva de informações ao mercado é um dever regulatório, fiscalizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Existem multas? Sim. Embora a norma que criou o relatório não estabeleça uma penalidade própria, o descumprimento do prazo gera multa automaticamente, pois o relatório passa a seguir o regime geral de informações periódicas da CVM. As multas aplicáveis são as chamadas multas cominatórias, previstas na Resolução CVM nº 47.

Na prática a multa é diária, começa a contar a partir do primeiro dia de atraso e pode se acumular até atingir o limite máximo previsto nos anexos da norma. Os valores variam conforme o tipo de informação não entregue, o sujeito responsável e a gravidade do descumprimento.

Com informação da assessoria: Camejo& Camejo Estratégias em Comunicação.

Fotos:Pexels.com

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Ilha do Mel: uma ecoaventura inesquecível https://www.focandonopositivo.com.br/ilha-do-mel-uma-ecoaventura-inesquecivel/ https://www.focandonopositivo.com.br/ilha-do-mel-uma-ecoaventura-inesquecivel/#respond Thu, 15 Jan 2026 12:01:00 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=5871 A Ilha do Mel localizada no estado do Paraná, Brasil é um tesouro escondido que encanta todos os que a visitam. Suas belas praias e paisagens oferecem uma experiência inesquecível, imersa em ecossistemas de restinga e floresta Atlântica, tornando-a um destino de ecoturismo ideal. Focando no positivo, tive o privilégio de explorar as maravilhas da […]

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A Ilha do Mel localizada no estado do Paraná, Brasil é um tesouro escondido que encanta todos os que a visitam. Suas belas praias e paisagens oferecem uma experiência inesquecível, imersa em ecossistemas de restinga e floresta Atlântica, tornando-a um destino de ecoturismo ideal.

Focando no positivo, tive o privilégio de explorar as maravilhas da Ilha do Mel, junto a experiente guia de turismo Marinete Marques. Esta incrível excursão foi organizada pelo Serviço Social do Comércio do Paraná (Sesc-PR), do qual agora a nossa revista digital faz parte como membro.

A travessia para a Ilha do Mel é fácil e rápida, partindo de Paranaguá ou Pontal do Sul. Saindo de Paranaguá o tempo da viagem é de aproximadamente 50 minutos e a distância percorrida é próxima de 22 km.

Saindo de Pontal do Sul – PR, a distância até a Ilha do Mel é de apenas de 5 Km, o tempo de travessia é de apenas 15 minutos.

Destino

Para começar, você deve escolher o seu destino na ilha: Encantadas ou Brasília. As opções de travessia variam, desde embarcações tradicionais até opções mais rápidas e confortáveis.

Desde o momento em que pisei na ilha, fui envolvida pelo seu charme especial. De trilhas pitorescas a momentos relaxantes à beira-mar, mergulhei na essência deste paraíso natural.

Encantadas

Trilhas sinuosas e pitorescas conduzem a pousadas e restaurantes encantadores, proporcionando um passeio agradável e relaxante. A ausência de veículos na ilha cria uma atmosfera única de tranquilidade e paz. A locomoção é feita por trilhas de areia, revelando um paraíso natural preservado.

Localizada na parte sul da ilha, a Gruta das Encantadas é um patrimônio natural formado por uma fenda no paredão rochoso que se abriu devido à ação do mar. Para facilitar o acesso ao local, há uma passarela que leva o visitante até a entrada da gruta.

Testemunhei a riqueza da fauna e flora locais, avistei uma variedade de aves que nos acompanharam na travessia até chegar à praia emoldurada por ondas fortes e um costão rochoso.

Caminhar não é a única forma de se exercitar na Ilha do Mel. Para quem gosta de um pouco mais de adrenalina é possível praticar diversos esportes radicais, como o Standup Paddle, o voo duplo de parapente ou surf nas ondas perfeitas da região.

Com vista ao mar, tem diversos restaurante com buffet livre a preço solidário com clima familiar, música e diversas opções de comida. Como não poderia deixar de ser, os frutos do mar são o grande destaque da culinária local.

E, é claro, não deixe de saborear os deliciosos frutos do mar nos restaurantes à beira-mar.

Brasília

Do outro lado da ilha, o Farol das Conchas oferece uma vista panorâmica de tirar o fôlego. Foi como viajar no tempo, imergindo nas histórias fascinantes que moldaram esta ilha ao longo dos séculos.

Construído em 1872, no topo do Morro das Conchas, o Farol das Conchas pode ser avistado de quase todos os pontos da ilha. Subir os 150 degraus do morro para chegar ao topo é poder contemplar uma vista incrível.

Tombada pelo Patrimônio Histórico em 1975, o Farol da Conchas, idealizado por Dom Pedro e construído com materiais importados da Escócia.

Enquanto no outro extremo da ilha está a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres que conta histórias fascinantes do passado militar da região. Edificada entre 1767 e 1769 para proteger a Baía de Paranaguá, a fortaleza fica de frente para o mar, na Praia da Fortaleza.

Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, ela guarda muita história. É um monumento militar com canhões instalados no alto do Morro da Baleia.

Venha descobrir a Ilha do Mel e deixe-se envolver pela sua beleza e tranquilidade.

Foi uma experiência verdadeiramente enriquecedora e inspiradora, pela que lembro a vocês da importância de valorizar e preservar as maravilhas naturais que o Brasil tem a oferece

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Turismo ecológico: 3 Destinos imperdíveis https://www.focandonopositivo.com.br/turismo-ecologico-3-destinos-imperdiveis/ https://www.focandonopositivo.com.br/turismo-ecologico-3-destinos-imperdiveis/#respond Mon, 05 Jan 2026 08:43:00 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=6701 Imagine explorar uma ilha, fazer trilhas em montanhas ou conhecer uma reserva natural, tudo isso enquanto ajuda a manter esses lugares intactos para as futuras gerações e gera renda para as comunidades locais? Pós é, isso é turismo ecológico, uma forma mais consciente e sustentável de viajar, onde o principal objetivo é conhecer e apreciar […]

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Imagine explorar uma ilha, fazer trilhas em montanhas ou conhecer uma reserva natural, tudo isso enquanto ajuda a manter esses lugares intactos para as futuras gerações e gera renda para as comunidades locais?

Pós é, isso é turismo ecológico, uma forma mais consciente e sustentável de viajar, onde o principal objetivo é conhecer e apreciar a natureza de uma maneira que respeite o meio ambiente. O turismo ecológico busca preservar os ecossistemas locais, apoiar as comunidades e promover práticas que minimizem o impacto ambiental.

Ao optar pelo turismo ecológico, você se conecta com a natureza e aprende a valorizá-la.

Por que o Turismo Ecológico está em alta?

O turismo sustentável vem crescendo no Brasil, e o Paraná se destaca como líder em práticas responsáveis. De acordo com o Ranking de Competitividade dos Estados, o Paraná é o estado mais sustentável do Brasil pelo quarto ano consecutivo. Além disso, o turismo na região apresentou um crescimento de 5% no primeiro semestre de 2024, quase quatro vezes a média nacional.

Destinos sustentáveis no Paraná

1-Ilha do Mel 

Acessível apenas por barcos, a Ilha do Mel é um modelo de turismo sustentável. A ausência de carros e o limite de visitantes ajudam a preservar os ecossistemas sensíveis.

Trilhas sinuosas e pitorescas conduzem a pousadas e restaurantes encantadores, proporcionando um passeio agradável e relaxante. A locomoção é feita por trilhas de areia, revelando um paraíso natural preservado.

Testemunhe a riqueza da fauna e flora locais, aviste uma variedade de aves que  acompanham na travessia até chegar à praia. Aproveite as praias paradisíacas e a rica biodiversidade enquanto contribui para a conservação do local.

Apoie negócios locais e consuma produtos da região. Respeite as regras das áreas naturais, como evitar deixar lixo ou interferir na fauna e flora.

“Cabe aos cidadãos a responsabilidade de contribuir para um litoral mais preservado, limpo e seguro, agindo para garantir a preservação das praias. Cuidar do ambiente litorâneo é responsabilidade de todos, e ações direcionadas para manter as praias limpas representam melhorias reais, pois a iniciativa gera uma cadeia de ações futuras, como a reciclagem do lixo em casa para que o mesmo não vá parar nos rios e mares e o pensamento do consumo consciente”, soblinha a ONG Parceiros do mar.

2- Morretes 

Famosa pelo Barreado e cercada por montanhas e trilhas, Morretes (PR) é ideal para quem busca contato com a natureza e cultura local.

E que tal percorrer as ferrovias da Serra do Mar a bordo de uma locomotiva? Esse, sem dúvida, é um daqueles passeios que todo turista deve fazer.

O trajeto é oferecido pela empresa Serra Verde Express e proporciona aos seus passageiros uma viagem inesquecível pela histórica Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba, que foi inaugurada pela princesa Isabel, em 1885.

Em Morretes é possível conhecer o centro histórico da cidade, que é bem preservado sem deixar de lado a visita à Paróquia Nossa Senhora do Porto, datada do ano de 1812.

 O local abriga o Conjunto Marumbi, um complexo de montanhas com nove 9 picos, na Serra do Mar, considerado o berço do montanhismo no país, já que foi a primeira região utilizada para a escalada esportiva. O mais legal são as  Caminhadas na Serra do Mar e o Trekkings no Parque Estadual do Marumbi.

Além disso, pode tomar banho o fazer Boia-cross para descer pelar corredeiras do Rio Nhundiaquara.  Também pode visitar o  Ekôa Park e ter uma experiências ecológicas que contribui para a educação sustentável. 

3. Parque Nacional do Iguaçu 

Localizado em Foz do Iguaçu, o parque abriga as icônicas Cataratas do Iguaçu, uma das Sete Maravilhas da Natureza. Com trilhas ecológicas e atividades sustentáveis, o parque promove a conservação da biodiversidade enquanto oferece experiências inesquecíveis aos visitantes.

As Cataratas do Iguaçu são reconhecidas e admiradas mundialmente. Em 1986, a UNESCO as declarou Patrimônio Mundial Natural, e em 2012, elas foram eleitas uma das 7 Maravilhas Naturais do Mundo.

Planeje sua viagem, sinta a força das águas, admire a beleza única desse lugar, e entenda por que o Brasil tem tudo para ser um líder em sustentabilidade e preservação.

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Fotos: @dulce_rodriguez_jornalista

Vídeo Ilha do Mel: Pexels.com

Foto Trem Morrentes:  Serra Verde Express

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A Hallaca na vida dos imigrantes venezuelanos https://www.focandonopositivo.com.br/a-hallaca-na-vida-dos-imigrantes-venezuelanos/ https://www.focandonopositivo.com.br/a-hallaca-na-vida-dos-imigrantes-venezuelanos/#respond Tue, 16 Dec 2025 19:02:19 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=6620 O Natal sempre foi uma época mágica para mim e para a minha família. É um momento de reunir todo mundo e reviver aquelas tradições que fazem a festa ser única. E, uma das mais esperadas – e que sempre traz uma sensação de nostalgia – é a preparação das hallacas. Para nós, venezuelanos, as […]

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O Natal sempre foi uma época mágica para mim e para a minha família. É um momento de reunir todo mundo e reviver aquelas tradições que fazem a festa ser única. E, uma das mais esperadas – e que sempre traz uma sensação de nostalgia – é a preparação das hallacas.

Para nós, venezuelanos, as hallacas são muito mais do que um prato natalino delicioso. Elas representam família, união, amor e aquele pedacinho de casa que carregamos conosco, onde quer que estejamos.

Agora, como imigrantes, as hallacas, se tornaram ainda mais significativas. Neste Natal, não seria a mesma coisa sem envolver nossos amigos nesse processo. Convidamos João Rodrigues, Fernanda Bueno, Rodrigo Lara e Jhon Michell para nos ajudar.

Foi lindo ver como, ao participar da preparação, todos foram se conectando com a nossa cultura e com o verdadeiro significado dessa tradição. Jhon, que também é venezuelano, teve a oportunidade de reviver lembranças da sua infância e destacar em modo piada, que a hierarquia na linha de produção das hallacas sempre obedece à sabedoria dos mais velhos. As crianças ficam responsáveis por lavar as folhas de bananeira, enquanto a avó cuida do mais importante: o preparo do guiso, o coração da hallaca

Cada um tem sua tarefa

Como bem lembrou Jhon, na preparação da hallaca cada persona tem uma tarefa. Para fazer a experiência divertida nesta vez, cada pessoa do grupo passou pelas diferentes etapas entre risadas, frios, cervejas e vinhos.

O processo começa ao estender delicadamente uma porção da massa de milho sobre uma folha de bananeira. A massa recebe um toque especial, temperada com caldo de frango e pigmentada com páprica, resultando em um sabor delicioso.

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Sobre essa camada de massa, é adicionado o recheio (guizo), que é o verdadeiro coração da hallaca. Ele é cuidadosamente preparado com uma mistura de carne de boi e porco, vinho tinto, rapadura de açúcar, cheiro-verde, alcaparras, páprica, cebola, cebolinha, pimenta, cominho e pimentão. Cada ingrediente é escolhido com carinho, para garantir que o sabor seja harmonioso e irresistível.

Esse processo é feito com muito amor e antecedência, para que os sabores possam se misturar e amadurecer, criando uma combinação perfeita que vai encantar todos os paladares.

Diego Payema no corte dos vegetais para o guizo

Quando tudo está pronto, a mistura é habilidosamente envolvida nas folhas de bananeira, criando aquele formato tradicional que todos reconhecem. E, para garantir que tudo fique no lugar durante o cozimento, as hallacas são amarradas com barbante, prontinhas para serem mergulhadas em uma grande panela com água fervente.

O aroma que se espalha pela casa enquanto elas cozinham é indescritível – é o cheiro da tradição, da união e do amor que preenche cada pedaço dessa receita.

Andrés ensinando João a amarrar a hallaca

E, claro, as hallacas também representam a generosidade. Tradicionalmente, fazemos muitas para poder dividir com os amigos e a família, e até com os vizinhos. Isso reflete o espírito de Natal para nós: o amor, a amizade e a ideia de dar sem esperar nada em troca.

Andrés Payema, Rodrigo Lara, João Rodrigues, Fernanda Bueno e Jhon Michell

Se você tiver a oportunidade de provar uma hallaca, saiba que vai saborear uma comida deliciosa e vivenciar o resultado de uma tradição que atravessa gerações. É como dar um abraço apertado, mesmo que sem palavras.

E, no final das contas, é isso que o Natal é sobre: união, carinho e a troca de momentos inesquecíveis.

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Feliz Natal !

Vídeo: Jhon Michel

Fotos: @dulce_rodriguez_jornalista

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COP30: Pesquisadores pedem planejamento e infraestrutura contra desastres climáticos https://www.focandonopositivo.com.br/cop30-pesquisadores-pedem-planejamento-e-infraestrutura-contra-desastres-climaticos/ https://www.focandonopositivo.com.br/cop30-pesquisadores-pedem-planejamento-e-infraestrutura-contra-desastres-climaticos/#respond Thu, 13 Nov 2025 13:58:15 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=7245 A COP30, que será realizada em Belém, está marcada por um tom de urgência. Pesquisadores e líderes internacionais alertam que o mundo precisa agir agora para conter os efeitos devastadores das mudanças climáticas, como o tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu no Paraná recentemente — um sinal claro de que o clima extremo já […]

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A COP30, que será realizada em Belém, está marcada por um tom de urgência. Pesquisadores e líderes internacionais alertam que o mundo precisa agir agora para conter os efeitos devastadores das mudanças climáticas, como o tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu no Paraná recentemente — um sinal claro de que o clima extremo já é uma realidade no Brasil.

A especialista Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa e membro do Conselho da Presidência da COP sobre cidades e clima, destacou que não basta apenas emitir alertas meteorológicos. É necessário preparar as comunidades e as infraestruturas para resistir a fenômenos severos.

“Não vai bastar só avisar que um tornado está vindo. As casas precisam estar preparadas para sustentar um fenômeno como esse, e as pessoas precisam ter condições de se proteger. Isso requer planejamento público e investimento em infraestrutura. É a única forma de garantir segurança e resiliência”, afirmou Unterstell.

O secretário executivo da ONU para Mudanças Climáticas, Simon Stiell, reforçou em entrevista ao Jornal Nacional que o episódio no Paraná é um lembrete dramático da urgência de medidas efetivas. Segundo ele, cada evento extremo é um aviso de que o tempo de esperar acabou.

Um chamado à ação global

Em uma nova carta aberta à comunidade internacional, o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, reforçou o apelo por cooperação e ação imediata.

“Devemos escolher: permitir que a inércia nos conduza ao colapso ou unir-nos, com coragem e cooperação, para conduzir o mundo ao avanço”, diz o documento.

A carta destaca que o aquecimento global pode ultrapassar 1,5°C — um ponto crítico que colocaria a humanidade em uma “zona de perigo”, com transformações climáticas irreversíveis.

Tornado destruiu 90% de Rio Bonito do Iguaçu, Paraná. Foto: Reprodução/Vídeo

Entre as medidas de resposta rápida, o texto aponta:

1- Redução do metano, um dos gases de efeito estufa mais potentes;

2-Restauração de florestas e ecossistemas, que ajudam a absorver carbono e proteger a biodiversidade;

3- Fim do desmatamento, essencial para estabilizar o clima e preservar os recursos naturais.

Essas ações, segundo o embaixador, funcionariam como “freios de emergência” para desacelerar o aquecimento global nesta década crítica.

Soluções existem — falta torná-las acessíveis

Para Corrêa do Lago, o grande desafio não é mais tecnológico, mas financeiro e político:

“O mundo já tem soluções para adaptação. O que falta são recursos. Temos tecnologias, informações de alerta precoce via satélite, mas isso precisa chegar até as populações mais vulneráveis”, afirmou.

A COP30 deve, portanto, ir além dos discursos e buscar compromissos concretos entre países, empresas e sociedade civil para financiar e implementar essas soluções — especialmente nos territórios mais expostos, como o Brasil.

Apesar dos desafios, há motivos para esperança. A mobilização global pela adaptação climática vem crescendo, e cidades brasileiras começam a investir em planos de resiliência urbana, reflorestamento e energia limpa.

A COP30 será uma oportunidade histórica para mostrar que o Brasil pode liderar pelo exemplo, conciliando desenvolvimento com sustentabilidade e proteção das pessoas frente aos novos riscos climáticos.

Porque agir agora é garantir um futuro mais seguro, verde e solidário para todo

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Desigualdade climática: quando riqueza vira poluição https://www.focandonopositivo.com.br/desigualdade-climatica-quando-riqueza-vira-poluicao/ https://www.focandonopositivo.com.br/desigualdade-climatica-quando-riqueza-vira-poluicao/#respond Thu, 30 Oct 2025 11:30:13 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=7238 O 0,1% mais rico da população mundial emite, em apenas um dia, mais gases do efeito estufa do que metade das pessoas mais pobres do planeta. Segundo o relatório “Saque Climático: como poucos poderosos estão levando o planeta ao colapso”, lançado pela Oxfam Internacional, um indivíduo entre os super-ricos libera, em média, 800 quilos de […]

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O 0,1% mais rico da população mundial emite, em apenas um dia, mais gases do efeito estufa do que metade das pessoas mais pobres do planeta.

Segundo o relatório “Saque Climático: como poucos poderosos estão levando o planeta ao colapso”, lançado pela Oxfam Internacional, um indivíduo entre os super-ricos libera, em média, 800 quilos de CO₂ por dia — 400 vezes mais que alguém do grupo de menor poder aquisitivo, cuja média é de apenas 2 quilos diários.

A pesquisa foi baseada nos cálculos do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC) e mostra que, desde 1990, 89% do orçamento de carbono restante já foi consumido, colocando em risco a meta do Acordo de Paris, que busca conter o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

Os ricos investem na poluição

O relatório aponta que os mais ricos não apenas consomem mais, como financiam diretamente as indústrias mais poluentes do planeta.
Cerca de 60% dos investimentos dessa elite estão ligados a setores de petróleo, gás e mineração, responsáveis por milhões de toneladas de emissões anuais.

O estudo estima que um bilionário médio produza 1,9 milhão de toneladas de CO₂ por ano apenas através de seus investimentos financeiros — sem contar o impacto do seu consumo pessoal.

Influência nas decisões globais

Além de emitirem mais e investirem em setores poluentes, os super-ricos também exercem influência em espaços de poder.

Na COP29, realizada em 2024, no Azerbaijão, 1.773 representantes ligados às indústrias de carvão, petróleo e gás participaram das negociações climáticas — um número superior à média de delegados dos dez países mais vulneráveis às mudanças do clima.

“O poder e a riqueza desses grandes poluidores também estão presentes nos espaços onde o mundo tenta construir acordos para conter o aquecimento global”, destacou Viviana Santiago, diretora-executiva da Oxfam Brasil.

Uma crise de desigualdade

O relatório conclui que a crise climática é também uma crise de desigualdade.Enquanto os mais ricos lucram com atividades que destroem o clima, a maioria da população mundial paga o preço com desastres ambientais, fome e deslocamentos forçados.

“Os indivíduos mais ricos do planeta financiam e lucram com a destruição do clima, enquanto a maioria paga o preço das consequências fatais do seu poder sem controle”, afirma Amitabh Behar, diretor-executivo da Oxfam Internacional.

O que precisa mudar

Para reduzir os impactos da desigualdade climática, a Oxfam propõe medidas como:
– Taxação de grandes fortunas e emissões de carbono;
Limitação da influência de super-ricos nas decisões políticas globais;
– Distribuição mais justa dos recursos climáticos;
– Fortalecimento da sociedade civil e dos povos tradicionais.

“Quem mais causa os efeitos das mudanças climáticas deve ser o primeiro a agir para enfrentá-los”, reforça Viviana Santiago.

Com informação da Oxfam Internacional e Agência Brasil.

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Lixo plástico: Brasil adota regras que obrigam reciclagem de até 50% das embalagens https://www.focandonopositivo.com.br/lixo-plastico-brasil-adota-regras-que-obrigam-reciclagem-de-ate-50-das-embalagens/ https://www.focandonopositivo.com.br/lixo-plastico-brasil-adota-regras-que-obrigam-reciclagem-de-ate-50-das-embalagens/#respond Fri, 24 Oct 2025 10:59:16 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=7230 Pela primeira vez na história, o Brasil estabelece metas obrigatórias para reduzir o volume de lixo plástico. O novo decreto do governo federal marca um divisor de águas na política ambiental do país — e pode mudar o rumo da poluição que sufoca mares, rios e cidades. De acordo com as novas regras, até 2026 […]

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Pela primeira vez na história, o Brasil estabelece metas obrigatórias para reduzir o volume de lixo plástico. O novo decreto do governo federal marca um divisor de águas na política ambiental do país — e pode mudar o rumo da poluição que sufoca mares, rios e cidades.

De acordo com as novas regras, até 2026 será preciso coletar e reciclar 32% de todas as embalagens e materiais plásticos descartáveis, como copos, canudos, talheres e pratos. A meta aumenta para 50% até 2040.

Mas não é só isso: o decreto também prevê que pelo menos 22% do plástico reciclado seja reutilizado na fabricação de novos produtos até 2026, chegando a 40% em 2040. Isso vale inclusive para empresas importadoras de materiais plásticos — ou seja, ninguém escapa da responsabilidade ambiental.

O decreto

“O decreto traz incentivos e estímulos para que as empresas usem embalagens com maior índice de reciclabilidade e tragam embalagens retornáveis, diminuindo o lixo nas cidades”, explicou Adalberto Maluf, secretário nacional de Meio Ambiente Urbano.

Por que o Brasil precisava agir 

Os números são alarmantes:
🇧🇷 O Brasil é o oitavo maior poluidor de plástico do mundo.
🧴 Coloca cerca de 500 bilhões de embalagens plásticas no mercado todos os anos.
🌍 Despeja 1,3 milhão de toneladas de resíduos plásticos no oceano anualmente.

“Isso afeta a biodiversidade, o turismo, a pesca e até a saúde humana”, alerta Lara Iwanicki, diretora da ONG Oceana.

Vitória para as cooperativas de catadores

As cooperativas, que muitas vezes são as grandes esquecidas do sistema, também ganharam destaque no decreto.

Hoje, os catadores recebem toneladas de plásticos sem valor comercial, que não podem ser reciclados — e ainda precisam arcar com o descarte. Agora, essa responsabilidade será das indústrias e importadores.

“Vai ser ótimo para a gente e vai ajudar os aterros e o meio ambiente também”, comemorou Adílson Faria da Silva, coordenador de cooperativa.

O Ministério do Meio Ambiente tem 90 dias para detalhar as novas regras voltadas às cooperativas.

Empresas que não se adaptarem terão problemas

A fiscalização será feita pelos órgãos ambientais estaduais e municipais.
Segundo o secretário Adalberto Maluf, fábricas que descumprirem as metas poderão ter a renovação de licenças e alvarás negada. Ou seja: além de ser uma exigência ambiental, virou também uma condição para operar legalmente.

Um passo essencial para um futuro mais limpo

A nova legislação é um marco para o país — e mostra que sustentabilidade não é mais uma escolha, e sim um dever coletivo.

Se as metas forem cumpridas, o Brasil poderá reduzir significativamente a poluição plástica, proteger ecossistemas e gerar renda digna para quem trabalha com reciclagem.

Focando no Positivo acredita que esse é um passo importante rumo a um país mais limpo, justo e sustentável.
O desafio é grande, mas cada ação conta — e agora, a mudança está oficialmente em curso. 

Já pensou no impacto de reduzir pela metade o lixo plástico no Brasil? Compartilhe essa boa notícia e inspire mais gente a repensar o uso do plástico!

Com informação do Jornal Nacional

Fotos: Pixabay

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